segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Consulta Popular emite manifesto a favor de reeleição

Composta por militantes de diversos movimentos sociais, a Consulta Popular divulgou nota pública em apoio à reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB) e a candidatos a deputado que integram a coligação “A Força do Trabalho”. A nota foi publicada no sábado (27), no site oficial da Consulta.
 
A nota prega ainda voto contrário à candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB), a quem o movimento chama de representante do “coronelismo eleitoral”. “Nosso objetivo principal na disputa para o Governo do Estado é derrotar a candidatura do PSDB tendo como representante Cássio Cunha Lima.

“Esta candidatura, além de ser a representante estadual do projeto neoliberal em nível nacional, representa a volta do coronelismo eleitoral, do sucateamento dos serviços públicos e da paralisia de quaisquer políticas públicas”, diz o texto da Consulta.
 
“Desde o período da abertura democrática na década de 1980, a família Cunha Lima se mantém no poder institucional. É tarefa central das forças populares derrotar esta candidatura”, completa.

Para os integrantes da Consulta Popular, Ricardo Coutinho é a melhor opção para a Paraíba. “Identificamos que para derrotar a candidatura de Cássio é necessário indicar voto na candidatura do PSB/PT que tem como candidato Ricardo Coutinho.

Entendemos “que esta é a única candidatura que tem reais chances de derrotar a candidatura do PSDB no Estado da Paraíba”, finaliza o manifesto. Leia abaixo a íntegra do manifesto: "NOTA PÚBLICA DA CONSULTA POPULAR NA PARAÍBA;

ELEIÇÕES 2014; A Consulta Popular na Paraíba vem por meio desta tornar pública sua posição sobre as eleições em 2014. Em nossos 17 anos de existência, temos apontado o esgotamento da via eleitoral para se alcançar as mudanças estruturais de que o Brasil necessita para superar sua condição de país subdesenvolvido do capitalismo periférico.

Temos recorrentemente afirmado a necessidade de que as forças populares centrem suas forças no trabalho de base, na organização política do povo brasileiro, na formação de lutadores e lutadoras e na luta de massas como caminho para mudar a correlação de forças e abrir espaço para o Projeto Popular para o Brasil, que contempla as reformas agrária, urbana, tributária, fiscal, política, entre outras.
 
As manifestações de junho e julho de 2013 foram a demonstração cabal de que o povo brasileiro urge por essas mudanças profundas. A despeito dos avanços conquistados nos últimos 12 anos nos governos Lula e Dilma, como o aumento real do salário mínimo, do poder de consumo da classe trabalhadora, da redução do desemprego, da priorização das relações Sul-Sul, entre outros, fica cada vez mais patente o esgotamento do projeto.

Neodesenvolvimentista em curso, pautado na conciliação de classes e na ausência das reformas estruturais. Ou tais transformações são assumidas enquanto compromisso com o povo brasileiro, ou veremos um retrocesso profundo com o retorno do projeto neoliberal pró-imperialista.

Essa é razão pela qual a Consulta Popular tem apontado como tática central a construção de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, que contribua para o processo de politização e organização das classes populares no cenário atual de retomada das lutas de massas.

Entendemos que uma reforma profunda do nosso sistema político é condição sine qua non para o destravamento das demais pautas da classe trabalhadora, impossível de serem capturados pelos setores conservadores de nossa sociedade, interessados em cooptar a disposição de luta dos brasileiros para sangrar o governo e restaurar a hegemonia neoliberal.

Por outro lado, entendemos que, mesmo diante de sérias limitações impostas pela forma como nosso atual sistema político se estrutura, a luta parlamentar ainda cumpre um papel na luta de classes, pois coloca em disputa uma parcela, ainda que bastante restrita, do poder político.

Nesse sentido, é importante que consideremos a relevância do pleito eleitoral de outubro e busquemos conquistar espaços que contribuam no processo de organização dos trabalhadores e na luta popular.

É partindo dessa análise que a Consulta Popular em sua plenária estadual definiu apoiar a reeleição do atual deputado federal Luiz Couto (PT), considerando seu manifesto e sincero compromisso com a organização do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e sua trajetória de luta em favor dos direitos humanos e dos interesses da classe trabalhadora paraibana.

