sábado, 3 de janeiro de 2015

As Tecnologias da ASA Brasil Barragem Subterrânea

É construída em áreas de baixios, córregos e riachos que se formam no inverno. Sua construção é feita escavando-se uma vala até a camada impermeável do solo, a rocha.

Essa vala é forrada por uma lona de plástico e depois fechada novamente. Desta forma, cria-se uma barreira que “segura” a água da chuva que escorre por baixo da terra, deixando a área encharcada.

Para garantir água no período mais seco do ano são construídos poços a, aproximadamente, cinco metros de distância do barramento.

O poço serve para retirar a água armazenada na barragem que pode ser utilizada para pequenas irrigações, possibilitando que as famílias produzam durante o ano inteiro.

No inverno, é possível plantar culturas que necessitam de mais água, como o arroz e alguns tipos de capim. Dependendo do tipo de cultura implantada pode-se ter mais de uma colheita por ano. 

As Tecnologias da ASA Brasil Cisterna-Calçadão

As tecnologias adotadas pelo P1+2 são simples, baratas e de domínio dos agricultores e agricultoras. Existem vários tipos de implementações para captar água para produção de alimentos.

Atualmente, o P1+2 trabalha com sete tipos: cisterna-calçadão, cisterna-enxurrada, barragem subterrânea, barreiro-trincheira, barraginha, tanque de pedra e bomba d’água popular.

Capta a água de chuva por meio de um calçadão de cimento de 200 m², construído sobre o solo. Com essa área do calçadão, 300 mm de chuva são suficientes para encher a cisterna.

Tem capacidade para 52 mil litros. Por meio de canos, a chuva que cai no calçadão escoa para a cisterna, construída na parte mais baixa do terreno e próxima à área de produção.

O calçadão também é usado para secagem de alguns grãos como feijão e milho, raspa de mandioca, entre outros. A água captada é utilizada para irrigar quintais produtivos, plantar fruteiras, hortaliças e plantas medicinais, e para criação de animais. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A importância e a ruptura do ciclo das águas

Por, Roberto Malvezzi (Gogó)*

Quando éramos crianças e estávamos no ensino médio, nos ensinavam o ciclo das águas. Parece uma descrição abestalhada, como se diz aqui pelo Nordeste, mas é fundamental nos dias de hoje.

A professora nos ensinava que o sol aquece os oceanos e outros corpos d’água, o calor a muda para vapor de água (estado gasoso), que sobe para a atmosfera, que é empurrado pelos ventos para os continentes, que depois vai cair em forma sólida (granizo, neve, etc.) ou líquida, as chuvas.

Uma parte se perde por evaporação. Outra escorre alimentando os corpos de água de superfície, para os rios, daí para o mar. Outra parte penetra na terra, formando os reservatórios subterrâneos.

Um estudo pouco mais elaborado vai nos dizer que, se as chuvas caem em terreno coberto por vegetação (florestas), as árvores ajudam a amortecer o impacto da precipitação nos solos. Ela ainda retém o fluxo das águas, desacelerando-o.

Quando é assim, o solo sendo poroso, cerca de 60% dessas águas podem penetrar e ficarem armazenadas no subsolo. São essas águas que depois vão alimentar a chamada vazão de base, que garante a perenidade de alguns corpos d’água de superfície.

Se o solo é compacto então cerca de 80% escorre rapidamente para as partes mais baixas, causando inundações repentinas. Essa água que se perde depois vai fazer falta para alimentar nossos rios. 

Mesmo tendo cobertura vegetal, se o subsolo não for favorável, como o cristalino aqui do Semiárido, então a água pouco penetra. É por isso que não temos rios perenes nascidos aqui na região, a não ser o Parnaíba, exatamente porque ali está uma parte de solo poroso, que forma o aquífero do Gurguéia.

Temos pequenas nascentes em partes altas, nos chamados “Brejos de Altitude”. Por isso temos que armazenar água em açudes artificiais, de superfície, além das cisternas caseiras, barreiros, barragens subterrâneas e tantas outras tecnologias sociais criadas pelo povo e aperfeiçoadas na luta pela convivência com o Semiárido.

