segunda-feira, 4 de maio de 2015

Encontro de Agroecologia alerta que brasileiro consume mais de sete litros de veneno por ano

“O brasileiro está consumindo, por ano, em sua alimentação, 7,36 litros de agrotóxicos”. A denúncia foi feita durante o XV Encontro Regional de Agroecologia (ERA/2015)

Realizado durante o final de semana no campus da Universidade Federal da Paraíba em Bananeiras. “Esse é um alerta muito grave”, disse o deputado estadual Frei Anastácio (PT) que participou da programação do encontro, que sábado (2) teve uma caminhada pelas ruas de Bananeiras.

De acordo com o deputado, em 2010 esse consumo era de cinco litros de veneno, por pessoa. “Com esse avanço no uso de agrotóxicos teremos mais doenças, mais mortes e mais degradação do meio ambiente. Os agrotóxicos transmitem diversas doenças para o ser humano e muitas delas são fatais”, lamentou o deputado.

O parlamentar recebeu da coordenação do encontro, a carta elaborada - a partir das discussões dos 500 estudantes universitários de todo o Nordeste – com solicitação de encaminhamento para a Assembléia Legislativa, Ministério Público Estadual e Federal, Governo do Estado, Vigilância Sanitária, IBAMA e Sudema.

O deputado disse que esse assunto do uso indiscriminado de agrotóxicos, é um dos temas que vem debatendo desde o primeiro mandato dele. “Já conseguimos aprovar a Lei 9.781/2012, que institui o Dia Estadual de Combate ao uso de Agrotóxicos na Paraíba, comemorado em 19 de março, dia de São José”, destacou.

O parlamentar ressaltou que esse dia, comemorado com uma feira agroecológica, no Ponto de Cem Reis em João Pessoa, já há três anos, serve para despertar e informar a população sobre o perigo que todos estão correndo ao consumir alimentos com veneno.

Frei Anastácio destacou ainda que a Paraíba já é um dos destaques nacionais, nesse assunto, ao criar 40 feiras agroecológicas que comercializam mensalmente cerca de 170 toneladas e alimentos produzidos sem veneno. “Nosso mandato está presente desde a primeira feira criar em João Pessoa e iremos continuar com essa luta, para o bem do povo e do meio ambiente”, afirmou.

De acordo com o deputado, os estudantes - que são futuros profissionais ligados ao meio ambiente – alertam na carta do ERA/2015, que é preciso a implantação da agroecologia como ferramenta de transformação da realidade do campo e da sociedade em geral.

“Eles também expressam a necessidade de medidas que possibilitem o fortalecimento da extensão universitária, como ferramenta que aproxime os corpos discentes e docentes, agricultores e movimentos sociais garantindo uma troca de saberes e experiências levando em conta o saber tradicional e o científico. Isso é muito bom a difusão dos conhecimentos”, relatou Frei Anastácio.

Fonte: http://www.freianastacio.com.br/

domingo, 3 de maio de 2015

A decadência econômica do rio São Francisco

Roberto Malvezzi (Gogó), Rio São Francisco no trecho da obra da transposição em Floresta (PE) | Foto: Bruno Morais | Arquivo Asacom
O óbvio se confirma. As principais atividades econômicas do rio São Francisco começam a entrar em decadência, em razão da diminuição do volume de água do Velho Chico.
Hoje o ponto com mais água está aqui entre Juazeiro e Petrolina, com 1.000 m3/s. Vale lembrar que a vazão média do São Francisco até alguns anos atrás era de 2.800 m3/s. Sobradinho está com apenas 17% de sua capacidade ocupada por água.

Não estamos falando da pesca, da agricultura de vazante, nenhuma dessas economias das populações tradicionais. Essas estão extintas ou fragilizadas há muitos anos. Falamos da economia do capital. A geração de energia começa declinar. Nesse momento apenas uma de seis turbinas está gerando energia em Sobradinho.
 Construído mais para servir de caixa d’água para as barragens à jusante que para gerar energia, foi aproveitada de última hora no regime militar para também gerar. Num debate na Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) na semana da água, os técnicos avisaram que a única turbina em funcionamento vai parar até final de junho ou início de julho. 
Segundo, foi avisado que em final de julho e começo de agosto vários projetos de irrigação da região poderão ter seu acesso à água cortado. Os dois mais ameaçados são o Nilo Coelho – margem esquerda, Petrolina – e o Maniçoba na margem direita, em Juazeiro. Em ambos a distância da água será tão grande que sua captação será inviabilizada.