Luiz é o único Deputado Federal que não está ligado a nenhuma das “tradicionais famílias” que exploram o povo paraibano tentando fazer do aparato estatal o “quintal de sua casa”. É importante combatente das milícias na polícia militar e ferrenho defensor dos direitos da criança e do adolescente, combatendo todos os projetos que tentam reduzir a maioridade penal.

Defende uma educação pública e de qualidade por isso luta no Congresso Nacional pela aplicação dos 10% do PIB para educação pública de maneira a valorizar o salário dos trabalhadores em educação e ampliar a infraestrutura das nossas escolas.
 
Do mesmo modo, compreendemos que a eleição para assembleia legislativa de mandatos com trajetórias de apoio aos movimentos e a luta dos setores populares precisa ser mantida e ampliada.


Nesse sentido, a Consulta declara apoio à reeleição do Deputado Estadual Frei Anastácio e indica voto também para as candidaturas de Anísio Maia e Marenilson Batista, por representarem setores com quem o campo do projeto popular mantém importante diálogo na construção de força social para barrar o avanço das forças neoliberais e realizar a reforma do sistema político.

O mandato do deputado estadual Frei Anastácio continua representando um apoio institucional fundamental na luta pela Reforma Agrária na Paraíba e a sua base social se organiza nos principais movimentos camponeses (CPT e MST).

Apoiar a sua reeleição é reafirmar o compromisso com a reforma agrária e com o combate às forças conservadoras do latifúndio e do estado mantenedoras das milícias que atuam na violência contra os/as trabalhadores/as rurais.
 
A indicação de voto para a reeleição de Anísio Maia é importante pela contribuição que o parlamentar deu no campo sindical, dos direitos trabalhistas e de outros setores urbanos como a luta pelo passe livre, sintonizado com as bandeiras do Projeto Popular.

Em torno da candidatura de Marenilson Batista se aglutinam as organizações do campo da Agricultura Familiar, lideradas pelo Pólo Sindical da Borborema, setor com quem temos realizado lutas como a do combate à violência contra as mulheres, contra os agrotóxicos e em defesa da agroecologia.
 
Assim, as candidaturas de Frei Anastácio, Anísio Maia e Marenilson Batista, por suas trajetórias de apoio as lutas populares em defesa de reformas estruturais são importantes canais de diálogo para vários setores e organizações sociais que se articulam em defesa das pautas progressistas.

Assumindo em seus programas e compromissos de campanhas a defesa da campanha do Plebiscito Constituinte, respaldam a luta popular e contribuem para um cenário mais favorável a construção do Projeto Popular para o Brasil. É a partir desta leitura que definimos também que nosso objetivo principal na disputa para o governo do estado é derrotar a candidatura do PSDB tendo como representante Cássio Cunha Lima.

Esta candidatura além de ser a representante estadual do projeto neoliberal em nível nacional representa a volta do coronelismo eleitoral, do sucateamento dos serviços públicos e da paralisia de quaisquer políticas públicas. 

Desde o período da abertura democrática na década de 1980, a família Cunha Lima se mantém no poder institucional. É tarefa central das forças populares derrotar esta candidatura. Para isto não temos um cenário simples.

Todos os partidos de esquerda saíram em chapas separadas para este pleito sem um mínimo de consenso em torno de um programa mínimo que contribuísse para o fortalecimento das lutas populares no estado.

Neste sentido identificamos que para derrotar a candidatura de Cássio é necessário indicar voto na candidatura do PSB/PT que tem como candidato Ricardo Coutinho. Entendemos que esta é a única candidatura que tem reais chances de derrotar a candidatura do PSDB no estado da Paraíba. 

Fonte: http://www.parlamentopb.com.br

domingo, 28 de setembro de 2014

Não troque o certo pelo duvidoso, é Dilma 13 de novo!

A proposta formulada por Marina Silva (candidata do PSB à presidência da República) permitirá que o sistema financeiro, os bancos, virem o quarto poder no Brasil. Ele passaria a ter mais poder do que a presidência da República.