O ciclo das águas desperta ainda o “cio da Terra”. Em regiões como aqui no Semiárido, a caatinga que parecia morta reverdece, ressurgem nuvens de insetos, as flores se espalham de forma belíssima, os animais parecem sair do nada, como se fosse uma verdadeira ressurreição.

Meus amigos criadores de bode dizem que até as cabras entram no cio. Portanto, sem o ciclo das águas a vida não reacontece, os reservatórios não se reabastecem e o que era cheio de vida pode se transformar num deserto.

O problema maior do Brasil nesse momento de diminuição das chuvas reside exatamente aí: para muitos especialistas estamos causando a “ruptura no ciclo de nossas águas”. 

Por um detalhe que merece atenção, isto é, parte do nosso ciclo de águas se origina na floresta amazônica, não só nos oceanos. Então, uma vez derrubada a floresta, diminui automaticamente a produção de vapor de água.

Outro elemento fundamental é que o Cerrado, ocupando a parte central do país, fazia o papel de armazenador de nossas águas, depois distribuindo-as para várias bacias brasileiras.

Com a derrubada da vegetação, mais compactado, ele está perdendo capacidade de armazenar águas e depois alimentar os rios perenes, como é o caso do São Francisco.

Causa espanto que tantos peritos em água só falem em expandir seu consumo, ou ir busca-la mais longe para abastecer grandes centros, como São Paulo.

O raciocínio é feito pela metade, sem capacidade de olhar sistemicamente nossos ciclos das águas e está nos conduzindo ao caos. Está apenas adiando a solução e causando problemas futuros em mananciais que também irão se esgotar se não forem preservados. 

O Prof. Antônio Nobre (INPE) afirma que precisaríamos de um esforço de guerra para recuperarmos a eficiência de nosso ciclo das águas, replantando em áreas de encostas, margens de rios, quem sabe em trechos inteiros de bacias hidrográficas.

 Precisaríamos ainda, não só deter o desmatamento amazônico, mas começar a recuperação da floresta enquanto há tempo. Já para o Prof. Altair Salles (PUC Goiânia), o Cerrado não tem mais recuperação. Para o Prof. José Alves (UNIVASF) o São Francisco está inexoravelmente condenado à morte.

Mas, nada parece comover aqueles que impõem a destruição para satisfazer seus interesses imediatos. Retomando a metáfora do Titanic, a classe A dança e ouve orquestra enquanto o navio afunda.( * Membro da Comissão da Pastoral da Terra (CPT) da Bahia)

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

Programa um milhão de Cisternas água para todos Governo Federal

O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) Políticas publicas e cidadania ao alcanse de quem mais precisa no semi-árido  

O Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) é uma das ações do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido da ASA.

Ele vem desencadeando um movimento de articulação e de convivência sustentável com o ecossistema do Semiárido, através do fortalecimento da sociedade civil, da mobilização, envolvimento e capacitação das famílias, com uma proposta de educação processual.
 
O objetivo do P1MC é beneficiar cerca de cinco milhões de pessoas em toda região semiárida com água potável para beber e cozinhar, através das cisternas de placas. Juntas, elas formam uma infraestrutura descentralizada de abastecimento com capacidade para 16 bilhões de litros de água.

O programa é destinado às famílias com renda até meio salário mínimo por membro da família, incluídas no Cadastro Único  do governo federal e que contenham o Número de Identificação Social (NIS). Além disso, é preciso residir permanentemente na área rural e não ter acesso ao sistema público de abastecimento de água. 

Desde que surgiu, em 2003, até os dias de hoje, o P1MC construiu 499.387 mil cisternas, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas. Para que esses resultados pudessem ser alcançados, a ASA conta com a parceria de pessoas físicas, empresas privadas, agências de cooperação e do governo federal.

Dilma dá posse aos ministros para o segundo mandato

Após receber os cumprimentos dos chefes de Estado e de Governo e dos demais representantes de outros países, a presidenta Dilma Rousseff nomeou os 39 integrantes de seu ministério.