Acontece que Juazeiro/Petrolina montaram sua economia baseada na irrigação. São as fazendas irrigadas, que demandam água, insumos, implementos, mão de obra, que por sua vez movimentam o comércio de alimentos, eletrodomésticos, construção civil, carros, bares, restaurantes, assim toda cadeia produtiva. 

Em breve pode acontecer com Juazeiro/Petrolina o que Monteiro Lobato chamou de “Cidades Mortas” no Vale do Paraíba depois que o ciclo do café se encerrou e deixou para trás cidades fantasmas economicamente mortas. Toda economia baseada em um único ramo produtivo acaba por ter esse final trágico. 
Por fim, o que era para ser uma hidrovia – vocação natural do Velho Chico entre Juazeiro e Pirapora – hoje não passa de um filete de água com a população atravessando à pé seu leito, como é o caso entre comunidades de Pilão Arcado e Xique-Xique. Nem barcos menores conseguem mais navegar com facilidade. A ideia de transportar a soja do Oeste Baiano para Juazeiro ou Petrolina via rio hoje não passa de um delírio.
Mesmo assim vários projetos de expansão da água do São Francisco continuam na agenda, como a Transposição de Águas para outros estados no Nordeste, o Canal do Sertão em Petrolina, o Baixio do Irecê na Bahia, assim por diante. 

Que a equação não fecha todos sabem. Enquanto isso, o Velho Chico definha a olhos vistos. Agora os que se beneficiam do rio – setor elétrico, irrigação, agro e hidro negócios, etc. – começam sentir na pele o resultado do processo destrutivo. O futuro dessas atividades econômicas está atrelado inexoravelmente ao futuro do rio. Aliás, como de toda população do Vale. 
Essa decadência não é pontual. Há mais de dez anos, desde o apagão, o São Francisco não mais recuperou grandes volumes de água. Portanto, o raciocínio correto é que essa é a nova realidade, a exceção será alguma cheia.
 Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

CNBB divulga nota sobre o momento nacional

“Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43).

Os bispos reunidos na 53ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada de 15 a 24 de abril, em Aparecida (SP), avaliaram a realidade brasileira, “marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País”. Leia, na íntegra, a nota: Nota da CNBB sobre o momento nacional 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida em sua 53ª Assembléia Geral, em Aparecida-SP, no período de 15 a 24 de abril de 2015, avaliou, com apreensão, a realidade brasileira, marcada pela profunda e prolongada crise que ameaça as conquistas, a partir da Constituição Cidadã de 1988, e coloca em risco a ordem democrática do País.
Desta avaliação nasce nossa palavra de pastores convictos de que “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.
A retomada de crescimento do País, uma das condições para vencer a crise, precisa ser feita sem trazer prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres. Projetos, como os que são implantados na Amazônia, afrontam sua população, por não ouvi-la e por favorecer o desmatamento e a degradação do meio ambiente.
A lei que permite a terceirização do trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, não pode, em hipótese alguma, restringir os direitos dos trabalhadores. É inadmissível que a preservação dos direitos sociais venha a ser sacrificada para justificar a superação da crise.
A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade.
Combatê-la, de modo eficaz, com a conseqüente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética.
A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis. Lamentamos que no Congresso se formem bancadas que reforçem o corporativismo para defender interesses de segmentos que se opõem aos direitos e conquistas sociais já adquiridos pelos mais pobres.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215/2000, por exemplo, é uma afronta à luta histórica dos povos indígenas que até hoje não receberam reparação das injustiças que sofreram desde a colonização do Brasil.
Se o prazo estabelecido pela Constituição de 1988 tivesse sido cumprido pelo Governo Federal, todas as terras indígenas já teriam sido reconhecidas, demarcadas e homologadas. E, assim, não estaríamos assistindo aos constantes conflitos e mortes de indígenas.
A PEC 171/1993, que propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, já aprovada pela Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça da Câmara, também é um equívoco que precisa ser desfeito.
A redução da maioridade penal não é solução para a violência que grassa no Brasil e reforça a política de encarceramento num país que já tem a quarta população carcerária do mundo. Investir em educação de qualidade e em políticas públicas para a juventude e para a família é meio eficaz para preservar os adolescentes da delinquência e da violência.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em vigor há 25 anos, responsabiliza o adolescente, a partir dos 12 anos, por qualquer ato contra a lei, aplicando-lhe as medidas socioeducativas. Não procede, portanto, a alegada impunidade para adolescentes infratores. Onde essas medidas são corretamente aplicadas, o índice de reincidência do adolescente infrator é muito baixo.
Ao invés de aprovarem a redução da maioridade penal, os parlamentares deveriam criar mecanismos que responsabilizem os gestores por não aparelharem seu governo para a correta aplicação das medidas socioeducativas. 
O Projeto de Lei 3722/2012, que altera o Estatuto do Desarmamento, é outra matéria que vai na contramão da segurança e do combate à violência. A arma dá a falsa sensação de segurança e de proteção. Não podemos cair na ilusão de que, facilitando o acesso da população à posse de armas, combateremos a violência.
A indústria das armas está a serviço de um vigoroso poder econômico que não pode ser alimentado à custa da vida das pessoas. Dizer não a esse poder econômico é dever ético dos responsáveis pela preservação do Estatuto do Desarmamento.
Muitas destas e de outras matérias que incidem diretamente na vida do povo têm, entre seus caminhos de solução, uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. Apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção.
Urge, além disso, resgatar a ética pública que diz respeito “à responsabilização do cidadão, dos grupos ou instituições da sociedade pelo bem comum” (CNBB – Doc. 50, n. 129). Para tanto, “como pastores, reafirmamos ‘Cristo, medida de nossa conduta moral’ e sentido pleno de nossa vida” (Doc.
50 da CNBB, Anexo – p. 30). Que o povo brasileiro, neste Ano da Paz e sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, supere esse momento difícil e persevere no caminho da justiça e da paz.
Aparecida, 21 de abril de 2015. Cardeal Raymundo Damasceno Assis Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB, Dom José Belisário da Silva, OFM, Arcebispo de São Luís do Maranhão, Vice Presidente da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner Bispo Auxiliar de Brasília, Secretário Geral da CNBB.
Fonte: asaparaiba http://www.cnbb.org.br/

