terça-feira, 5 de agosto de 2014

Agricultores/as se encantam com tecnologias que guardam água da chuva para produção de alimentos

Lucas Parente - comunicador popular da ASA; Um passeio pelo barreio-trincheira de Seu Anastácio cheio de água da chuva | Foto: Arquivo Mandacaru

Antes mesmo de receber as tecnologias que armazenam água da chuva para produção de alimentos e criação animal em períodos de estiagem, agricultores e agricultoras dos municípios de Pajeú e Flores, no Piauí, foram conhecer experiências de famílias agricultoras que já estão fazendo uso de suas tecnologias no município de Bonfim do Piauí. O intercâmbio aconteceu nos dias 30 e 31 de julho. 

A primeira parada da viagem foi na casa de Seu Anastácio, na comunidade Conceição. Ele recebeu ano passado, através do Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2), um barreiro-trincheira com capacidade para 500 mil litros de água. “Transformou minha vida e vai transformar a de vocês também”, disse Seu Anastácio.

Depois de dois meses sem chuva, o que se viu no quintal de Seu Anastácio alegrou os participantes. São pequenas plantações de coentro, alface e tomate que vem mudando a vida da família. “Aqui eu vendo para os restaurantes da cidade. Rico eu não estou, mas já pago minhas contas com esse dinheirinho.”

A segunda parada foi na casa de Dona Maria do Carmo, na comunidade Lagoinha dos Cajus. Lá conheceram a cisterna-calçadão, com capacidade para 52 mil litros. Ao lado da cisterna, canteiros e pés de mandioca verdinhos. Tudo graças à água acumulada da chuva.

Para Judite de Araújo, a viagem do intercâmbio foi uma benção. “Quando chegaram lá em casa para fazer cadastro não acreditei muito não. Pensei que fossem essas promessas de governo. Agora eu vi que funciona mesmo. Estou louca para ganhar minha cisterna”, disse dona Judite.

Os agricultores que participaram do Intercâmbio foram cadastrados pelo Centro de Formação Mandacaru, Unidade Gestora Territorial Canto do Buriti.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

TRE rejeita ação de José Maranhão e mantém candidatura de Lucélio Cartaxo ao Senado

No último dia do prazo estabelecido pela Justilça Eleitoral para o julgamento das ações movidas contra os candidatos, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) rejeitou, na sessão desta terça-feira (05), o pedido de impugnação movido pela coligação “Renovação de Verdade”.

E pelo ex-governador e candidato a senador pelo PMDB José Maranhão e manteve a candidatura do petista Lucélio Cartaxo (PT) ao Senado Federal. Os registros de candidaturas dos suplentes Benilton Lucena (1º Suplente) e Lenildo Morais (2º Suplente) também foram deferidos.

Maranhão e a coligação “Renovação de Verdade” pediram a impugnação de Lucélio com base no documento expedido pela direção nacional do PT, que determinava apoio da legenda ao PMDB na Paraíba e não ao PSB. No entanto, no início da noite de ontem, o TRE-PB decidiu validar a aliança do PT com o PSB para as eleições estaduais na Paraíba.

O relator do processo, o desembargador João Alves decidiu acolher a preliminar de falta de interesse processual de todos os impugnantes, com a perda de objeto do processo. João Alves foi seguido pelos juízes Tercio Chaves, Eduardo Carvalho e Rudival Gama. Os votos divergentes foram dos juízes Sylvio Porto e Breno Wanderley.

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba marcou para esta terça-feira (05) o julgamento dos processos relacionados às eleições deste ano, como registros de candidaturas e pedidos de impugnações. No último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para esses julgamentos, restam serem apreciados 84 processos. Para concluir com a demanda o TRE-PB convocou sessão extraordinária para esta terça, às 14h.

 O presidente do tribunal, desembargador Saulo Benevides, garantiu que a corte conseguirá limpar a pauta dentro do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral. O TRE-PB julgou 96 processos na segunda-feira.

O TRE-PB julgou, nesta segunda-feira (4), 96 requerimentos de registro de candidatura, sendo 74 deferidos e 14 indeferidos. Foram homologadas ainda três renúncias, e três requerimentos foram considerados prejudicados.

 Os deferidos foram 51 para deputado estadual, 10 para deputado federal, dois para senador, dois para 1º suplente, dois para 2º suplente, dois para governador, dois para vice-governador e cinco Demonstrativos de Regularidade dos atos Partidários (Draps).

Entre os requerimentos julgados estavam dois de grande repercussão: o Drap da coligação “A Força doTrabalho “ (PSB/PT), que tem o atual governador Ricardo Coutinho como candidato à reeleição e foi deferido com o voto do presidente da Corte Eleitoral que desempatou a votação. O outro foi o registro de candidatura a governador requerido pelo senador Cássio Cunha Lima, da coligação “A Vontade do Povo”, que foi deferido por cinco votos a um.

