quinta-feira, 3 de julho de 2014

Pesquisa Datafolha aponta crescimento de Dilma Rousseff

O sucesso da Copa e a mudança de humor dos brasileiros em relação ao evento no país podem estar por trás da alta da presidente Dilma Rousseff em recente pesquisa Datafolha.

O estudo publicado integralmente nesta quarta-feira (2) mostra que a proporção de eleitores favoráveis à Copa no Brasil subiu de 51% para 63% em um mês. O orgulho com a realização do Mundial também saltou de 45% para 60%.Entre os entrevistados, 76% condenaram os torcedores que xingaram a presidente no jogo de estreia da Copa, em São Paulo.

Mesmo entre os eleitores de Aécio e Campos, a reprovação foi majoritária: 69% e 72%, respectivamente.Em consequência, as intenções de voto em Dilma avançaram de 34% para 38% e a aprovação do governo variou positivamente, de 33% para 35%.

No mesmo intervalo, o candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou de 19% para 20%. Já o candidato do PSB, Eduardo Campos variou de 7% para 9%, deixando assim a posição de empate técnico com o candidato Pastor Everaldo Pereira (PSC), estacionado em 4%.

O fator Copa também influenciou na economia, em relação à expectativa de inflação (recuo de 64% para 58%), desemprego (de 48% para 43%) e poder de compra do salário (avanço de 27% para 32% dos que esperam melhoria).

Atualmente, 30% acham que a economia do país irá melhorar, frente a 26% em julho. E 48% estão otimistas com a própria situação econômica – contra 42% há um mês. O Datafolha ouviu 2.857 eleitores em 177 municípios nesta terça (1º) e quarta-feira (2). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. 

A taxa de confiança é de 95% (significa que em 100 levantamentos com essa mesma metodologia, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). O registro do levantamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-00194/2014.

Fonte: www.brasil247.com

Uma democracia que se volta contra o povo

Uma grita geral da mídia corporativa, de parlamentares da oposição e de analistas sociais conservadores se levantou contra a Política Nacional de Participação.

Uma grita geral da mídia corporativa, de parlamentares da oposição e de analistas sociais ligados ao status quo de viés conservador se levantou furiosamente contra  o decreto presidencial  que institui a Política Nacional de Participação Social. O decreto não inova em nada nem introduz  novos itens de participação social.

Apenas procura ordenar os movimentos sociais existentes, alguns vindos dos anos 30 do século pássado, mas que nos últimos anos  se multiplicaram exponencialmente a ponto de Noam Chomsky e Vandana Shiva considerarem o Brasil o país no mundo com mais movimentos organizados e de todo tipo.

 O Decreto reconhece esta realidade e a estimula para que enriqueça o tipo de democracia representativa vigente com um elemento novo que é a democracia participativa. Esta não tem poder de decisão apenas de consulta, de informação, de troca e de sugestão para os problemas locais e nacionais.

Portanto, aqueles analistas que afirmam, ao arrepio do texto do Decreto, que a presença dos movimentos sociais tiram o poder de decisão do governo, do parlamento e do poder  público laboram em erro ou acusam de má fé. E o fazem não sem razão. Estão acostumados a se mover dentro de um tipo de democracia de baixíssima intensidade, de costas para a sociedade e livre de qualquer controle social.

Valho-me das palavras de um sociólogo e pedagogo da Universidade de Brasília, Pedro Demo, que considero  uma das mentes mais brilhantes e menos aproveitadas de nosso país. Em sua Introdução à sociologia (2002) diz enfaticamene:”Nossa democracia é encenação nacional de hipocrisia refinada, repleta de leis “bonitas”, mas feitas sempre, em última instância, pela elite dominante para que a ela sirva do começo até o fim. 

Políitico (com raras exceções) é gente que se caracteriza por ganhar bem, trabalhar pouco, fazer negociatas, empregar parentes e apaniquados, enriquecer-se às custas dos cofres públicos e entrar no mercado por cima…Se ligássemos democracia com justiça social, nossa democracia seria sua própria negação”(p.330.333).

Não faz uma caricatura de nossa democracia mas uma descrição real daquilo que ela sempre foi em nossa história. Em grande parte possui o caráter de uma farsa,. Hoje chegou, em alguns aspectos, a níveis de escárnio.

