terça-feira, 24 de setembro de 2013

Deputado diz que principal aliado de Ricardo reconhece fracasso do PSB na Paraíba

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) disse, hoje (24), na tribuna da Assembleia Legislativa, que até o principal aliado do governador do estado reconheceu publicamente, em entrevista coletiva, que a gestão do PSB não disse ainda para que veio na Paraíba. “Depois de três anos com vários cargos no governo, o senador Cássio Cunha Lima apareceu com um discurso de oposição. Resta saber, agora, se o PSDB vai apoiar a oposição na Assembleia Legislativa”, indagou o deputado. Frei Anastácio acrescentou ainda que “se o senador Cássio Cunha Lima, que tem vários cargos na gestão do PSB está insatisfeito com os resultados do governo estadual, imagine o resto da população”, destacou o deputado. O parlamentar relatou que o senador Cássio já teve o secretário de segurança, tem o secretário de planejamento, o superintendente da Suplan, direção da Cagepa e regional de educação, em Campina Grande, além de cargos em outros escalões do governo. “Mesmo assim, agora ele surgiu com um discurso de oposição dizendo que possui apenas um cargo técnico que é ocupado por Gustavo Nogueira, no Planejamento. Esperamos agora, que esse discurso seja incorporado pelo PSDB, também, na Assembleia”, disse Frei Anastácio. Universidade em Soledade: O deputado também registrou que no último sábado participou do manifesto regional em defesa da implantação do campus universitário, em Soledade. “Eu estive lá, participei de todas as atividades e irei quando for preciso. São 14 municípios envolvidos nessa luta: Assunção, Boa Vista, Cubati, Gurjão, Juazeirinho, Junco do Seridó, Nova Palmeira, Olivedos, Pedra Lavrada, Santo André, São Vicente do Seridó, Soledade, Tenório e até municípios do estado vizinho, Equador, Rio Grande do Norte”, disse o deputado. O deputado destacou que o município está localizado na micro região do Cariri Oriental a 60 quilômetros de Campina Grande. Segundo o parlamentar, a localização de Soledade é estratégica para que os estudantes da região, não tenham que se deslocar por longas distâncias, além de dar possibilidades para que outros paraibanos possam cursar o ensino superior. “Já tivemos várias mobilizações e agora queremos a implantação de uma instituição de ensino superior naquele município. Vamos também cobrar para que o governo do estado se sensibilize com Soledade e região, para a instalação de um campus da UEPB ou de uma escola técnica estadual”, afirmou o petista.

Fonte: http://www.freianastacio.com.br/?p=392                                             

Portaria diminui prazos e burocracia do Programa Cisternas

A partir de agora, somente entidades habilitadas pelo Ministério participarão das chamadas públicas do Programa. Confira o que é necessário para realizar o credenciamento; Brasília, 24 – Entidades sem fins lucrativos de desenvolvimento rural e de segurança alimentar já podem se credenciar no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) para participar das chamadas públicas de execução do Programa Cisternas em todo o país. Portaria que regulamenta o credenciamento foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (23). A partir de agora, somente entidades habilitadas pelo Ministério participarão das chamadas públicas do Programa Cisternas. Com isto, estados, prefeituras e consórcios poderão contratar, com menos burocracia, as entidades habilitadas para a construção de cisternas de captação e armazenagem de água da chuva e outras tecnologias sociais para consumo e produção. Para participar da Chamada Pública, interessados devem enviar ofício de solicitação de credenciamento, formulário de informações preenchido, cópia do estatuto social, comprovante do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ), comprovante de endereço e documentos que atestem as experiências exigidas. Formulários e as regras de credenciamento das entidades sem fins lucrativos podem ser acessados no link a Portaria nº 99, de 20 de setembro de 2013, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Uma comissão da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) do MDS avaliará as solicitações. Os resultados serão publicados nem uma área específica no portal do Ministério. O credenciamento terá vigência de cinco anos e poderá ser renovado mediante solicitação com 90 dias de antecedência. Os documentos serão enviados para o endereço descrito logo abaixo. Endereço para envio: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Esplanada dos Ministérios, Bloco C, 4º andar sala 417, CEP 70046-900 - Brasília/DF; A Portaria 99 complementa o Marco Legal que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água da Chuva e Outras Tecnologias Sociais de Acesso à Água – Programa Cisternas. Entre os grandes avanços da medida está a contratação direta de soluções tecnológicas de captação e armazenagem de água para consumo humano ou para produção, desenvolvidas pelas próprias comunidades, em conjunto com instituições locais não governamentais e redes oficiais de pesquisa. “Com o novo modelo de contratação, vamos aumentar a capacidade operacional do programa e consequentemente o cumprimento da meta de universalização do acesso à água nas áreas rurais do Semiárido, estabelecida pelo Plano Brasil Sem Miséria”, avalia o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos. A chamada pública de entidades credenciadas substitui o processo licitatório. O Coordenador-Geral de Acesso à Água do MDS, Igor Arsky, disse que a medida pode reduzir o período de contratação de uma entidade executora em até sete meses. “O objetivo é tornar a execução das obras mais rápida. Os parceiros precisavam contratar os executores por licitação, o que durava uma média de dez meses. Agora, com o edital de chamamento das entidades credenciadas, os recursos serão repassados na medida em que os contratos forem sendo executados”. Programa Cisternas - O programa Água Para Todos, do Plano Brasil Sem Miséria, tem a meta de construir 750 mil cisternas de consumo até o final de 2014. Destas, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio do Programa Cisternas, construir 390 mil unidades de placas de cimento. Até agosto último foram concluídas e entregues 224 mil cisternas de água para consumo. O MDS dispõe de mais R$ 641 milhões para atingir a meta estabelecida no Plano Brasil Sem Miséria. Assessora de Comunicação; Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