Ainda entre os processos julgados, foram aprovados os registros de candidaturas ao Governo de Tárcio Teixeira e Marcos Dias (Psol) e Ruy Carneiro (PSDB); e Ricardo Coutinho (PSB) e Lígia Feliciano (PDT). Para o Senado, tiveram aprovação os registros de Walter Brito Filho (PTC) e Nelson Júnior (Psol), com seus respectivos suplentes. (Redação)

Fonte: http://www.pbagora.com.br/

“Acabou o tempo do PMDB ganhar no tapetão”, diz Lucélio

O PMDB não manda no PT, TRE manteve, por 4 a 3, coligação do PT com PSB na Paraíba

O candidato a senador pela coligação ‘A Força do Trabalho’, Lucélio Cartaxo (PT), comentou a decisão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral decidiu pela manutenção da coligação entre o PT e o PSB na Paraíba, aliança essa contestada pelo PMDB.

“Ficou provado que não adianta apelar para essas práticas ultrapassadas. Estávamos certos do nosso direito e ele se confirmou Acabou o tempo do PMDB ganhar no tapetão” disparou Lucélio Cartaxo.

Lucélio parabenizou a Justiça Eleitoral pela maturidade como conduziu o caso, que com voto de minerva do presidente, Saulo Benevides, manteve o PT na coligação do PSB.

Um dos quatro votos favoráveis foi o do juiz Eduardo José de Carvalho. Em sua defesa, ele destacou que não fazia o menor sentido o PMDB impor uma aliança com o PT sem que esse desejasse. (MaisPB, com assessoria) 

Fonte: http://www.maispb.com.br/

Ricardo ironiza grito de liberdade proposto por Cássio: “Paraíba já se livrou das oligarquias!”

(O governador e candidato a reeleição Ricardo Coutinho (PSB) reagiu com veemência as criticas feitas pelo candidato a governador Cássio Cunha Lima, da Coligação A Vontade do Povo encabeçada pelo PSDB), que na noite deste sábado (02), em Campina Grande desferiu um discurso indignado e contundente contra a postura de perseguição.

 Opressão e intolerância do governador Ricardo Coutinho (PSB), que disputa a reeleição. Segundo o senador e candidato tucano ao Governo, a Paraíba está cansada de um governo ao qual ele apoiou em 2010, mas que na ocasião apresentava uma “carta de intenções”.

Ao Estado que, rigorosamente, não foi cumprida e se constituiu num revoltante engodo, que enganou a ele e a mais de um milhão de paraibanos. Cunha Lima defendeu um grito de libertação para a Paraíba, proposta que foi rebatida com ironias por parte do ‘Mago’. Ao ser questionado pelo PB Agora sobre o assunto, Ricardo alfinetou seu adversário.

“Eu não sei de quem ele vai libertar? Por que se for das oligarquias, a Paraíba já se libertou das oligarquias”, disparou Ricardo dizendo que a Paraíba hoje tem um Governo Republicano e que não vai retroceder para uma época de oligarquias.

“Não vai retroceder para uma época que olha para uma Prefeitura como a de Campina Grande e só se senteseguro se for o primo como prefeito, o irmão como vice, o filho como deputado federal, dois primos como deputado estadual e ele candidato. É uma grande família e a política não pode ser produto de uma grande família, ela tem que ser produto da expressão do povo presente!”, disparou.

Segundo Ricardo Coutinho a Paraíba não pode ser reduzida aos interesses de uma família.
“Isso não é compatível com a modernidade, então a libertação da Paraíba esta acontecendo com o seu desenvolvimento econômico que a cada dia depende menos do próprio estado e a cada dia percebe a aplicação dos recursos públicos onde o dinheiro do povo voltou a aparecer! Quem não tem o que dizer fica com frases de efeito, sem ter como provar e qualificar o debate” arrematou. (PB Agora)

Fonte: http://www.pbagora.com.br/

PLEBISCITO À VISTA!

Por Frei Betto, Escritor, autor do livro infantil “Começo, meio e fim” (Rocco)

A maioria da população brasileira (89%) é favorável à reforma política, constatou pesquisa da Fundação Perseu Abramo. Como atingir esse objetivo?A CNBB convocou uma centena de entidades da sociedade civil para propor o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política.

O projeto inclui a proibição do financiamento de campanha eleitoral por empresas. Hoje, nós votamos e o poder econômico elege! O financiamento deveria ser com recursos públicos e contribuição de pessoa física no limite de R$ 700.No sistema atual, qualquer candidato pode ser financiado por empresas. Uma vez eleito, passa a defender interesses corporativos, e não da população.

Exemplos de aprovações que favorecem o lucro de empresas são a liberação dos agrotóxicos, a isenção fiscal ao agronegócio, os contratos de empreiteiras em obras públicas e a política de juros altos.Em política, empresário não faz doação. Faz investimento. Essa promiscuidade entre interesses políticos e negócios privados estimula a corrupção.

Por considerá-la contrário à Constituição, a OAB levou ao STF esta contradição: pessoas jurídicas, que não têm direito a voto, influem mais nas eleições que eleitores ao exercerem seu direito de cidadania. A 2 de abril o STF julgou a ação.

 Transcrevo trecho do voto do ministro Marco Aurélio Mello: “Segundo dados oficiais do TSE, nas eleições de 2010, um deputado federal gastou, em média, R$ 1,1 milhão; um senador, R$ 4,5 milhões; e um governador, R$ 23,1 milhões.