Mas ela pode ser melhorada e enriquecida com a energia acumulada pelos centenas de movimentos sociais e pela sociedade organizada que estão revitalizando as bases do país e que não aceitam mais esse tipo de Brasil. Por força da verdade, importa reconhecer, que, entre acertos e erros, ele ganhou outra configuração a partir do momento em que outro sujeito histórico, vindo da grande tribulação, chegou à Presidência da República. 

Agora esses atores sociais querem completar esta obra de magnitude histórica com mais participação. E eles têm direito a isso, pois a democracia é um modo de viver e de organizar a vida social sempre em aberto – democracia sem fim – no dizer do sociólogo português Boaventura de Souza Santos.

Quem conhece a vasta obra de Norberto Bobbio um dos maiores teóricos da democracia no século XX, sabe das infindas discussões que cercam este tema, desde do tempo dos gregos que, por primeiro, a formularam. Mas deixando de lado este exitante debate, podemos afirmar que o ato de votar não é o ponto de chegada ou o ponto final  da democracia como querem os liberais. 

É um patamar que permite outros níveis de realização do verdadeiro sentido de toda a política: realizar o bem comum através da vontade geral que se expressa por representantes eleitos e pela participação da sociedade organizada. Dito de outra forma: é criar as condições para o desenvolvimento integral das capacidades essenciais de todos os membros da sociedade.

Isso no pensar de Bobbio - simplificando uma complexa discussão – se viabiliza através da democracia formal e da democracia substancial. A formal se constitui por um conjunto de regras, comportamentos e procedimentos para chegar a decisões políticas  por parte do governo e dos representantes eleitos. Como se depreende, estabelecem-se regras como alcançar a decisões políticas mas não define o que decidir.

É aqui que entra a democracia substancial. Ela determina certos conjuntos de fins, principalmente o pressuposto de toda a democracia: a igualdade de todos perante a lei, a busca comum do bem comum, a justiça social, o combate aos privilégios e a todo tipo de corrupção e não em último lugar a preservação das bases ecológicas que sustentam a vida sobre a Terra e o futuro da civilização humana.

Os movimentos sociais e a sociedade organizada, podem contribuir poderosamente para essa democracia substancial. Especialmente agora que devido à  gravidade da situação global do sistema-vida e do sistema-Terra se busca de um caminho melhor para o Brasil e para o mundo.

 Com sua ciência de experiências feita, com as formas de sobrevivência que desenvolveram em 500 anos de marginalização,com suas tecnologias sociais e com seus inventos, com suas formas próprias de produzir, distribuir e consumir, em fim, tudo aquilo que possa contribuir na invenção de outro tipo de Brasil no qual tudos possam caber, a natureza inteira incluída.

Uma democracia que se nega a esta colaboração é uma democracia que se volta contra o povo e, no termo, contra a vida. Daí a importância de secundarmos o Decreto presidencial sobre a Política Nacional de Participação Social, tão irrefutavelmente explicada em entrevista na TV e em O Gl0bo (16 /6/2014) pelo Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência Gilberto Carvalho. (Por Leonardo Boff)

Fonte: www.cartamaior.com.br  

Cisternas de Plástico/PVC - Somos Contra!

A Articulação Semiárido lançou a campanha Cisterna de Plástico/PVC – Somos Contra! Em Salvador (BA), durante a IV Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, entre os dias 7 a 10 de novembro.

 O objetivo da campanha é alertar a sociedade brasileira sobre o impacto e efeitos negativos da disseminação dessas cisternas para o fortalecimento da estratégia de convivência com o Semiárido, no qual as organizações que fazem a Articulação têm investido seus esforços nos últimos anos.

No período de 1º a 15 de dezembro, as ações serão intensificadas nos estados com o objetivo de fortalecer a campanha e atingir um maior número de adeptos. A perspectiva é que o último dia dessa mobilização seja marcada por ações em diferentes rádios do Semiárido.

Abaixo estão disponíveis os produtos elaborados para a campanha, que podem ser utilizados em diferentes espaços de comunicação como sites, redes sociais, rádios, entre outros. Participe!

