terça-feira, 2 de julho de 2013

Isso não passou na Globo: Jornalista da Globo hostilizado em Londres

Jornalistas da rede Globo foram hostilizados e impedidos de entrevistar os participantes das manifestações de Londres em apoio ao Brasil. O jornalista Marcos Losekann, tentou intimidar um manifestante mais exaltado, mas retrocedeu ao perceber que a maioria o apoiava. Uma outra jornalista da Globo News, Ana Carolina, também não conseguiu fazer  reportagem e foi  aconselhada por manifestantes a deixar a empresa onde trabalha para assim poder exercer livremente suas funções. O grupo se reuniu por alguns minutos, tempo em que Marcos Losekann, aparentemente enviou  sua entrevista por celular. Visivelmente desconfortáveis com a situação, o grupo deixou o local.
Fonte: osamigosdopresidentelula

Veja vídeo http://www.youtube.com/watch?v=tMcMjWEWnys#at=10

MUITA CALMA NESSA HORA!

                 Por Breno Altman, especial para o 247.

Em análise exclusiva para o 247 sobre as pesquisas Datafolha, o jornalista Breno Altman argumenta que o quadro é preocupante, mas não desastroso para o PT; segundo ele, o bloco de confiança no governo Dilma, que além do "ótimo e bom" inclui ainda o "regular", recuou em ritmo mais lento, caindo de 90% a 73%; além disso, o ex-presidente Lula, que venceria todos os adversários somados (Marina Silva, Aécio Neves, Joaquim Barbosa e Eduardo Campos) seria a prova da identificação do eleitorado com o ciclo iniciado em 2003; apesar da leitura menos pessimista, ele afirma que o recado deve ser compreendido pelo PT: "as ruas querem mais reformas e maior velocidade nas mudanças" Recentes pesquisas realizadas pelo instituto Datafolha, sobre popularidade do governo federal e intenções de voto para 2014, assanham a direita e tiram o ar de setores da esquerda. Os números parecem dizer, a julgar por algumas manchetes e análises, que o país caminha para encerrar o ciclo de reformas iniciado em 2003. Mas recomenda-se cautela ao interpretar esses levantamentos, antes de bailar o carnaval ou vestir-se de luto. O fato mais relevante é a queda de popularidade da presidente Dilma. O índice de eleitores que consideravam sua administração ótima ou boa cravou os 65% no final de março, baixou para 57% no início de junho e despencou para 30% após a escalada de protestos. O número de seus eleitores potenciais acompanhou a curva: 58%, 51% e 30%. A má notícia para petistas e aliados é inegável, pois saltou de banda praticamente metade do apoio e eleitorado da titular do Planalto. Cometerá sério erro, no entanto, quem enxergar isoladamente esse dado estatístico. Não apenas pela natureza fotográfica e momentânea de pesquisas, mas também por conta de outros registros disponíveis nas mesmas enquetes. O primeiro deles é que o bloco de confiança, agregando a classificação regular aos julgamentos francamente positivos, deteriorou-se em ritmo mais baixo. Situava-se em 93% no pico, manteve-se no início de junho (90%) e caiu agora para 73%. Enquanto o grupo superior perdeu 53,85% de seus adeptos em três meses, a faixa que abarca também o nível intermediário foi reduzida em 21,50%. Ou seja, apesar do tsunami político, a reversão nas avaliações não levou a uma maioria antagônica ao governo, ainda que haja riscos reais e imediatos. Os descolamentos atuais estão situados em um campo em disputa, no qual o governo e o PT podem encontrar audiência e recuperar terreno. Esta mesma tendência se aplica à intenção de votos em Dilma. No cenário mais provável para 2014, com quatro candidatos (a atual presidente, Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos), a petista perdeu 21 pontos em relação à última pesquisa, mas 12 desses pontos migraram para o grupo de votos indefinidos, brancos ou nulos. Os candidatos de oposição cresceram, é fato, mas absorvendo menos da metade do que Dilma perdeu. Trata-se de ponto relevante que a chefe da Rede tenha sido a candidata mais beneficiada, crescendo de 16 para 23% - enquanto o representante tucano ganhou somente três pontos (de 14 para 17%) e o governador pernambucano praticamente patina na mesma posição (foi de 6 para 7%). Marina Silva, afinal, é desaguadouro natural e instável para eleitores desgostosos com o PT que não pretendem migrar para a direita. Mesmo quando Joaquim Barbosa entra na parada, o quadro não muda de forma expressiva, ainda que promova relativa desidratação dos demais candidatos contra o oficialismo (Marina baixa a 19%, Aécio a 14% e Campos a 4%). A soma dos candidatos oposicionistas sobe de 47 para 53%, com o segmento de indefinidos, brancos e nulos descendo de 24 para 19%, enquanto Dilma fica praticamente na mesma, caindo de 30 para 29%. Deve-se ressaltar que momentos de politização da sociedade alteram a lógica de alinhamento do eleitorado. Quando o cenário do país desenvolve-se sem solavancos, é comum haver certa simpatia administrativa até de quem não votou e sequer votaria no partido de plantão. Mas quando há clima de polarização, a tendência de confluência entre apoios