Deputado acusa Cartaxo de usar ‘máquina’

              Deputado acusa Cartaxo de usar máquina para recrutar filiados

Candidato a presidente do Partido dos Trabalhadores da Paraíba (PT), o deputado federal, Luiz Couto, não está vendo com “bons
olhos” a administração da prefeitura petista de João Pessoa, sob o comando de Luciano Cartaxo. Couto que está fazendo visitas às cidades do interior para convocar filiados a participarem do Processo de Eleições Diretas (PED) fez críticas a gestão de Luciano Cartaxo. Em entrevista à Rádio Caturité AM, de Campina Grande, ele revelou que os filiados têm reclamado de que toda a movimentação do partido acontece apenas em João Pessoa. Para ele, com o PED e com o 5º congresso nacional, que acontecerá em dezembro, será definido o programa de governo para 2014, tática eleitoral e políticas de aliança. Couto informou que o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, quer assumir a liderança do PT estadual, mas a militância partidária não concorda. Segundo o deputado, a máquina administrativa de João Pessoa está a serviço deste projeto e Luciano tem investido em alianças. Contrariando uma ala petista que faz ferrenha oposição ao Palácio da Redenção, Luiz Couto garantiu que vai continuar com o apoio que tem dado ao governador Ricardo Coutinho. Segundo ele, mesmo o PSB nacional tendo decidido entregar os cargos ao governo federal, a decisão não influencia na Paraíba. Ele fez questão de observar que a sua decisão de continuar apoiando o governo de RC não passa pela nomeação de cargos. - Fazemos isso independente de cargo. Achamos que o governo tem resolvido problemas e realizado ações importantes. Mas cumpriremos o que o 5 º congresso definir em dezembro. Parte do atual diretório quer antecipar algumas alianças e não querem discutir o próprio partido. Não podemos continuar do mesmo jeito que está, porque virou uma máquina burocrática e administrativa – ressaltou o deputado federal.

Fonte: http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20130923111027&cat=politica&keys=deputado-acusa-cartaxo-usar-maquina

Lei do Acesso estimula denúncia

Veja entrevista com o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado André Carlo Torres Pontes