A campanha presidencial custou mais de R$ 336 milhões. Nas eleições municipais de 2012, segundo recente contabilização do Tribunal, teriam sido gastos incríveis 6 bilhões de reais.

E os maiores financiadores são empresas que possuem contratos com órgãos públicos. “O setor líder é o da construção civil, tendo contribuído com R$ 638,5 milhões; seguido da indústria de transformação, com R$ 329,8 milhões; e do comércio, com R$ 311,7 milhões.”

O ministro Gilmar Mendes pediu vistas e suspendeu-se a votação. Porém, o resultado já está definido: seis dos onze ministros já votaram contra o financiamento de campanhas por pessoas jurídicas!Vitória? Ainda não. Parlamentares querem mudar a Constituição e tornar legal a prática de empresas financiarem campanhas eleitorais.

Daí a importância de participarmos do Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana na Semana da Pátria.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ASA Potiguar realiza monitoramento da primeira e da segunda água

ASA Potiguar; Grupo reflete sobre projetos | Foto: Caio Xavier

A Articulação Semiárido Brasileiro do Rio Grande do Norte (ASA Potiguar) se reuniu nesta quarta-feira (30) no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município de Angicos, com o objetivo de monitorar a execução dos programas Um Milhão de Cisternas (P1MC), da primeira água.

E Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da segunda água, no Rio Grande do Norte. A reunião contou com a presença da coordenação da ASA Potiguar e os coordenadores de programa de cada uma das 12 entidades que executam projetos atualmente no estado.

A atividade é um momento oportuno para que as organizações possam apresentar seus trabalhos, partilhar suas dificuldades e juntas encontrarem os mecanismos metodológicos para uma melhor execução. “Esse é um espaço formativo, onde aprendemos com os desafios que nos são apresentados no decorrer da execução dos projetos” ressaltou Paulo Segundo, coordenador executivo da ASA pelo estado do Rio Grande do Norte.

Diante das reflexões realizadas durante o encontro, buscando melhorar ainda mais o trabalho da ASA no estado, o grupo agendou uma oficina para partilhar, debater e construir uma metodologia unificada das capacitações de Gestão da Produção de Alimentos (GAPA) e Sistema Simplificado de Manejo da Água (SISMA) no Rio Grande do Norte.

Essa iniciativa fortalecerá a Rede, entidades e agricultores, que contarão com uma capacitação cada vez mais completa para o fomento de reflexões e práticas da agroecologia na convivência com o Semiárido.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

Com voto de minerva do presidente Saulo Benevides, TRE-PB aprova aliança do PT com o PSB

Executiva nacional do PT protocolou petição no TRE-PB pedindo anulação da aliança com o PSB

Com voto de minerva do presidente Saulo Benevides, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) aprovou, na sessão desta segunda-feira (04), a aliança do PT com o PSB para as eleições estaduais deste ano. Na sessão, foram julgados pedido de impugnação da aliança movido pela coligação "Renovação de Verdade".

Encabeçada por Vital do Rego Filho (PMDB), e documento da Executiva nacional do PT pedindo a anulação da aliança, alegando que o partido descumpriu diretriz fixada pela instância superior, que estabeleceu, para o Estado da Paraíba, formar coligação com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB, e não com o PSB.

O relator da matéria, o desembargador João Alves (foto), votou pela manutenção da aliança. No seu voto, João Alves entendeu que a exectiva nacional deveria ter realizado uma intervenção na Paraíba, suspendendo os efeitos da convenção estadual que decidiu pela aliança com PSB e não protocolado documento no TRE-PB determinando a suspensão da coligação. O voto do relator foi seguido pelos juízes Tercio Chaves e Eduardo Carvalho.

Já o juiz Silvio Porto não seguiu o voto do relator e se posicionou contra a manutenção da aliança PT/PSB. Segundo ele, o PT nacional comunicou previamente ao partido na Paraíba e ao próprio TRE-PB a determinação de aliança com o PMDB no Estado. "Não se trata de intervenção, mas de anulação de ato contrário a orientação do PT nacional. Ruy Falcão como representante legítimo da sigla tem o direito de orientar a posição partidária", disse. 

O juiz Breno Wanderley também divergiu do relator. Segundo ele, o 14º encontro nacional do PT, realizado em maio, já determinava a aliança com o PMDB. Breno acrescentou que o PT nacional está respaldado pela lei geral das eleições. "O presidente nacional Ruy Falcão não agiu por vontade própria, mas por determinação previamente estabelecida. O PT local não pode descumprir o Estatuto do partido", afirmou. O juiz Rudival Gama seguiu os votos divergentes. 

Com o empate em 3 a 3, foi necessário o presidente Saulo Benevides apresentar seu voto de minerva favorável a manutenção da aliança. Segundo ele, o PT nacional não cumpriu o devido processo legal e a tentativa de vetar a aliança era um ato isolado do presidente Ruy Falcão. (Cristiano Teixeira – MaisPB)

Fonte: http://www.maispb.com.br/