e opção ideológica se afirma. Os 30% de Dilma nas pesquisas representam o núcleo duro do eleitorado petista e de esquerda, contra outros tantos (simpáticos a Aécio e, em parte, a Marina ou Joaquim Barbosa) que são fiéis do conservadorismo, enquanto os setores oscilantes representam ao redor de 40% dos eleitores. Não houve, a julgar pelo Datafolha, significativo crescimento da direita, mas perda importante de gordura governista a favor da zona nebulosa na qual estão tanto votos indecisos, nulos e brancos quanto candidatos que exibem perfil alternativo aos partidos tradicionais. O segundo tema de relevo está no desempenho do ex-presidente Lula caso fosse candidato em 2014. Alcança 45% das preferências, contra 43% de todos adversários somados (Marina faria 14%, Barbosa bateria em 13%, Aécio não ultrapassaria 12% e Campos estacionaria em 4%). Também recuam indecisos, nulos e brancos, para 13%. Apesar da queda de 10% em relação à última pesquisa, o desempenho do líder petista revela importantes reservas de força a favor da esquerda. Esta performance também confirma que as características dos protestos no Brasil são bastante distintas de seus congêneres europeus ou árabes. A memória majoritária sobre os dez anos de governo progressista é positiva, especialmente entre os pobres da cidade e do campo, e profundamente identificada com o ex-presidente. O país viveu ciclo de melhoria paulatina da economia e das condições de vida e renda entre as camadas populares, que mantém sua lealdade ao projeto liderado pelo PT. Os sucessos deste processo, associados a suas limitações, trouxeram novas contradições, e esse é um terceiro elemento central de análise. O desemprego é o principal problema nacional para apenas 4% dos entrevistados pelo Datafolha, por exemplo. Baixos salários sequer constam das inquietações principais. Tampouco inflação. Mas a oferta dos principais serviços públicos deixa 71% dos brasileiros insatisfeitos – 48% reclamam da saúde, 13% da educação e 10% da segurança, em respostas únicas e espontâneas. Pode-se concluir que a ascensão sócio-econômica retirou algumas dezenas de milhões da plataforma de reivindicações para a sobrevivência e os colocou no rumo de exigências por melhor qualidade de vida, fenômeno que rebate diretamente no desempenho do poder público. Há perda paulatina na confiança de que essas demandas possam ser atendidas por um sistema político que parece contaminado por interesses corporativos e privatistas. O aumento no preço das tarifas de transporte público e o custo das obras destinadas à Copa, potencializados pela repressão policial nos estados, aparecem como gatilhos para a conversão desta insatisfação em mobilização, que abraça temas concretos e conflui como questionamento generalizado ao arcabouço institucional construído pela transição conservadora à democracia. O PT acumulou forças fora deste sistema, como seu crítico mais duro e contumaz, ainda que tenha sempre operado pelas regras constitucionalmente vigentes. Ao conquistar o governo, em minoria parlamentar, seus dirigentes consideraram que não havia forças para mudar essas instituições e conduziram reformas em seu âmbito. A explosão da crise de junho, nessas circunstâncias, atinge o partido e o conjunto da esquerda como integrantes de um edifício político corroído por cupins famintos, na percepção das ruas. Por fim, um quarto componente das pesquisas convalida o tipo que crise que o país atravessa: 68% dos entrevistados apóiam o plebiscito para reforma política e 73% seriam favoráveis à convocação de uma constituinte (o que eventualmente revela recuo precipitado do governo sobre esse tema). Ao contrário do que manifestam correntes de direita, dentro e fora das legendas oposicionistas, a maioria dos eleitores aplaude uma solução política de grande amplitude para os dilemas atuais. Esta inclinação do eleitorado talvez traga a chave de compreensão para a esquerda refazer sua estratégia e recuperar o terreno perdido. As ruas querem mais reformas e maior velocidade nas mudanças. Parte da cidadania, aquela de orientação progressista, condena o PT e seu governo por terem ficado parecidos demais, próximos demais, com os grupos econômicos e políticos que sempre combateram. A resposta às mobilizações e aos resultados das pesquisas não parece ser uma questão técnica, de gestão, mas um rumo político. Uma nova agenda que aprofunde o processo iniciado em 2003, a começar pela radicalização da democracia. O confronto de programas, o reforço da identidade de esquerda e a defesa abnegada dos interesses populares contra a plutocracia podem ser o melhor caminho de reencontro com a base social momentaneamente perdida. Uma visão tradicionalista, de que os 40% perambulando entre o PT e a oposição de direita constituem um "centro", a ser disputado com maior eficácia administrativa (ainda que necessária) e mais moderação tanto na política quanto na economia, tem boas chances de ser desastroso tiro no pé. Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.