Com a chegada da Lei de Acesso à Informação, a população tem cada vez mais procurado os órgãos de fiscalização para apresentar denúncias de irregularidades na administração pública. No Tribunal de Contas do Estado, o setor encarregado de receber as denúncias é a Ouvidoria, que funciona desde o ano de 2007. Atualmente o cargo está sob a responsabilidade do conselheiro André Carlo Torres Pontes. Segundo ele, em mais de 80% das denúncias registradas na Ouvidoria, as pessoas fazem questão de se identificar, e o TCE se aparelha tecnologicamente para analisar as denúncias em 90 dias no máximo. JORNAL DA PARAÍBA- Desde a criação da ouvidoria no Tribunal de Contas, quais as principais demandas registradas pelo órgão? André Carlo- A ouvidoria foi criada justamente para formar esse elo entre o cidadão e o tribunal, aproximar cada vez mais a sociedade do Tribunal de Contas e em conseqüência de sua criação e sua divulgação desde a origem, as demandas que têm chegado ao tribunal são de toda sorte. Com a entrada em vigor da lei de acesso à informação, tem a ouvidoria ficada responsável pelo cumprimento dessa lei, tanto disponibilizando para o cidadão, que requer informações do tribunal, quanto em relação às informações Dos municípios e do Estado que são jurisdicionados do tribunal. JP - De que maneira as denúncias são processadas pela ouvidoria? ENTREVISTADO- Elas podem dar entrada através de telefone, de forma presencial. Ao chegarem ao tribunal, elas são protocolizadas, recebem um número e o cidadão dispõe daquele número para acompanhar o trâmite da denúncia que ele encaminhou. A partir daí, ela segue o ritmo normal de apuração, com o estabelecimento do contraditório e da ampla defesa, quando o fato assim requisita, até o seu julgamento final. JP- Quanto tempo o tribunal leva para analisar as denúncias? ENTREVISTADO- Nós estamos trabalhando agora em 2013 com a meta de diminuir cada vez mais esse tempo, desde o protocolo da denúncia até o seu julgamento. Nós trabalhamos com a meta prevista no regimento, que é de 90 dias. Já estamos conseguindo julgar algumas denúncias num prazo de quatro a cinco meses, o que já é um avanço para o que havia no passado. Atualmente nós temos, segundo o novo modelo que foi implantado desde abril de 2013, duzentas denúncias tramitando e a nossa meta é que consigamos julgá-las o quanto mais rápido possível. JP- Quais são os alvos das denúncias? ENTREVISTADO- As denúncias são veiculadas em relação a praticamente todos os jurisdicionados do tribunal. O cidadão, com a liberdade e de acordo com as informações que ele pode captar dos nossos bancos de dados e até do que a imprensa divulga por aí afora, ele passa ter a possibilidade de se insurgir contra determinados atos administrativos e denunciar ao tribunal. Os denunciados são os mais variados possíveis, desde o governo do Estado até a prefeitura mais longínqua do estado da Paraíba. JP- A pessoa que faz a denúncia é obrigada a se identificar? ENTREVISTADO- Não. Por incrível que pareça a maioria das denúncias que chegam ao tribunal são identificadas quanto ao denunciante, porque ele faz questão de se identificar. Para você ter uma ideia, esse ano, por exemplo, nós temos a estatística no sentido de que em mais de 80% das denúncias o denunciante faz questão de se identificar. Ele quer conseqüentemente que o processo tramite com ele figurando como denunciante. Apenas um remanescente, que chega a algo em torno de 15%, são denúncias em que a pessoa não quer se identificar e o tribunal respeitam. Quando há indícios veementes de que a denúncia pode ser processada, ela é processada no tribunal como inspeção especial. JP- Qual a estrutura que a ouvidoria dispõe para atender às demandas da população? ENTREVISTADO- A ouvidoria dispõe de uma sala no Tribunal de Contas. Ela conta com o seu coordenador geral,  o auditor de contas público Ênio Martins Norat, que exerce a coordenação da ouvidoria com a maestria que lhe é peculiar, e conta também com um corpo de servidores, que prestam apoio nos trabalhos da ouvidoria. Eu diria que é um grupo ainda em formação, mas que desempenha com bastante eficiência e efetividade os trabalhos que a ouvidoria os desafia a realizar. JP- Antes as denúncias eram remetidas para a prestação de contas do gestor, mas agora elas são apuradas em processo apartado. Com essa mudança, o senhor acha que melhorou o trâmite das denúncias? ENTREVISTADO- Sem dúvida. O cidadão passou a obter do tribunal uma maior transparência no curso que a sua denúncia toma quando aqui ingressa. Essa providência possibilitou a ouvidoria instruir todo o processo de denúncia até as vésperas do julgamento. Isso possibilitou que a denúncia assim caminhando em processo apartado pudesse ter um curso mais célere, do seu início até o deslinde final, que é o julgamento. JP- Já chegou alguma denúncia de algo que não é da atribuição do Tribunal de Contas, por desconhecimento do denunciante? ENTREVISTADO - Sim. Chegam denúncias ao tribunal, como por exemplo, de aplicação de recursos federais. Nesse caso, o papel da ouvidoria é justamente não receber a denúncia e orientar o denunciante para que ele encaminhe o seu pleito ao órgão federal competente. Já tivemos denúncia sobre crime e como o Tribunal de Contas não apura crime, ele também orienta o denunciante a encaminhar a matéria ao Ministério Público Estadual, a quem compete tomar as providências. Lembrando que muitas vezes o próprio tribunal encaminha fatos que são relacionados a atribuições de outros órgãos para que eles  apurem, processem e julguem conforme as suas atribuições. ENTREVISTADO- A rigor os recursos pertencentes a Estado e municípios, atos de gestão de pessoal irregulares, licitações, convênios, contratos, enfim, todos os atos que digam respeito ao JP- E da parte do TCE, quais são as suas atribuições para que a população não encaminhe denúncias que não são de sua alçada? Manuseio de recursos estaduais ou municipais. JP- Existe uma ação no Supremo Tribunal Federal questionando a nomeação de membros do Ministério Público de Contas para compor os tribunais de contas. O senhor que é oriundo do MP como vê essa questão? ENTREVISTADO - A nossa Constituição de 88 prevê que o colegiado de contas seja composto de forma heterogênea, ou seja, quatro conselheiros devem ser indicados pela Assembléia e três pelo governador. Dentre esses três que o governador escolhe, um tem que ser da categoria dos auditores e um dentre os procuradores do Ministério Público. Essa nomeação se dá na forma constitucional e essa é a formação dos Tribunais de Contas. Acredito que a ação impetrada perante o Supremo Tribunal Federal deve estar questionando matéria estranha a essa questão, que está devidamente regulamentada na Constituição Federal. Eu, por exemplo, sou egresso do Ministério Público. Eu compus uma ista tríplice elaborada pelo tribunal, tive meu nome escolhido pelo governador, a Assembléia Legislativa, após uma sabatina aprovou meu nome e eu fui nomeado e tomei posse normalmente. E isso já ocorre em dezenas de tribunais de contas pelo país. JP- Como senhor vê a proposta de criação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas, nos moldes do Conselho Nacional de Justiça? ENTREVISTADO- É salutar. Dizem os estudiosos que a democracia de um Estado se mede pelo controle que o Estado impõe sobre si próprio. Quanto mais controle houver nas ações administrativas, maior será o grau de democracia. Eu sou a favor do controle para que notadamente se atue com harmonia, se atue dentro da legalidade e possa sempre. O órgão que atua em favor da sociedade está sob a vigilância de um manto maior que possa corrigir sua conduta. Isso é salutar na área do  Judiciário, do Ministério Público e para os tribunais de contas também será uma conquista social.

