segunda-feira, 6 de julho de 2015

Mídia nacional relembra condenações de Cássio e põe em xeque “moral” do tucano


O pedido público do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) para que a presidente Dilma Rousseff (PT) renunciasse ao mandato seguido da sugestão para a cassação do mandato da petista desenterrou o passado do tucano paraibano, que desde então é alvo da mídia nacional acusado de estimular “um golpe”.

A mídia questiona principalmente a moral do parlamentar para fazer o pedido seguido da sugestão, já que ele foi cassado pela Justiça Eleitoral, tendo perdido o mandato e ficado inelegível por oito anos. O passado de Cássio seria seu maior adversário, já que não pode esconder que tem uma cassação na justiça regional, que foi, inclusive, ratificada na esfera federal.

Além do site nacional do PT, que tachou Cássio de “tucano cassado” como sendo o autor de estimular um golpe contra Dilma, o passado de Cássio também foi destaque no portal Agencia Brasil, que relembrou o passado de condenações do político paraibano.

O portal Brasil 247, um dos mais acessados do País, também repercutiu na última quinta-feira (2) as declarações do senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB), que está propondo a renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT). A reportagem lembra que o tucano foi cassado por ter distribuído 35 mil cheques a cidadãos carentes durante a campanha eleitoral em 2006 na Paraíba.

Fonte: http://www.pbagora.com.br

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Reservatórios de água ajudam sertanejos a conviver com seca


Os reservatórios de água arredondados, com cobertura em forma de cone, feitos de placas de cimento e pintados de branco já fazem parte do cenário do Semiárido brasileiro. 

Os equipamentos dão um alento a famílias que vivem no sertão. Cerca de 22 milhões de pessoas convivem com grandes períodos de seca nos estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco, do Piauí, do Rio Grande do Norte e de Sergipe.

Na comunidade Pereiros, em Nova Russas (a 304 quilômetros de Fortaleza), a casa da agricultora Maria Bezerra Magalhães Camelo, mais conhecida como Marinete, foi a primeira a ter uma cisterna, em 2002. A realidade da família mudou e a antiga forma de conseguir água ficou só na memória.

“Eu morava em Tamboril (município próximo) em 1988, quando fiquei grávida. Buscava água a meia légua de casa e carregava balde na cabeça. Nessa época, meu marido foi trabalhar em São Paulo e eu voltei para Nova Russas.

A gente sofria muito. Então “quando veio a cisterna, a vida da gente se transformou”, conta, exibindo o reservatório cheio de água da chuva. P1MC; Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) é uma das ações do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido da ASA.

 Ele vem desencadeando um movimento de articulação e de convivência sustentável com o ecossistema do Semiárido, através do fortalecimento da sociedade civil, da mobilização, envolvimento e capacitação das famílias, com uma proposta de educação processual.

O objetivo é beneficiar cerca de cinco milhões de pessoas em toda região semiárida com água potável para beber e cozinhar, através das cisternas de placas. Juntas, elas formam uma infraestrutura descentralizada de abastecimento com capacidade para 16 bilhões de litros de água.

“Mesmo quando não capta água da chuva, a cisterna atende à necessidade da família porque garante um local onde se possa reservar água para utilizar no período que vai ser necessário”. 

Eles “têm a independência de não precisar estar todos os dias com um balde correndo atrás de um carro-pipa”, explica Yure Paiva, coordenador da ASA Potiguar.

O Ministério da Integração Nacional, que também integra os esforços para promover segurança hídrica no Semiárido dentro do programa Água para Todos, já soma cerca de 1,2 milhão de cisternas, entre as feitas com a tecnologia de placas e as de polietileno (um tipo de material plástico).

Além de água para ser consumida pelas pessoas, as cisternas também ajudam as famílias a produzir alimentos, mesmo em épocas de estiagem. No sertão, as chuvas costumam se concentrar entre os meses de fevereiro e maio.

Em Mossoró (a 281 quilômetros de Natal), na comunidade Jucuri, a agricultora Antoneide Julião de Góis tem uma cisterna de placas - que permite o armazenamento de água para consumo humano.

Em reservatório protegido da evaporação e das contaminações causadas por animais e dejetos trazidos pelas enxurradas - na frente de casa há menos de um ano.

Devido às poucas chuvas no Rio Grande do Norte, não foi possível captar água, nem mesmo o suficiente para limpar o telhado e as calhas que vertem o líquido para o reservatório. 

Mesmo assim, ela se sente satisfeita em ter a cisterna para poder armazenar a água que vem de um poço na comunidade por meio de uma adutora. “Antes, a gente passava dois, três, até quatro meses sem água. A gente comprava água salgada para fazer as coisas. A cisterna melhorou tudo.”

O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, explica que a próxima fase do trabalho é acelerar a construção das chamadas cisternas de segunda água para fazer com que experiências como as de José Almir e de Marinete se repliquem.

“Quem acompanha de perto o drama da seca, vê que as pessoas mantêm sua dignidade, que não houve migrações. Porém, muito da produção agrícola se perdeu, vários animais morreram de sede.”