Justiça condena TV Correio em R$ 200 mil

Emissora foi condenada a pagar indenização por danos morais coletivos. (Luzia Santos)

A Justiça Federal condenou a TV Correio ao pagamento de R$ 200 mil de indenização por danos morais coletivos por exibir cenas de estupro de uma adolescente de 13 anos. Da decisão da juíza federal, Cristina Maria Costa Garcez, titular da 3ª Vara da Seção Judiciária da Paraíba, em João Pessoa, ainda cabe recurso. A TV Correio foi condenada em ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a empresa e o apresentador Samuka Duarte. A ação de número 0007809-20.2011.4.05.8200 foi ajuizada em 2011, após o apresentador de a TV Correio exibir cenas de estupro de uma menor de 13 anos, durante o programa, veiculado no início da tarde de 30 de setembro daquele ano. O diretor superintendente do Sistema Correio, Alexandre Jubert, foi procurado para informar se vai recorrer da decisão judicial, mas apesar dos vários telefonemas não foi encontrado para comentar o assunto. O editor chefe de jornalismo da emissora, Sílvio Osias, informou que apenas a assessoria jurídica, que também não foi localizada, poderia comentar a sentença. “No caso em apreço, coloca-se a difícil questão sobre a incidência de dano moral coletivo por suposta ofensa aos direitos da personalidade da coletividade, em geral, e das crianças e adolescentes, em particular, que assistiam ao programa Correio Verdade na tarde do dia 30 de setembro de 2011, quando a reportagem da menina sendo estuprada foi ao ar, dano esse digno de reparação judicial, inclusive em caráter punitivo-pedagógico”, diz a juíza federal Cristina Garcez na sentença condenatória. O valor da indenização será revertido ao Fundo Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente dos municípios de João Pessoa e Bayeux. “Não há dúvida de que é cabível a condenação da Empresa de Televisão João Pessoa Ltda (TV Correio) no pagamento de indenização por dano moral coletivo, diante do menosprezo, do desvalor na veiculação, na forma em que se deu, do ato criminoso e seus reflexos objetivos e subjetivos na comunidade, por mais que muitos integrantes desta possam considerar de bom gosto o tipo de jornalismo apresentado pela ré e as demais emissoras do gênero, que ora estipulo em R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), levando em conta o princípio da proporcionalidade e o juízo da ponderação”, justifica a juíza na sentença. Segundo ela, as chamadas do programa Correio Verdade, dando conta do crime de estupro, seguida da veiculação das imagens do próprio crime em andamento, não se mostram adequadas por submeter a adolescente a uma dupla vitimização, “a de que foi vítima pela conduta do agente contra sua dignidade sexual, e a que lhe foi impingida pelo programa de televisão, cuja veiculação não só transbordou dos limites da rua e bairro onde residem a menor e sua família, para abarcar todo o território nacional”. Na decisão, a juíza Cristina Garcez não aceitou o pedido de suspensão do programa Correio Verdade por 15 dias. Baseou-se no que rege a Constituição Federal sobre a matéria, ou seja, a radiodifusão continua regida pelo Código de Telecomunicações, “estabelecendo ser do Ministério das Comunicações, órgão que integra a administração direta da União, a competência para a aplicação de sanções administrativas às entidades prestadoras dos serviços de radiodifusão, tais como: multa, suspensão e cassação, esta somente quando se tratar de radiodifusão sonora”. Em relação aos pedidos de cassação da concessão da TV Correio para execução de serviço de radiodifusão de sons e imagens e ao pagamento de indenização por danos morais à adolescente vítima de estupro, a juíza federal extinguiu o processo sem resolução do mérito. Fundamentou a decisão justificando que o MPF não é parte legítima, segundo o Código Processual Civil (CPC), para pedir tal decisão. Ainda na fundamentação, a juíza Cristina Garcez destaca que “o caso envolve interpretação constitucional e a árdua tarefa de solucionar a colisão de direitos: de um lado, a liberdade de imprensa, como uma instituição política necessária à concretização da democracia, e do outro a salvaguarda 'de toda forma de discriminação, violência, exploração, crueldade e opressão', garantida à criança e ao adolescente, pela Constituição Federal”, pontua a juíza. Ela ainda ressalta que “a liberdade (de imprensa) é plena, mas não absoluta, como, aliás, nenhum direito o é, sob pena de jamais serem conciliáveis os direitos consagrados na Constituição quando em conflito”, assegura a juíza Cristina Garcez. Na decisão, ela excluiu o apresentador Samuka Duarte do litígio ao afirmar que a empresa deve responder pelos atos praticados pelos empregados.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Couto sugere mudar educação e costumes para impedir violência contra crianças e adolescentes