O presidente da República pode sofrer impeachment e os deputados federais e senadores, cassados. O Banco Central, não. Um absurdo!

Se a Marina Silva ganhar, ela vai diminuir a importância estratégica dos bancos públicos e aumentar a participação dos bancos privados. (Neca Setúbal, do Itaú, é a coordenadora de seu programa de governo).

O que impedirá a execução de financiamento a programas populares, como o Minha Casa, Minha Vida. 15% da população de Goiás já teria sido contemplada pelo Minha Casa, Minha Vida. Mudanças nas leis trabalhistas? #NemQueAVacaTussa.

Dilma  não aceitará mudanças na legislação trabalhista, como quer Marina Silva, nem que a vaca tussa! Direito não se mexe se amplia! Oligarquias Para quem diz representar uma nova política, a aliança entre Marina Silva e a oligarquia dos Bornhaunsen é um tiro no pé. É estranha! É a prova mais descarada do que representa essa tal nova política.

Fonte: osamigosdopresidentelula.blogspot.com.

ELEIÇÕES 2014; Pesquisa Ipespe aponta Dilma com 51% no Estado da Paraíba

Petista tem maior votação na Borborema, atingido a 62% do eleitorado

Mesmo sem ter feito campanha na Paraíba, a presidente Dilma Rousseff (PT) lidera a corrida presidencial no Estado. De acordo com pesquisa Ipespe, se a eleição fosse hoje, a petista venceria o pleito com 51% das intenções de voto dos paraibanos.

De acordo com o levantamento, realizada nos dias 23 a 25 de setembro, Dilma aparece com 27 pontos à frente de Marina Silva (PSB), que tem 24%. Em terceiro lugar vem Aécio Neves (PSDB) com 11%. Os demais candidatos não pontuaram. Os votos brancos e nulos somam 6% e não sabem ou não responderam 9%.

A pesquisa Ipespe mostra a vitória de Dilma em todas as regiões do Estado. Ela tem 43% na região da Mata; 49% no Agreste; 54% na Borborema e 62% no Sertão. Em João Pessoa, maior colégio eleitoral, Dilma tem 38% contra 35% de Marina. Já em Campina Grande, ela tem uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre a adversária (34% a 24%).

Contratada pelo Jornal da Paraíba, a pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), sob o protocolo número PB-00035/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número BR – 00863/2014. Foram realizadas 1.500 entrevistas. A margem de erro da pesquisa é de 2,6%, com uma confiabilidade de 95,45%.
(MaisPB)

Fonte: http://www.maispb.com.br/

sábado, 27 de setembro de 2014

DATAFOLHA: DILMA DOBRA VANTAGEM SOBRE MARINA

Acaba de ser divulgada nova pesquisa Datafolha; a presidente Dilma Rousseff, do PT, tem 40%, contra 27% de Marina Silva, do PSB, e 18% de Aécio Neves, no PSDB; há uma semana, a vantagem de Dilma sobre Marina no primeiro turno era de sete pontos; hoje é de 13 pontos; no segundo turno, ela também venceria: 47% a 43%

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil, Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (26) mostra a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, com 40% das intenções de voto, Marina Silva, do PSB, com 27%, e Aécio Neves, do PSDB, com 18%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

A vantagem de Dilma sobre Marina no primeiro turno aumentou em relação à pesquisa anterior, divulgada no dia 19, na qual Dilma aparecia com 37% e Marina com 30%. Aécio estava com  com 17% das intenções de voto.

No levantamento de hoje, os candidatos Pastor Everaldo, do PSC; Luciana Genro, do PSOL, e Eduardo Jorge, do PV, aparecem cada um com 1% das intenções. Os demais candidatos, Zé Maria, do PSTU; Eymael, do PSDC; Levy Fidelix, do PRTB; Mauro Iasi, do PCB; e Rui Costa Pimenta, do PCO, têm, juntos, 1%. Votos nulos ou brancos somam 5% e são 6% os indecisos.

De acordo com a pesquisa, na simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a candidata do PT alcançaria 47%, contra 43% da candidata do PSB, o que configura empate técnico considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais. Na semana passada, Marina tinha 46% e Dilma, 44%.