Fonte: Jornal da Paraíba

Sociedade civil se articula por assinaturas para reforma política

Os dirigentes dos movimentos sociais, das igrejas e da sociedade civil como um todo vão intensificar, esta semana, as suas articulações para a coleta de 1,5 milhões de assinaturas de eleitores em situação regular para apoio ao Projeto de Lei nº 6316 de 2013, que já está depositado na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) prometeu ao presidente da CNBB, d. Raimundo Damasceno, que se empenhará para que o projeto seja incluído na pauta ainda este ano, para que possa estar aprovado antes das eleições gerais de 2014. Entre os apoiadores do primeiro texto protocolado na Câmara Federal estão personalidades diversas como Luiza Erundina, Arcelino Popó, Antônio Brito, Nilmário Miranda, Romário, Ronaldo Caiado, Vicentinho e Stepan Nercessian. A Igreja Católica recebeu a sugestão de políticos que apoiam o projeto para que aproveitem a festa do círio de Nazaré que será realizada em Belém/PA, na terceira semana de outubro próximo, para a coleta de assinaturas. Nesse período, costumam participar da festa milhares de romeiros.

Fonte: www.cartamaior.com.br

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PT AROEIRAS e GADO BRAVO SE DESTACAM EM ENCONTRO REGIONAL.