sábado, 2 de maio de 2015

Dilma: Valorização do mínimo é uma das maiores conquistas dos últimos 13 anos

Em série de vídeos produzidos especialmente para as redes sociais, a presidenta Dilma Rousseff fala sobre as conquistas dos trabalhadores, como o aumento do salário mínimo, e sobre os desafios a serem superados. Assista abaixo. VALORIZAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO.

Compromisso com o trabalhador é garantir aumento real da renda. Só no primeiro mandato de Dilma, o salário mínimo cresceu 14,8% acima da inflação. Assista ao vídeo e saiba mais sobre a política de valorização implementada nos últimos 13 anos! PL DA TERCEIRIZAÇÃO DEVE DIFERENCIAR ATIVIDADES FIM E MEIO

É importante regulamentar o trabalho terceirizado para que 12,7 milhões de trabalhadores tenham proteção e emprego, direitos trabalhistas e previdenciários e garantia de um salário digno. Confira no vídeo a posição do governo Dilma sobre o tema! DIÁLOGO SEM VIOLÊNCIA E REPRESSÃO.

O Brasil vive hoje em plena democracia, por isso temos de nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores. Temos de reconhecer como legítimas todas as reivindicações de todos os segmentos sociais da nossa população. Assista ao vídeo e saiba sobre a importância de evitar a violência e respeitar o direito de opinião e manifestação.

http://wm.imguol.com/v1/blank.gifFonte: http://www.ebc.com.br/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Andrade Jogos comerciante de Aroeiras- PB, mostra exemplo de coleta seletiva de lixo (cuidando do meio ambiente)

Situado na Rua Antonio Gonçalves no centro de Aroeiras- PB, Andrade Jogos sem apoio do poder publico, por conta própria instala coletor de lixo para reciclagens, um exemplo que precisa ser seguido por muitos, porque o cuidado com o meio ambiente é de fundamental importância para que possamos ter um melhor equilíbrio da natureza.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) aprovou a Resolução n°. 275 de 25 de Abril de 2001 (íntegra do texto no endereço http://www.mma.gov.br). Este regulamento estabelece um sistema de cores de fácil visualização, de validade nacional e inspirada em formas de codificação já adotadas internacionalmente para identificação dos recipientes e transportadores usados na coleta seletiva.

Este é o padrão de cores adotado pelo CONAMA VERMELHO – PLÁSTICO AZUL – PAPEL, AMARELO - METAL, VERDE – VIDRO; Até hoje, não se sabe onde e com que critério foi criado o padrão de cores dos containeres utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo.