Quase a metade do ministério é formado por nomes conhecidos, pois 15 ministros foram mantidos em suas cadeiras e quatro foram remanejados para outras pastas. Nos anúncios que promoveu nas últimas semanas, Dilma escolheu 20 novos nomes para o seu primeiro escalão.

Assinaram o termo de posse 24 ministros, pois assumem novas funções. Os 15 que permanecem nos cargosforam convidados a comparecer ao tapete verde, atrás da presidenta e do vice Michel Temer, durante a cerimônia. Logo depois, todos foram para o Salão Oeste do Palácio do Planalto, a fim de fazer a foto oficial ao lado de Dilma Rousseff.

A cerimônia de posse ocorreu no Salão Nobre do Palácio do Planalto. No local, mil cadeiras foram preparadas para autoridades, parentes dos ministros que tomaram posse, representantes de movimentos sociais e entidades da sociedade civil.

Chefes de Poderes, ex-presidentes da República-José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e ex-ministros de Estado, governadores e ex-governadores, parlamentares e prefeitos de capitais também estiveram presentes à cerimônia, como os presidentes do Senado Federal, Renan Calheiros; da Câmara, Henrique Eduardo Alves; e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

Fonte: Agência Brasil

RC tem confiança no projeto de alternância de poder na ALPB

RC demonstra confiança no projeto de alternância de poder na ALPB: “Se eu votasse, apoiaria “Galdino e Gervásio”

Faltando pouco mais de 30 dias para eleição da nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa da Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) demonstrou confiança na vitória do projeto de alternância de poder, que já conta com o apoio de 22 parlamentares.

Em entrevista ao portal PB Agora, nesta quinta-feira (01), após o culto ecumênico que marcou o início da programação da posse para o seu segundo mandato.

Ricardo elencou os motivos pelos quais o deputado Adriano Galdino (PSB) e Gervásio Maia (PMDB) devem ser os escolhidos para presidir o parlamento no 1º e 2º biênio da nova legislatura.

“Se eu fosse deputado, eu votaria em Adriano Galdino e em Gervásio Maia com uma tranqüilidade enorme de saber que estava elegendo pessoas que farão um excelente mandato, que respeitarão o poder legislativo,.

Construirão um poder, pessoas que não vão ficar brigando com outro poder, que serão eleitas para, naturalmente, fazer com que os poderes sejam harmônicos, convergentes e que pensem em uma coisa chamada desenvolvimento da Paraíba”, disse.

Galdino deve disputar a presidência da Assembléia com o deputado Ricardo Marcelo (PEN), atual presidente da Casa de Epitácio Pessoa, porém, como já contabiliza 22 apoios, só perderá a eleição caso haja alguma traição ou reviravolta até o dia da eleição.

A escolha do novo presidente será realizada na primeira semana de fevereiro, data em que os parlamentares tomam posse para a próxima legislatura. (PB Agora)


Fonte: http://www.pbagora.com.br/

P1+2 contribui para alimento de qualidade na mesa de agricultores

 Isso é como se fosse um milagre divino
Isabela Rodrigues - Comunicadora popular da ASA; Major Izidoro – Alagoas; A agricultora Josefa: “A importância do quintal é grande, porque tudo que eu preciso eu tiro daqui." (Foto: Arquivo Cedecma)

Através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), a agricultora familiar aumenta a produção no quintal de casa, e garante mais alimento de qualidade na vida da família.

“A importância do quintal é grande, porque tudo que eu preciso eu tiro daqui. Eu não tenho mais que ir à feira comprar verduras, a última vez que fui à feira foi na semana santa”, disse a agricultora Josefa Jane Soares Pimentel, da comunidade Puxinanã, em Major Izidoro, Alagoas.

No quintal, ao redor da cisterna-calçadão ela cultiva cenoura, batata, pimentão, pepino, salsa, berinjela, repolho, abóbora, melão, pimenta de cheiro, coentro, alface, tomate, cebolinha, macaxeira, ervas medicinais e mamoeiro, laranjeira, seriguela, cajueiro, bananeira.

“Antigamente carregávamos água de longe na cabeça dos tanques e barragens dos vizinhos, hoje eu tenho água no quintal de casa”, falou Jane. 

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/