A reunião aconteceu neste domingo dia 22 de setembro na Câmara Municipal de Boqueirão, onde ali estiveram várias cidades representadas pelos presidentes e membros do Partido dos Trabalhadores e o destaque maior foi para Aroeiras que apresentou um relatório positivo das ações do Governo Federal no Município. O objetivo da reunião foi a de fazer um balanço das atividades do PT nos municípios e empreender uma ação para a realização do PED. Ali esteve presente o Deputado Luiz Couto que é um dos candidatos a presidente estadual na Paraíba da legenda petista, João do Violão por Aroeiras, Jairo, por Gado Bravo entre outros. Tanto Aroeiras como Gado Bravo tiveram destaques pela luta em defesa das ações coletivas realizadas em benefício da população mais pobre dessa região, principalmente através dos movimentos sociais. O deputado Luiz Couto aproveitou para falar da sua proposta de emendas parlamentares que garante aos Conselhos Tutelares de várias cidades, condições básicas para que eles venham a realizar um trabalho digno. No na emenda cada Município irá receber, cinco computadores, um veículos, bebedouro, geladeira, entre outros materiais de expedientes, e Aroeiras foi contemplada. Com um Kit. Reportagem “Caio Simplício” 


Fonte: Blog Aroeiras Hoje

PT deve enfrentar PSB em mais estados

Possível candidatura do socialista Eduardo Campos à presidência da República muda estratégia de petistas

São Paulo (Folha.com) - O afastamento do PSB do governo federal em nome da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República em 2014 poderá obrigar o PT a lançar mais nomes próprios nas disputas estaduais do que o inicialmente planejado por seus dirigentes. O rearranjo da estratégia deve ocorrer em Pernambuco, Estado governado por Campos, no Ceará e no Espírito Santo, ambos também sob comando socialista. O plano inicial do PT para essas três disputas era apoiar a eleição ou a reeleição dos candidatos do PSB. Em troca, teria palanques locais fortes para a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição --uma das prioridades dos petistas-- e participação relevante na composição local, seja como vice-governador, seja com candidato ao Senado. A meta de um palanque forte por Estado para Dilma corre risco com a confirmação da candidatura Campos. O temor existe mesmo onde socialistas e petistas têm boa relação, como no Espírito Santo. Na avaliação do PT, Campos teria meios para inviabilizar espaços para Dilma nas campanhas locais. Restaria ao PT, dessa forma, lançar nomes próprios e ir para o enfrentamento direto. Em Pernambuco, o deputado e ex-prefeito do Recife João Paulo Lima e Silva passou a ser apontado como o petista com maior probabilidade de assumir a tarefa de ser o candidato de Dilma a governador em 2014. “Devemos trabalhar com candidatura própria”, afirma o deputado Pedro Eugênio, presidente do PT pernambucano. Outro caminho, diz, seria se aliar ao PTB, sigla da base do governo federal que quer lançar o senador Armando Monteiro Neto a governador. O PSB de Pernambuco não tem candidato natural. Qualquer nome que for indicado por Campos, no entanto, tende a ser competitivo. No Ceará e no Espírito Santo, os governados socialistas Cid Gomes e Renato Casagrande defenderam dentro do PSB apoio à reeleição de Dilma. A dúvida é saber se eles teriam força para manter essa posição durante a campanha de Campos. Alternativas: Uma alternativa possível para os petistas no Espírito Santo seria lançar o ex-prefeito de Vitória João Coser a governador. “É o primeiro nome a ser lembrado”, diz a deputada e ex-ministra Iriny Lopes, integrante do diretório nacional do PT. Líder da bancada petista na Câmara dos Deputados, José Guimarães, do Ceará, diz que ainda trabalha com a hipótese de união do PT com Cid Gomes e o PMDB no Estado. Cid está no segundo mandato e também não tem candidato natural à sucessão. No arranjo desejado por Guimarães, caberia ao PT a vaga ao Senado, pleiteada por ele próprio. Mas se houver necessidade de um palanque de emergência para Dilma, diz, ele mesmo sairia candidato ao governo cearense. Em alguns outros Estados comandados pelo PSB, como Piauí e Paraíba, o distanciamento entre petistas e socialistas já estava consumado antes do desembarque do partido de Eduardo Campos do governo federal. Na Paraíba, o PT é oposição ao governador Ricardo Coutinho, candidato à reeleição, e tende a formar um bloco com o PP, do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), que pode ser candidato. No Piauí, embora faça parte do governo de Wilson Martins, o PT já programava lançar nome próprio à disputa de 2014. Será o líder do partido no Senado, Wellington Dias.

Fonte: Portal Correio da Paraíba, 23/09/2013