Em uma possível disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria por 50% a 39%. Na semana passada, Dilma tinha 49% e Aécio, 39%.
Dilma tem 31% de rejeição; Marina, 23%; Pastor Everaldo, 22%; Aécio, 20%; Zé Maria, 17%; Levy Fidelix, 17%; Eymael, 16%; Luciana Genro, 15%; Rui Costa Pimenta, 14%; Eduardo Jorge, 13%; e Mauro Iasi, 13%.

Foram feitas 11.474 entrevistas, ontem (25) e hoje, em 402 municípios. Com margem de erro de 2 pontos percentuais (para mais ou para menos) e nível de confiança de 95%, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00782/2014.


Fonte: http://www.brasil247.com/

Pesquisadores participam de oficina de formação na Paraíba

Karol Dias - comunicadora popular da ASA, Campina Grande – PB; “E vim pra quem me chamou/ De nó eu sou desatador” (Flávia Venceslau) Pesquisadores e pesquisadoras participam de momentos de formação.| Foto: Karol Dias

Entre os dias 22 e 25 de setembro, aconteceu em Campina Grande, na Paraíba, a 3ª Oficina de Formação da Pesquisa “Sistemas Agrícolas Familiares Resilientes a Eventos Ambientais Extremos no Contexto do Semiárido Brasileiro: 

alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas”, com realização da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA). 

A primeira manhã foi de diálogo sobre a importância da pesquisa junto às 100 famílias agricultoras do Semiárido que estão sendo acompanhadas e, de início, Antonio Barbosa, coordenador do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da ASA.

Assinalou que é “importante que a gente entenda essa pesquisa num lugar histórico e não como um fato isolado”. E que o saber sistematizado deve voltar para as famílias e à sociedade como um todo.

Ignácio Salcedo, diretor do INSA trouxe em sua fala que “o Semiárido é um lugar onde é possível ser feliz”, que “precisamos cuidar da fonte de alimentos que é o solo, a terra, a mãe terra”. Disse também que “a pesquisa vai entrar numa fase de avaliar a geração de renda e é importante perceber para onde está indo a riqueza oculta do solo”.

Colaborando com a construção da metodologia, o professor Francisco Nogueira, do Instituto Federal da Paraíba, campus Sousa, trata da necessidade de buscar “referenciais teóricos e metodológicos que auxiliem” e ainda afirma que “não dá para fazer esse tipo de trabalho.

Esse tipo de pesquisa se a gente não tiver outra forma de ver o mundo”. E, Luciano Silveira, coordenador da pesquisa pela ASA ressaltou a importância de “compreender a trajetória da família e da comunidade para entender melhor o hoje”.

Essas foram algumas reflexões que dinamizaram os momentos iniciais da formação reafirmando o compromisso com o saber que está sendo sistematizado, com a divulgação de um Semiárido possível, pleno, onde as famílias produzem, se alimentam, partilham e cuidam do meio ambiente e social.

Durante a atividade, os pesquisadores e pesquisadoras também socializaram o estudo aprofundado de um dos casos escolhidos entre os dez que cada um acompanha, detalhando os aspectos quali-quantitativos. A oficina também abordou o estudo sobre a economia da agricultura familiar e camponesa e visitou experiências produtivas de famílias agricultoras da região, para exercitar a coleta de dados econômicos.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

Vox Populi: Dilma abre 13 pontos sobre Marina

divulgada nesta quinta-feira (25), aponta uma vantagem de 13 pontos da candidata à reeleição Dilma Rousseff sobre Marina Silva (PSB).

No primeiro turno, Dilma tem 38% dos votos, enquanto Marina tem 25%, Aécio Neves (PSDB), tem 17% das intenções. Em um eventual segundo turno, Dilma tem 42% das intenções de voto, enquanto Marina tem 41%.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada no dia 10, Dilma subiu 2 pontos, enquanto Marina recuou três, passando dos 28% para os 25%. Aécio oscilou, subindo dentro da margem de erro: foi de 15% para 17%. O número de eleitores indecisos variou de 13% para 11%, e o de votos nulos e em branco permaneceu inalterado, em 7%.