"O ódio e o delírio de muitos pais, padrastos, amigos e pessoas destroem em apenas 15 minutos mais coisas do que a cultura da prudência, o conselho, e a prevenção ao mesmo tempo". Estas foram às palavras iniciais do deputado Luiz Couto (PT-PB) ao comentar, do plenário da Câmara Federal, reportagem exibida pelo Fantástico no dia 23 de junho do ano em curso. Couto informou que, de acordo com a matéria, a cada hora 15 crianças do Brasil são vítimas de algum tipo de violência. "Esse número pode ser bem maior porque nem todos os casos são denunciados", observou, lembrando que o abuso sexual contra crianças e adolescentes têm sido considerados um grave problema, por causa dos altos índices de incidência e às sérias conseqüências para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social da vítima e da família. O parlamentar ressaltou que os sofrimentos vivenciados diariamente por crianças, adolescentes e jovens podem trazer uma revolta impactante e destruidora nessa fase da vida. "Não podemos deixar que essas violações tomem conta do crescimento de nossas crianças, adolescentes e jovens, e nem tolerar o fato de receber somente notícias de abusos, maus tratos e explorações sexuais em números e formas de violências” complementou. Luiz Couto defendeu mudança na educação e nos costumes. "Só que para mudar precisamos parar de pregar tragédia e transmitir a paz, uma vez que não poderemos construir um século bom e agradável aos olhos humanos se usarmos a arte de mal pensando estar fazendo o bem", acrescentou. Finalizando, o deputado disse que é preciso olhar para os órgãos de apoio nas lutas em defesa da criança, do adolescente e dos jovens. "Pois o que foi mostrado pelas reportagens foi um estado precário de trabalho e falta de mão de obra capacitada para combater e enfrentar essa realidade”. (Ascom Dep. Luiz Couto)

Fonte: http://www.luizcouto.com

Rodrigo alfineta Anísio e confirma conversas para viabilizar candidatura própria do PT

O presidente do Diretório Estadual do PT na Paraíba, Rodrigo Soares, continua no páreo para se manter no comando da legenda. Segundo Rodrigo, o diálogo com companheiros continua com o objetivo de conseguir a unidade até novembro. “Estou à disposição do partido caso o PT entenda que eu devo continuar na presidência”, disse. O secretário de Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa também afirmou que o PT terá candidatura própria nas eleições de 2014. “Estamos conversando com o PSC, PEN, PTB e outros partidos da base da presidente Dilma para construir um projeto de desenvolvimento da Paraíba e no que depender de mim, teremos candidatura própria”. Rodrigo ainda lamentou as declarações do deputado estadual Anísio Maia que dias atrás denunciou que diretórios do PT estavam à venda no interior do estado. “Chega de briga interna que não leva a nada, de autofagia, nós não queremos e não vamos entrar nessa briga”, finalizou.

Fonte: http://www.paraiba.com.br

SÓ LULA PODE SALVAR O PT?