No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva. Existe uma simbologia específica para a reciclagem de plásticos: 

No Brasil existe uma norma (NBR 13230) da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, que padroniza os símbolos que identificam os diversos tipos de resinas (plásticos) virgens.

O objetivo é facilitar a etapa de triagem dos resíduos plásticos que serão encaminhados à reciclagem. Os tipos são classificados por números, a saber: 1 – PET; 2 – PEAD; 3 – PVC; 4 – PEBD; 5 – PP; 6 – OS; 7 - Outros Telefones da ABNT para contato: SP - (11) 3016.7070 - RJ - (21) 3974.2300

Agrotóxicos: somos contra!

Movimentos sociais, organizações, estudiosos, professores universitários e moradores do Vale do Jaguaribe, da região da Chapada do Apodi, lotaram o Complexo das Comissões Técnicas da Assembléia Legislativa na última sexta-feira, 24 de abril. 

Na pauta, uso intensivo de agrotóxicos no Ceará e a pulverização aérea na região. Participaram da Audiência Pública a Deputada Silvana Oliveira, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa; a promotora de justiça Socorro Brilhante, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Ecologia, Meio Ambiente.

Urbanismo, Paisagismo e Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (CAOMACE); o superintendente Estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno; o secretário-adjunto da Secretaria Estadual da Fazenda, João Marcos.

 o representante do Ministério da Agricultura, Francisco José Sales Bastos; o representante da Câmara Setorial de Fruticultura, Antonio Marcos Prado; o representante do Ministério do Trabalho, Pedro Jairo; o representante da Embrapa, João Pratagil; o vereador João Alfredo, e os deputados estaduais Heitor Férrer, Carlos Matos e Renato Roseno, este último proponente da Audiência.

Após várias apresentações, o titular da Semace, Artur Bruno, afirmou que irá realizar um estudo para rever a legislação sobre o uso de agrotóxicos no Ceará. Segundo Bruno, será apresentado um projeto para atualizar a legislação vigente, que foi instituída em 1991, ou seja, há 25 anos.

A promessa também foi feita pelo secretário-Adjunto da Sefaz, João Marcos, que se comprometeu a levar ao governador Camilo Santana, as reivindicações da plenária, entre elas, a necessidade de modificar as isenções fiscais dadas a estes produtos.

“O Camilo já manifestou uma posição pessoal contrária ao uso de agrotóxicos e afirmou que é preciso rever a isenção de impostos garantida na aquisição e comercialização do veneno”, afirmou João Marcos.

No Ceará, a isenção fiscal para atividades envolvendo agrotóxicos chega a 100%, pois o Estado libera os compradores do pagamento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a União isenta de outros tributos.

Como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). Decisões como essa contribuem para a expansão do uso de agrotóxicos no Brasil.

Segundo o estudo “Agrotóxico no Brasil – uso e impactos ao meio ambiente e à saúde pública”, o país é o que mais usa veneno no planeta, chegando em 2009 à marca de mais de um bilhão de litros aplicados, o equivalente a um consumo médio de 5,2 Kg de agrotóxico por habitante.

Enquanto o mercado de agrotóxicos cresceu 93% em todo o mundo, o crescimento no Brasil chegou a 200%, ultrapassando os Estados Unidos, de acordo com os dados divulgados em 2011 pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag).

A expansão repercute diretamente no meio ambiente e na saúde das pessoas, pois o uso de agrotóxicos contamina o ar, o solo e as águas. Os impactos sobre a saúde, como vários tipos de câncer, com a exposição prolongada ao veneno, demandam tratamento de alto custo nos serviços de saúde.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a exposição aos pesticidas está ligada aos diversos casos de câncer. No período de 2000 a 2006, agricultores do Ceará tiveram a incidência da doença em 15 das 23 partes do corpo que foram estudadas. Nos casos de leucemia, chega a ser até seis vezes maiores do que na população não exposta aos agrotóxicos.

Entre os anos de 2007 a 2013, o numero de mortes ligadas ao envenenamento subiu de 132 para 206, de acordo com o Ministério da Saúde. Neste mesmo período, os casos de intoxicação humana quase dobraram, passando de 2.178 para 4.537.

A médica e professora da faculdade de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Maria Rigotto, lembra que as comunidades da região do Vale do Jaguaribe já sofrem as conseqüências do uso de agrotóxicos.