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

O papel das cisternas no fortalecimento da agricultura familiar - uma oportunidade histórica no Semiárido brasileiro

Rodrigo de Castro - comunicador da ASA, Foto: Bi Antunes|Arte em Movimento, Da janela, se avista a cisterna branca ao lado da casa | Foto: João Roberto Ripper / Arquivo Asacom

A cisterna se transformou em um símbolo do Semiárido brasileiro. Não um daqueles símbolos tradicionais, manjados e perversos que vemos na tela da TV e páginas dos jornais e revistas de grande circulação. Não estamos falando de galhos retorcidos e carcaças de animais, tampouco solo rachado.

 Estamos falando de um símbolo positivo, que significa estruturação, adaptação a uma realidade a qual, se possui as suas mazelas, ao mesmo tempo exibe muitas riquezas e potencialidades.

A cisterna é uma tecnologia social, nascida de uma ideia muito simples: se a chuva cai somente em alguns meses de forma concentrada, porque não guardá-la para usar quando ela não vem? A beleza da tecnologia social é ser acessível a qualquer pessoa ou organização que queira utilizá-la, e não ter que pagar nada para ninguém.

Feita de placas de cimento, é muito resistente e facílima de construir, podendo ser construída por qualquer pessoa apenas com orientações básicas. Assim, a ideia que nasceu da cabeça de seu Nel, lá nos anos 1950, foi se desenvolvendo e se espalhando ao longo dos anos.

 E hoje, mais de seis décadas depois, se transformou em política pública, graças à luta da sociedade civil organizada, principalmente através das organizações da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

Graças à atuação da ASA, buscando convencer o poder público da importância de garantir um meio de prover água de consumo humano a quem não tem, a cisterna ganhou envergadura, povoando as pequenas propriedades do Semiárido brasileiro aos milhares (pouco mais de 500 mil construídas até 2013, somente pela ASA), e se transformou em lei. Em outras palavras, o governo passou a ter a obrigação de investir na construção de cisternas para a população. 

A beleza maior da cisterna não é apenas ter um meio de guardar água da chuva. O significado maior dela é o protagonismo que ela proporciona aos agricultores e agricultoras, uma vez que seu processo de implementação é participativo desde o primeiro instante.

Da mobilização e construção, passando pelas capacitações, que valoriza e fortalece o saber das comunidades, a cisterna é um verdadeiro instrumento de fortalecimento da agricultura familiar. O alicerce, que garante a necessidade mais básica de todo ser humano, a água para matar a sede.

Mas se engana quem pensa que a cisterna é uma ação isolada. Garantir a água de beber é vital, porém é só o primeiro passo. Toda família agricultora precisa de água para produzir na sua terra, por isso a lógica de guardar, originada pela cisterna se desdobrou em outras tecnologias sociais, como as cisterna-calçadão e cisterna-enxurrada, os tanques de pedra, os barreiros trincheira e barragens subterrâneas.

O resultado disso é que, em pouco mais de uma década de construção de cisternas em larga escala, estima-se que mais de dois milhões de pessoas em todo o semiárido passaram a ter acesso à água de consumo, do lado de casa, sem pagar nada a ninguém.

 O impacto social desse dado é difícil de expressar em palavras. Como explicar em poucas linhas o que significa um ser humano conquistar o direito de ter acesso à água de qualidade? Da mesma forma, um número cada vez maior de famílias vem conquistando meios para sustentar sua produção agrícola, o que significa melhoria na qualidade da alimentação e incremento de renda. 

Fica claro que uma das chaves para promover desenvolvimento no semiárido é a água. Se agirmos na perspectiva de guardar água para usar nos meses de estiagem, é plenamente possível conquistar qualidade de vida no sertão, bastando para isso se adaptar as condições climáticas.Podemos dizer, assim, que a cisterna é um alicerce para o desenvolvimento da agricultura familiar, assim como um pilar para a política de convivência com o Semiárido.

A conjuntura atual é positiva. A cisterna, desde 2013, é lei. É política pública, prevista no orçamento da União. A Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu 2014 como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, o primeiro ano internacional da ONU promovido pela sociedade civil. Ou seja, a agricultura familiar, constituída pelos pequenos agricultores e agricultoras, a base que verdadeiramente alimenta a população, nunca esteve em tamanha evidência.