Em um eventual segundo turno, Dilma aparece ligeiramente à frente, agora com 42% dos votos, contra 41% de Marina. Em uma disputa entre Dilma e Aécio, a presidenta vence com 45% das intenções, com 37% do tucano.

O Vox Populi foi encomendado pela revista Carta Capital e entrevistou 2 mil eleitores em 147 municípios de todas as regiões do país entre 23 e 24 de setembro. A pesquisa, registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00757/2014, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Na última terça-feira (23), o Vox Populi também divulgou uma pesquisa, mas dessa vez encomendada pela Rede Record. Naquele caso, Dilma ficou com 40%, contra 22% de Marina no primeiro turno, enquanto Aécio apresentou 17% das intenções.

Em um segundo turno Dilma vence por 46% a 39% contra Marina. Se enfrentasse Aécio, a Dilma somaria 49% das intenções de voto, frente à 34% do presidenciável tucano.

Após resultado positivo, movimento pela reforma política luta por plebiscito oficial

A pesquisa Vox Populi sobre intenções de voto à Presidência da República, Após o resultado positivo doPlebiscito Popular por Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, no qual 7,7 milhões de brasileiros votaram em favor da proposta, o movimento deve, agora, encaminhar a escolha da população aos três poderes do Estado do Brasil: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Em entrevista à Adital, o advogado Ricardo Gebrim, membro da coordenação nacional da campanha pelo Plebiscito, afirma que o próximo passo é pressionar o Congresso Nacional a possibilitar que uma consulta oficial seja realizada no país.

"Nós queremos a aprovação de um plebiscito oficial com a mesma pergunta do popular. Isto somente pode ser aprovado pelo Congresso Nacional, por meio de Decreto Legislativo. Então, vamos exigir da Câmara dos Deputados que discuta e o aprove”, aponta Gebrim.

De acordo com ele, a entrega do resultado aos três poderes que estruturam a política brasileira será realizada nos próximos dias 14 e 15 de outubro, em Brasília, capital do país, dirigida à Presidenta da República, Dilma Rousseff; ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski; e ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros.

Na mesma ocasião, acontecerá a Plenária Nacional (a 5ª plenária da campanha), que pretende reunir entre 1,5 mil e 2 mil participantes dos comitês de campanha de todo o Brasil para discutirem os próximos passos do movimento.

O Plebiscito Popular foi realizado entre os dias 1° e 08 de setembro deste ano, levantando quase 8 milhões de votos em todo o país. Um total de 97,05% dos participantes votaram "sim” à proposta, enquanto 2,57% disseram "não” à Constituinte. Brancos (0,2%) e nulos (0,17%) não chegaram a 0,5%.

Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 24 de setembro, em entrevista coletiva, que reuniu Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Paulo Rodrigues, um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e Paola Estrada, integrante da Secretaria Operativa Nacional do movimento. (Avaliação da organização)

Ainda que o objetivo inicial fosse atingir a marca dos 10 milhões de votantes em todo o país, a organização da consulta popular avalia o Plebiscito como vitorioso, superando as expectativas de participação nos vários estados brasileiros. "É um resultado extraordinário, principalmente por ter sido ignorado pela mídia”, afirmou Vagner Freitas, durante a coletiva.

"O (governador Geraldo) Alckmin [do Estado de São Paulo] come um pastelzinho ou toma um cafezinho e vira notícia na mídia. E sobre o plebiscito, que foi apoiado por vários candidatos a Presidente da República, não saiu nada”, acrescentou Paola, criticando a agenda da mídia hegemônica.

João Paulo Rodrigues ressaltou três conquistas da consulta: a demonstração da sociedade de que quer mudanças no sistema político, a grande mobilização em torno do tema e a geração de incentivo para a continuidade da articulação dos movimentos sociais pela reforma política. Apesar da convocação de um plebiscito ser atribuição do Congresso Nacional, Rodrigues diz acreditar que seja possível.

"Nossa disputa será juntamente com a sociedade. Com as forças organizadas e mobilizadas vamos criar um clima e um debate por um novo processo constituinte e não deixar a questão só com o Congresso”, explicou o dirigente do MST.