Nos círculos políticos da capital norte-americana, se especula os efeitos do descontentamento social nas eleições de 2014, com a possível "candidatura forçada" do ex-presidente, para salvar o governo petista.

A Casa Branca, em Washington (EUA), está monitorando a onda de protestos no Brasil e o Foreign Office (ministério das Relações Exterior britânico), em Londres (Inglaterra), afirmou que o Reino Unido apóia o direito do povo se manifestar pacificamente. A avaliação de funcionários de alto escalão do governo dos EUA, que desenham o cenário internacional para o presidente Barack Obama é que os protestos expressam apenas o “caráter vibrante” da democracia brasileira. (CIA acompanha o caos nas ruas) Nas reuniões do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, dominadas por temas como Síria, Irã e turbulências domésticas, o Brasil pode entrar nos briefings diários da CIA (Agência Central de Inteligência) para Obama, se protestos violentos continuarem nas ruas. (João Pessoa parou na tela da CNN) Causou o maior sucesso nas redes sociais, durante o feriadão junino, a veiculação pela rede de TV CNN, dos Estados Unidos, do registro da passeata ocorrida na semana passada, com o seguinte texto de chamada, na web: “Video Report – ireport.cnn.com – Coverage of the protests in Joao Pessoa, Brazil. Thousands of citizens walked the streets in a peaceful demonstration tonight, protesting an increase in taxes by the government in order to pay for the costs of hosting the World Cup in 2014 and the Olympics in 2016”. (Para você ler em português) Veja agora a tradução do texto da CNN publicado acima: “Milhares de cidadãos andaram pelas ruas de João Pessoa, numa manifestação pacífica, em protesto contra o aumento de impostos pelo governo, a fim de pagar os custos de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016”. A reportagem foi feita pelo jornalista norte-americano Greg Batla, com imagens captadas pelo videografista Cole Taylor, compatriota dele. Ambos estavam hospedados na Pousada do Caju e tinham vindo fazer matérias turísticas sobre o nascer do Sol na Paraíba. (Lula ficou “caladão” com Dilma) O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidiu dar o silêncio como resposta, quando foi procurado na semana passada pela Presidenta Dilma Rousseff, sucessora dele no Palácio do Planalto. Andaram se estranhando por causa do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Até mesmo o Congresso Nacional especulou, na semana passada, a necessidade de decretação do “Estado de Defesa” para diminuir a pressão popular. Os interlocutores do governo federal descartaram essa possibilidade de botar o Exército na rua. (Plebiscito pode atrapalhar PED) A avaliação conjuntural do clima político brasileiro pode provocar o adiamento da realização do PED (Processo Eleitoral Direto) do PT, segundo o secretário estadual de Organização do partido na Paraíba, Josenilton Feitosa. Mas, Renato Simões, membro da Direção Nacional do PT e secretário de Movimentos Populares do partido, defende a manutenção do PED marcado para novembro deste ano, mesmo que haja o plebiscito sobre a Reforma Política, em agosto. (Casarão gaúcho de R$ 5 milhões) O mercado imobiliário de Porto Alegre-RS registrou a aquisição de uma mansão avaliada em R$ 5 milhões, por parte da Presidente Dilma. O imóvel (além dos três apartamentos que ela possui na capital gaúcha) fica ao lado da residência do ex-marido, ex-guerrilheiro e pai da filha dela, Carlos Araújo.

FONTE: GIOVANNI MEIRELES COM REDES SOCIAIS

AS MULTIDÕES NAS RUAS: COMO INTERPRETAR

LEONARDO BOFF; Atingiu-se agora a gota d’água que fez transbordar o copo. A política poderá ser outra daqui para frente