Essa é uma oportunidade histórica para a sociedade civil, que somos todos nós, avançar na construção de uma realidade mais digna para o Semiárido e o campesinato brasileiro. A luta é antiga, e já assistimos a avanços e retrocessos. A cisterna é um instrumento de libertação. Que ela seja também um alicerce, um ponto de partida para que cada família, que já a conquistou, possa construir uma vida mais digna, e viver bem na terra onde reside.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste] Por que o novo decreto de Dilma não é bolivariano

Por Leonardo Avritzer, O decreto 8243 institucionaliza uma política que já existe e aprofunda a democracia na medida em que aproxima a sociedade civil e o Estado

A presidente Dilma Rousseff assinou, no último dia 21, um decreto que institui a Política Nacional de Participação Social. De acordo com o decreto “fica instituída” a política, “com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”.

Com este objetivo o governo reforçou institucionalmente uma política que vem desde 2003, quando, ainda em 1º de janeiro, o ex-presidente Lula assinou a medida provisória 103, na qual atribui à Secretaria Geral da Presidência o papel de “articulação com as entidades da sociedade civil e na criação e implementação de instrumentos de consulta e participação popular de interesse do Poder Executivo na elaboração da agenda futura do Presidente da República...”

A partir daí, uma série de formas de participação foram introduzidas pelo governo federal, que dobrou o número de conselhos nacionais existentes no país de 31 para mais de 60, e que realizou em torno de 110 conferências nacionais (74 entre 2003 e 2010 e em torno de 40 desde 2011). Assim, o decreto que instituiu a política nacional de participação teve como objetivo institucionalizar uma política que já existe e é considerada exitosa pelos atores da sociedade civil.

Imediatamente após a assinatura do decreto iniciou-se uma reação a ele capitaneado por um grande jornal de São Paulo que, em sua seção de opinião, escreveu o seguinte: “A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional.

O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas.”
Assim, segundo o jornal paulista, o Brasil tem um sistema que é representativo e este foi mudado por decreto pela presidente. Nada mais distante da realidade.

Em primeiro lugar, o editorialista parece não conhecer a Constituição de 1988, que diz no parágrafo único do artigo primeiro: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Ou seja, o legislador constituinte brasileiro definiu o país como um sistema misto entre a representação e a participação.

 Se for verdade que as formas de representação foram muito mais fortemente institucionalizadas entre 1988 e hoje, isso não significa que temos no Brasil um sistema representativo puro, tal como ele existe em um país como a França. Pelo contrário, a verdade é que o espírito da Constituição fica muito melhor representado a partir do decreto 8243, que institucionaliza uma nova forma de articulação entre representação e participação de acordo com a qual a sociedade civil pode sim participar na elaboração e gestão das políticas públicas.

Mas, ainda mais importante do que restaurar a “verdade constitucional” é se perguntar qual sentido faz instituir um sistema de participação? A resposta a esta pergunta é simples e singela. A temporalidade da representação está em crise em todos os países do mundo.

 Por temporalidade, deve se entender a ideia de que a eleição legitima a política dos governos durante um período extenso de tempo, em geral de quatro anos. Hoje vemos, no mundo inteiro, pensando em Obama nos Estados Unidos e Hollande na França, uma enorme mudança na maneira como a opinião pública vê os governos.

Temos um novo fenômeno que o filósofo francês Pierre Rosavallon classifica da seguinte maneira: a legitimidade das eleições não é capaz por si só de dar legitimidade contínua aos governos. Duas instituições estão fortemente em crise, os partidos e a ideia de governo de maioria. É sabido que a identificação com os partidos cai em todo o mundo, até mesmo nos países escandinavos onde ela era mais alta. É isso o que justifica a entrada da sociedade civil na política, não qualquer impulso bolivariano, tal como alguns comentaristas pouco informados estão afirmando.

A sociedade civil traz para a política um sistema de representação de interesses que os partidos não são mais capazes de exercer devido a sua adaptação a um sistema privado de representação de interesses e financiamento com o qual a sociedade não se identifica. O mais curioso é que ninguém mais do que os órgãos da grande imprensa adotam o exercício de mostrar como o poder da maioria pela via da representação não é capaz de legitimar o governo.

Lembremos alguns exemplos recentes: a rejeição da nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou o apoio às manifestações populares pelo Movimento Passe Livres em junho de 2013. Em todas estas questões o que esteve em jogo foi a capacidade da sociedade civil de apontar uma agenda para o governo. O que o Sistema Nacional de Participação faz é institucionalizar esta agenda reconhecendo que existe uma representação exercida pela sociedade civil.