Para o professor da Universidade Federal do Semiárido (Ufersa), Joaquim Pinheiro, o crescimento das chamadas cisternas de segunda água - que captam o recurso pelo chão e servem para produção de alimentos e para consumo de animais - criam uma nova perspectiva para as famílias da zona rural e enfrenta a lógica atual do agronegócio.

“É uma produção para melhorar a alimentação da família e que discute a transição do modelo produtivo agropecuário, pois trabalha com foco na agroecologia”. 

Eu observo que muitos agricultores que, praticamente, não estavam mais produzindo, estão voltando a produzir. Há “também um envolvimento maior das mulheres porque [as produções] ficam nos arredores de casa.”

Fonte: Agência Brasil

Presidente do PT /PB diz que Cássio faz discurso de derrotado, 'ele tem que aceitar o resultado’


O presidente do PT na Paraíba, Charliton Machado, comentou na manhã desta quinta-feira (2) sobre a fala do senador Cássio Cunha Lima.

(PSBD), que pediu a renúncia da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (1) ao comentar o resultado da pesquisa IBOPE apontando a baixa popularidade da gestão presidencial.

Para Charliton, o discurso do senador é rebaixado. “Baixa popularidade, qualquer governo pode ter, problemas na economia, qualquer governo pode enfrentar”, diz o petista.
Ele destaca que a vitória de Dilma foi democrática e que a fala de Cássio é anti-democrática. "Esse discurso de ódio não ajuda a democracia brasileira. Cássio deveria ter um ato de grandeza e aceitar o resultado", apontou.

Charliton lembra da derrota de Cássio nas eleições de 2014 e afirma que o senador não aceitou o resultado. Com informações da CBN João Pessoa.

Fonte: http://www.paraiba.com.br

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Crédito para safra 2015/2016 começa a ser liberado hoje


Produtores rurais de todo o país poderão contratar, a partir de hoje (1º), os empréstimos do Plano Safra 2015/2016.
                                                                  
Ao todo, o governo oferecerá R$ 187,7 bilhões em crédito para operações de custeio, de investimento e de comercialização da produção. Os financiamentos podem ser contratados nos bancos que operam crédito rural.

Segundo o Ministério da Agricultura, a maior parte do crédito, R$ 147,5 bilhões, destina-se ao custeio das lavouras e à comercialização da produção.

Desse total, R$ 94,5 bilhões terão juros subsidiados – 7,75% ao ano para o médio produtor rural e 8,75% ao ano para os grandes agricultores – e R$ 53 bilhões terão juros de mercado.

Para as operações de investimento, como compra de máquinas e modernização de instalações, o Plano Safra oferece R$ 38,2 bilhões em crédito. Estão disponíveis ainda R$ 2 bilhões para a estocagem de álcool.

Fonte: Agência Brasil

A agricultora Maria José, de São José do Egito, começa campanha que troca lixo por hortaliças


O pote de margarina que, costumeiramente, acaba na lata de lixo, pode virar importante ferramenta para o plantio de hortaliças.

A agricultora Maria José de Oliveira Silva, 51 anos, do assentamento Lagoa D’ Banda, de São José do Egito, utiliza o pote de margarina e outros recipientes para o plantio com o intuito de estimular a consciência ambiental e diminuir o lixo na sua comunidade e na cidade.

Hoje a agricultora está fazendo uma campanha de troca de potes que iria virar lixo, por um recipiente cheio de hortaliças e plantas nativas. A troca solidária está fazendo o maior sucesso nesses dois meses de atividades. “Se na seca a gente não faz chover, outras coisas podemos fazer para conviver com o semiárido”.

Percebi que o lixo prejudica muito nossa comunidade e não devemos só depender da prefeitura. Então comecei a pegar caixa de sorvete, margarina, sapato, de doce, e passei a plantar coentro, cebolinha, plantas medicinais, entre outras.

Assim “preservo o meio ambiente do lixo e também renovo minha plantação”, conta Maria José. Além de fazer as mudas para seu quintal produtivo, também faz para a vizinhança e todos/as que chegarem na sua comunidade querendo trocar uma vasilha vazia por uma cheia de hortaliças ou plantas medicinais, como a cidreira e o capim santo.

A agricultora Maria José também planta mudas do bioma caatinga, como Juazeiro e arqueira, ação que faz parte do Projeto Mulheres na Caatinga, executado pela Casa da Mulher do Nordeste, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

O projeto visa promover o manejo sustentável da caatinga através do reflorestamento de essências nativas. A campanha continua na cidade, o trabalho de divulgação é de formiguinha e boca a boca. “Antes de jogar o lixo fora, veja se ele não será útil na sua casa ou para a vizinhança”.

“E lembre-se que o mosquito da dengue também pode usar essas vasilhas para reproduzir”, disse Maria José que já recebe encomendas da tecnologia e também intercâmbio de outras agricultoras e agricultores da região. Assessoria de Comunicação da Casa da Mulher do Nordeste, São José do Egito – PB.

Fonte: www.asabrasil.org.br