terça-feira, 26 de agosto de 2014

Deputado denuncia “trem da alegria” na prefeitura de Sumé





O deputado estadual Frei Anastácio, líder do PT na Assembleia Legislativa, voltou hoje (26) a falar sobre denúncias de nepotismo na prefeitura de Sumé. “Os documentos que recebi mostram que na prefeitura daquela cidade, existe um verdadeiro “trem da alegria”, com a contratação de parentes do prefeito e de vereadores”, disse Frei Anastácio.

Segundo as denúncias que chegaram ao deputado, entre os contratados estão a irmã do vice-prefeito, Andréa Duarte Pinto de Sousa, nomeada como assessora de comunicação do gabinete do prefeito. A prima do prefeito, Maria do Socorro Queiroz Duarte, que assumiu cargo em comissão na administração da cidade de Sumé.

Ainda existem outros primos do prefeito: Rosalma Duarte da Silva. Rafael Pereira Nunes de Souza, primo do prefeito; Francisco Duarte da Silva Neto, primo do vice. “Vimos ainda pessoas com outros graus de parentescos, como por exemplo: Merenciana Polyenne Rodrigues Duarte, filha do prefeito,     Maria das Graças Simões Leite, irmã da primeira dama, Ana Paula.

Os documentos mostram ainda a contratação de Familiares próximos de vários vereadores que também foram nomeados. Os nomes são os seguintes: Simone de Sousa Xavier, prima da vereadora e secretária de ação social, Brigida Xavier.

Sara Shênia Sarmento, irmã do vereador e secretário de saúde, Antônio Carlos Sarmento. “A relação é bem extensa. As informações apresentadas são de conhecimento público e mesmo assim o prefeito, com a cara mais deslavada do mundo, faz às vezes de “ouvido de mercador”, disse o deputado.

O deputado informou que já foi feita a instauração de procedimento investigatório. “Acredito que a justiça irá investigar e punir a quem tiver culpa. A ficha corrida de irregularidades administrativas e contra o erário público praticada pelo atual Prefeito de Sumé, Francisco Duarte da Silva Neto, é bem extensa”, afirmou o deputado. Reuniões com o MST:

Frei Anastácio também registrou, na tribuna da Assembleia, a jornada de reuniões que ele realizou com a coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de quinta-feira da semana passada, até ontem, do Sertão ao Litoral. 

“Foram mais de 30 reuniões, com trabalhadores e trabalhadoras do campo. Além de discutirmos a conjuntura política do estado e do país, ouvimos da população do campo as suas principais reivindicações”, informou o deputado.

O parlamentar disse que ficou clara a insatisfação do povo do Campo, em relação à saúde, educação, segurança pública e abastecimento de água. “Os trabalhadores também reclamam da falta de uma política estadual voltada para a agricultura familiar”, afirmou.

Fonte: http://www.deputadoestadual.freianastacio.com.br

CNBB e Eleições; Artigos – Opinião



"A política pode ser um caminho privilegiado para o serviço da justiça, uma forma sublime de caridade” (Documentos da CNBB 80, p. 96). É nesta perspectiva que os bispos do Ceará resolveram convidar a um diálogo os candidatos a governador e nesta oportunidade lhes entregaram um documento como contribuição ao processo de reflexão que se instaura na sociedade no momento privilegiado das eleições. 

Os bispos começam lembrando a responsabilidade de todo cidadão de participar conscientemente na escolha dos projetos que propõem soluções para os grandes problemas que marcam a vida do povo e dos representantes que nas diversas esferas públicas se vão confrontar com estes desafios. 

O que está em jogo nestes processos é a universalização do acesso às condições necessárias para uma vida digna o que ainda é fechado a muitos que são sistematicamente excluídos e não se veem respeitados em sua dignidade de pessoas.

Além de apresentar à consideração dos candidatos e da sociedade vários pleitos que se acumulam na sociedade civil sobretudo os que dizem respeito às populações tradicionais e excluídas, à educação e às políticas para o semiárido, os bispos se concentram em três temas fundamentais: 

O Modelo de Desenvolvimento tornou possível o combate à extrema pobreza, introduziu milhões no consumo e possibilitou muitos outros avanços sociais. No entanto, ainda não é satisfatório o resgate dos direitos sociais historicamente negados como o acesso à educação e saúde de qualidade.

A desconcentração de renda, as políticas públicas relativas à cultura, ao esporte e lazer, capazes de atrair adolescentes e crianças por vezes tragados pelo mundo das drogas. Tudo indica que estamos no fim de um ciclo de desenvolvimento.

Que só pode avançar no atendimento das grandes carências com a coragem de efetivar grandes reformas estruturantes como a reforma tributária, a reforma agrária, a democratização dos meios de comunicação e, de modo especial, a reforma política, com destaque para o fim do financiamento.

Privado/empresarial, que é condição para o desenlace de novo processo político capaz de dar conta das necessidades coletivas presentes na sociedade e desencadear a participação consciente, crítica e esperançosa dos cidadãos. Nestecontexto se apela para uma reflexão maior a respeito dos impactos das grandes obras e sobre as reivindicações dos agricultores do projeto Jaguaribe/Apodi.