Um espírito de insurreição de massas humanas está varrendo o mundo todo, ocupando o único espaço que lhes restou: as ruas e as praças. O movimento está apenas começando: primeiro no norte da África, depois na Espanha com os “indignados”, na Inglaterra e nos USA com os “occupies” e no Brasil com a juventude e outros movimentos sociais. Ninguém se reporta às clássicas bandeiras do socialismo, das esquerdas, de algum partido libertador ou da revolução. Todas estas propostas ou se esgotaram ou não oferecem o fascínio suficiente para mover as massas. Agora são temas ligados à vida concreta do cidadão: democracia participativa trabalha para todos, direitos humanos pessoais e sociais, presença ativa das mulheres, transparência na coisa pública, clara rejeição a todo tipo de corrupção, um novo mundo possível e necessário. Ninguém se sente representado pelos poderes instituídos que geraram um mundo político palaciano, de costas para o povo ou manipulando diretamente os cidadãos. Representa um desafio para qualquer analista interpretar tal fenômeno. Não basta a razão pura; têm que ser uma razão holística que incorpora outras formas de inteligência, dados ar acionais, emocionais e arquetípicos e emergências, próprias do processo histórico e mesmo da cosmo gênese. Só assim teremos um quadro mais ou menos abrangente que faça justiça à singularidade do fenômeno. Antes de qualquer coisa, importa reconhecer que é o primeiro grande evento, fruto de uma nova fase da comunicação humana, esta totalmente aberta, de uma democracia em grau zero que se expressa pelas redes sociais. Cada cidadão pode sair do anonimato, dizer sua palavra, encontrar seus interlocutores, organizar grupos e encontros, formular uma bandeira e sair à rua. De repente, formam-se redes de redes que movimentam milhares de pessoas para além dos limites do espaço e do tempo. Esse fenômeno precisa ser analisado de forma acurada porque pode representar um salto civilizatório que definirá um rumo novo à história, não só de um país mas de toda a humanidade. As manifestações do Brasil provocaram manifestações de solidariedade em dezenas e dezenas de outras cidades no mundo, especialmente na Europa. De repente o Brasil não é mais só dos brasileiros. É uma porção da humanidade que se identifica como espécie, numa mesma Casa Comum, ao redor de causas coletivas e universais. Por que tais movimentos massivos irromperam no Brasil agora? Muita são as razões. Atenho-me apenas a uma. E voltarei a outras em outra ocasião. Meu sentimento do mundo me diz que, em primeiro lugar, se trata de um efeito de saturação: o povo se saturou com o tipo de política que está sendo praticada no Brasil, inclusive pelas cúpulas do PT (resguardo as políticas municipais do PT que ainda guardam o antigo fervor popular). O povo se beneficiou dos programas da bolsa família, da luz para todos, da minha casa minha vida, do crédito consignado; ingressou na sociedade de consumo. E agora o que? Bem dizia o poeta cubano Ricardo Retamar: “o ser humano possui duas fomes: uma de pão que é saciável; e outra de beleza que é insaciável”. Sob beleza se entende educação, cultura, reconhecimento da dignidade humana e dos direitos pessoais e sociais como  saúde com qualidade minima e transporte menos desumano. Essa segunda fome não foi atendida adequadamente pelo poder publico seja do PT ou de outros partidos. Os que mataram sua fome querem ver atendido outras fomes, não em ultimo lugar, a fome de cultura e de participação. Avulta a consciência das profundas desigualdades sociais  que é o grande estigma da sociedade brasileira. Esse fenômeno se torna mais e mais intolerável na medida em que cresce a consciência de cidadania e de democracia real. Uma democracia em sociedades profundamente desiguais como a nossa, é meramente formal, praticada apenas no ato de votar (que no fundo é o poder escolher o seu “ditador” a cada quatro anos, porque o candidato uma vez eleito, dá as costas ao povo e pratica a política palaciana dos partidos). Ela se mostra como uma farsa coletiva. Essa farsa está sendo desmascarada. As massas querem estar presentes nas decisões dos grandes projetos que as afetam e que não são consultadas para nada. Nem falemos dos indígenas cujas terras são sequestradas para o agronegócio ou para a indústria das hidrelétricas. Esse fato das multidões nas ruas me faz lembrar a peça teatral de Chico Buarque de Holanda e Paulo Pontes escrita em 1975:”A Gota d’água”. Atingiu-se agora a gota d’água que fez transbordar o copo. Os autores de alguma forma intuiram o atual fenômeno ao dizerem no prefácio da peça em forma de livro:“O fundamental é que a vida brasileira possa, novamente, ser devolvida, nos palcos, ao público brasileiro…Nossa tragédia é uma tragédia da vida brasileira”. Ora, esta tragédia é denunciada pelas massas que gritam nas ruas. Esse Brasil que temos não é para nós; ele não nos inclui no pacto social que sempre garante a parte de leão para as elites. Querem um Brasil brasileiro, onde o povo conta e quer contribuir para uma refundação do pais, sobre outras bases mais democrático-participativas, mais éticas e com formas menos malvadas de relação social. Esse grito não pode deixar de ser escutado, interpretado e seguido. A política poderá ser outra daqui para frente.