Vale a pena desenvolver um pouco mais este ponto. A representação é uma autorização dada por uma pessoa para alguém atuar em nome dela. Este é o fundamento do seu exercício que existe em todos os países. Mas existe uma questão adicional que reside no fato da representação das pessoas se dar através de uma autorização ampla que não consegue alcançar temas que não são majoritários ou que têm uma agenda mais volúvel.

Assim, o sistema representativo é sempre ruim para representar questões tais como direito das minorias ou temas importantes como o meio ambiente ou até mesmo políticas públicas como a de saúde. Exemplos sobre a incapacidade do Congresso Nacional de agir nestas áreas abundam no Brasil. Lembremos a incapacidade de votar a união homoafetiva, a ação afirmativa, de aprovar o Código Florestal, todas legislações com fortíssimo apoio na sociedade, mas que não conseguiram tramitar no Congresso devido a lobbies muito fortes.

No caso da união homoafetiva e da ação afirmativa sua legalidade acabou sendo determinada pelo Supremo Tribunal Federal. No caso do Código Florestal este contou com um veto da presidente e mais uma medida provisória bastante polêmica no interior do Congresso. Todos estes episódios mostram que há uma incapacidade do legislativo de se conectar com a sociedade.

 devido à maneira como o sistema de representação opera no país. Em geral tem cabido ao Supremo preencher esta lacuna, mas o mais democrático e o mais adequado é um envolvimento maior da sociedade civil nestes temas por via de instituições híbridas que conectem o executivo e a sociedade civil ou a representação e a participação.

Este modelo, que está longe de ser bolivariano, está presente, na verdade, nas principais democracias do mundo. Os Estados Unidos tem o modelo de participação da sociedade civil no meio ambiente por meio dos chamados “Habitat Conservation Plannings”.

 A França tem o modelo de participação da sociedade civil nas políticas urbanas através de contratos de gestão nos chamados “Quartier Difficile”. A Espanha tem a participação da sociedade civil no meio ambiente através de “juris cidadãos”. A Inglaterra instituiu mini-públicos com participação da sociedade civil para determinar prioridades políticas na área de saúde.

Todas as principais democracias do mundo procuram soluções para o problema da baixa capacidade do parlamento de aprovar políticas demandadas pela cidadania. A solução principal é o envolvimento da sociedade civil na determinação de políticas públicas. 

A justificativa é simples. Ninguém quer acabar com a representação, apenas corrigir as suas distorções temporais em uma sociedade na qual o nível de informação da cidadania aumentou fortemente com a internet e as redes sociais e na qual os cidadãos se posicionam em relação a políticas específicas.

 Ao introduzir uma participação menos partidária e com menor defesa de interesses privados na política tenta-se reconstituir mais fortemente este laço. Assim, o que o decreto 8243 faz não é mudar o sistema de governo no Brasil por decreto e nem instituir uma república bolivariana. O que ele faz é aprofundar a democracia da mesma maneira que as principais democracias do mundo o fazem, ao conectar mais fortemente sociedade civil e Estado. (Postado por Assessoria de Comunicação SPM NE)

Fonte: por Fórum de Interesse Público


Couto diz que tentativa de forçar o PT a sair da aliança com o PSB uniu ainda mais o partido

O deputado federal Luiz Couto (PT) comentou nesta quarta-feira (2) a tentativa do PMDB de forçar o PT a sair da aliança com o PSB.

“Essa investida dos peemedebistas contra a aliança formalizada na segunda-feira (30) uniu ainda mais o partido, que agora segue fortalecido em prol da reeleição da presidenta Dilma Rousseff e do governador Ricardo Coutinho, bem como da eleição de seu primeiro senador no estado - Lucélio Cartaxo”.

Luiz Couto elogiou a direção de seu partido por ter se mantido inabalável na decisão de apoiar a aliança com o PSB paraibano.

“Os nossos dirigentes foram firmes e não cederam às inúmeras pressões do PMDB para deixar o governador Ricardo Coutinho”, afirmou Couto arrematando em seguida: “O PT da Paraíba está de parabéns”. (Ascom do Dep. Luiz Couto)

Fonte: http://www.luizcouto.com

Ricardo anuncia Lígia como vice

Por, Josusmar Barbosa, (uma chapa progressista) Lígia Feliciano (PDT) compõe a chapa majoritária do PSB que tem ainda Lucélio Cartaxo (PT) como candidato a senador.