“Só esse ano já tivemos quatro nascimentos de crianças com má formação congênita, além de casos de aborto e mutação em animais. É um absurdo o que aquela população sofre. E toda carga de agrotóxico despejado pela pulverização aérea é concentrada ali!”, afirma a professora, coordenadora do Núcleo Tramas, na UFC.

Para Diego Gadelha, professor de geografia e também integrante do Núcleo Tramas, o agronegócio adota um modelo que visa apenas o lucro e as exportações, e transformam os investimentos públicos em capital privado, em detrimento das comunidades tradicionais. “O governo destina R$ 175 bilhões para o agronegócio, enquanto que a agricultura familiar recebe apenas R$ 25 bilhões. Isso é um absurdo, principalmente porque é ela quem abastece o mercado interno.

75% dos alimentos vêm de lá! A agricultura familiar não usa veneno, grandes maquinários agrícolas, monoculturas ou sementes transgênicas. Com certeza esse é o único caminho para erradicar a fome no mundo!”“, afirma. José Maria do Tomé:

A audiência encerrou a V Semana Zé Maria do Tomé. O líder comunitário assassinado há cinco anos foi um dos principais nomes na luta contra o uso de veneno no estado, denunciando as consequências do método de pulverização e irregularidades na concessão de terras nos perímetros irrigados na Chapada do Apodi. José Maria foi executado com 19 tiros, em abril de 2010 e, até hoje, o crime permanece impune. (Mara Cibely – Comunicadora popular pela Obas/ASA)

Fonte: asaparaiba

País repudia massacre contra professores no Paraná

Lula, Rui Falcão e diversos parlamentares do PT criticaram ação desastrosa da Polícia Militar. Mais de 200 pessoas ficaram feridas, sendo 15 em estado grave.

O Partido dos Trabalhadores repudiou o massacre promovido pela Polícia Militar do Paraná, estado governado por Beto Richa (PSDB), contra os professores estaduais em greve.
O Centro Cívico da capital paranaense se transformou em um cenário de guerra. Ao todo, mais de 200 pessoas ficaram feridas, sendo 15 em estado grave, segundo informações da Prefeitura.
Os servidores protestavam contra a votação do projeto de lei 252/2015, de Beto Richa. O texto, aprovado em meio ao massacre, autoriza o governo estadual a mexer no fundo de previdência dos servidores públicos do estado, a Paranáprevidência.

Em publicação no Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solidarizou-se com os professores do Paraná, “agredidos de forma violenta pela Polícia Militar do estado”.

“Temos visto a atuação da polícia na garantia da segurança de manifestações que têm acontecido no país, mas esse direito deve ser garantido a todos”, criticou Lula.O ex-presidente ainda afirmou ser “inadmissível” que o direito de manifestação seja restringido a qualquer pessoa, principalmente aos professores.

No Twitter, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, criticou a ação da polícia do Paraná, reforçou o direito à greve e solidarizou-se com os professores. “Abaixo a truculência do governador Richa! Diálogo, sim. Repressão e violência, não!”, disse.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS) repudiou, em nota, o tratamento dado pela polícia do Paraná aos professores estaduais.

“Sem qualquer justificativa plausível, os agentes de segurança pública estão promovendo um ataque, não só com gás, mas com balas de borracha atiradas a esmo, cassetetes e cachorros. Tudo com muita violência, colocando as pessoas em risco de morte”, destacou o deputado.

Pimenta informou ter viajado, ainda na quarta-feira (29), à Curitiba, capital do estado, para acompanhar o que chamou de “violações dos direitos humanos”.

“Os mais de cem feridos até agora, e todos os cidadãos presentes, são vítimas de inúmeras violações de direitos humanos. Não apenas ao direito legítimo de protesto, mas à integridade física e à vida”, lembrou Pimenta.

Senadora eleita pelo estado do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), acompanhou, no Centro Cívico de Curitiba, os atos de violência contra os professores estaduais. Ela contou ter presenciado o momento em que a polícia começou a jogar bombas contra os docentes.

“Eu também andei no meio do povo, ninguém estava fazendo resistência e as bombas continuavam. Isso não faz parte da nossa história, não faz parte da democracia e do respeito que temos que ter com os movimentos”, exaltou a senadora.

Por diversas vezes, eu e as lideranças sindicais pedimos aos policiais que parassem de atirar bombas contra os professores, mas a violência continuou. Caminhei entre os manifestantes e vi dezenas de feridos. “Um verdadeiro cenário de guerra”, contou Gleisi.

Fonte: Da Redação da Agência de Notícias