Após um dia de articulações e mistério, o governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou ontem, à noite, a médica Lígia Feliciano (PDT) como candidata a vice-governadora, completando a chapa com Lucélio Cartaxo (PT), que vai disputar o Senado. O anúncio foi feito no início da noite, na sede da Associação Campinense de Imprensa (ACI).

“O PT e o PSB fazem uma opção clara com essa candidatura a vice-governadora. Queremos nos aproximar cada vez mais de setores pouco representados na política, setores sociais que têm tido a presença quase que constante de Lígia em seu cotidiano. Essa escolha foi acolhida por todos os partidos aliados que reforçam uma ampla aliança”, justificou Ricardo, o primeiro a falar na solenidade.

Ele explicou que decidiu anunciar o nome de Lígia, em Campina, porque é a base eleitoral da candidata, além de ter passado o dia cumprindo agenda administrativa em Massaranduba e Lagoa Seca e ter ficado na cidade.

Inicialmente, o anúncio foi marcado para o auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas, às 10h, gerando especulações que o nome do vice seria o empresário Artur Bolinha. Depois, foi adiado para as 16h, na sede da ACI.

Todavia, Ricardo resolveu se reunir com o deputado federal Damião Feliciano (PDT), marido de Lígia, e o deputado Adriano Galdino (PSB) e o vereador Napoleão Maracajá (PCdoB), de Campina Grande, e outras lideranças, no Hotel Village, antes de definir o nome. Depois, seguiu para a ACI. No seu pronunciamento, disse que fará uma campanha comparando as ações e os projetos com os demais candidatos.

“O que existe nessa eleição é uma disputa muito clara de dois projetos completamente distintos para a Paraíba. Estamos defendendo uma visão de política que efetivamente trouxe para a Paraíba coisas modernas e que não existiam anteriormente”, destacou Ricardo. RÔMULO:

Durante a entrevista, Ricardo foi indagado sobre as declarações do vice-governador Rômulo Gouveia (PSD) de que fora traído pelo socialista e preterido na disputa pelo Senado. “Eu não vou polemizar sobre isso, mas ele não fala a verdade. Ele almoçou comigo, disponibilizou o cargo, os movimentos que aconteceram na minha frente ele foi informado.

Eu o chamei várias vezes para discutir. Antes disso, há três meses, ele almoçou com Wilson Santiago e discutiu com Aguinaldo Ribeiro e agora vem dizer que não sabe de nada. Ninguém é bobo”, alfinetou Ricardo. PROJETO QUE DEU CERTO :

A médica Lígia Feliciano, em seu pronunciamento, ressaltou a participação da mulher na chapa majoritária e defendeu a continuidade dos projetos do governador Ricardo Coutinho nos próximos quatro anos. “Para mim, esse momento é marcante.

“Nesse momento, o meu coração bate forte e quero falar de coração para coração: governador, estamos juntos partidariamente, e eu, como representante do PDT, tenho a honra de fazer parte dessa chapa e de pleitear a continuidade de um projeto que deu certo”, ressaltou Lígia, que é mãe do secretário estadual de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano.

Ela acrescentou que tem sensibilidade social, pois faz um trabalho social junto às camadas mais pobres de Campina Grande e de outros municípios da Paraíba, há 18 anos. “Todos me conhecem, trabalhando principalmente pelas camadas que mais precisam e elas vão nos ajudar. Venho com garra e coragem, pois tenho certeza que seremos vitoriosos”, frisou.

Lígia já disputou duas eleições, mas não foi eleita. Em 2002, foi candidata a senadora na chapa do então petista Avenzoar Arruda, que disputou o governo do Estado. Em 2008, concorreu a vice-prefeita de Campina Grande na chapa, encabeçada por Rômulo Gouveia.

Ainda na sede da ACI, o candidato a senador Lucélio Cartaxo anunciou o vereador Benilton Lucena (PT), de João Pessoa, como seu primeiro suplente. Já o vice-prefeito de Patos, Lenildo Morais (PT), ficará na segunda suplência. Lucélio tranquilizou os petistas e socialistas, afirmando que não haverá intervenção da direção nacional do PT no diretório estadual e a aliança com o PSB está mantida, descartando aliança com o PMDB. LUCÉLIO:

Fonte: http://www.jornaldaparaiba.com.br