2) A Democracia como processo permanente de construção coletiva certamente ainda tem muito a avançar entre nós e neste contexto é fundamental que o próprio governo adote o próprio processo democrático como método de governar o que implica.

 O reconhecimento dos interlocutores sociais que são os movimentos sociais, sindical e popular através de suas organizações e a criação de canais permanente de diálogos entre governo e sociedade civil.

Segurança Pública. O aumento da criminalidade é um grave desafio que deve ser assumido por governos e sociedade. O futuro governador deve liderar um novo processo de reconstituição de uma política de segurança restaurador da confiança do povo que envolve suas várias dimensões e ao mesmo tempo a adoção de políticas sociais eficientes.

Fonte: http://site.adital.com.br

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O descobrimento do nosso Semiárido: rico em vida e solidariedade

Amanda Sampaio - Comunicação do Cetra, Itapipoca | CECisterna escolar Comunidade do Sorôrô | Foto: Amanda Sampaio / Arquivo: Cetra, Tanque de Pedras em Caldeirões | Foto: Amanda Sampaio / Arquivo: Cetra, Ajudando na construção da cisterna | Foto: Carla Santos

Das lonjuras de São Paulo chegaram até o munícipio de Itapipoca, no Ceará, Jéssica, Débora, Rafael, Isaac, Osni e Fábio, trabalhadores da empresa Xylem que, através de uma parceria entre Fundação Avina e ASA, contribui com a construção de cisternas escolares no Ceará e na Bahia. 

Pela manhã de terça (19) o grupo se reuniu na sede do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (CETRA) com Telma, representante da Fundação Avina, e parte da equipe técnica do CETRA para aprender sobre convivência com o Semiárido, tecnologias sociais, agricultores/as experimentadores/as e muitas das outras riquezas que habitam no nosso Semiárido.

De mansinho, alguém do grupo se reconheceu sertanejo... Era Fábio que nasceu no sertão da Bahia, mas cedo se mudou com os pais para São Paulo. E numa prosa mais casual, achei em Osni uma mãe alagoana.  Afinal, um coração nordestino encontra muitos caminhos e dá sempre um jeitinho de alargar suas fronteiras. 

A conversa sobre as tecnologias sociais foi animada, em cada explicação muitas perguntas para entender como era essa história de armazenar água. “Estamos discutindo economia a partir da cisterna. Isso é interessante! Investir em cisterna é investir em educação também, por exemplo”, comentou  Fábio durante conversa.   A prosa corria afiada, mas o melhor momento era ver de perto a realidade. 

Da cidade de Itapipoca fomos rumo à comunidade de Sorôrô conhecer uma cisterna construída na Creche Maria Carmelita Teixeira (anexo). O grupo pode conversar com seu Francisco, mais conhecido como Birute, que é o responsável por zelar pela cisterna escolar, com Eliane, responsável pela alimentação das crianças, e com Jaqueline e Angélica, respectivamente coordenadora e diretora da Creche.

A partir dos depoimentos, o grupo pode entender um pouco mais sobre a relevância de se ter uma cisterna na unidade escolar. “Sem a água tudo para”, esclareceu a diretora Angélica. De Sorôrô o grupo foi para a comunidade Caldeirões onde acompanhado pela família de Dora, Pessoa e Raílton puderam conhecer um tanque de pedra, armazenador natural de água.

Da casa da família até o tanque de pedra foram 15 ou 20 minutos de caminhada, tempo suficiente para o sol do sertão dar mostra da sua potência. 

Após um saboroso almoço na casa dos agricultores, o grupo seguiu para a Escola João Pires Chaves para acompanhar o curso de Gestão dos Recursos Hídricos (GRH) com professores, gestores escolares e comunidade, além de conhecer na prática o processo de construção da cisterna. 

No curso, foram ouvidos depoimentos sobre a relevância de se ter uma cisterna na escola como, por exemplo, a não paralização das aulas por conta da falta d’água. O agricultor Raimundo Pessoa, ressaltou a importância do trabalho coletivo para a garantia de direitos.

Já para a paulista Jéssica a experiência teve muita relação com persistência e superação. “Se eu fosse descrever essa experiência em uma palavra seria superação. Com todos os obstáculos de clima, para andar no sol... Vimos que as pessoas se mobilizam para viver melhor!” 

Após deixar a comunidade de Caldeirões, o grupo pode ainda conhecer o Espaço de Experimentação Agroecológica, em Itapipoca. No Espaço de Experimentação Agroecológica o grupo pode conhecer o viveiro regional, além de banco de sementes, minhocário e um Sistema Agroeflorestal (SAF).

Atividades de experimentação agroecológica relacionadas ao projeto Florestação, realizado pelo CETRA com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental.  

Na manhã de quarta (20) o grupo retornou a comunidade Caldeirões onde, juntamente com os pedreiros Assis e Rodrigo, e os ajudantes Paulo César, Manoel, Edvan e Eliezio, tiveram a oportunidade de ajudar na construção da cisterna.

Afinal, como bem lembrou o agricultor Raimundo Pessoa, o importante mesmo é dar a contribuição para tornar o trabalho verdadeiramente coletivo. 

Governo compra R$6 mi em produtos da agricultura familiar

Alimentos são doados para entidades, pessoas em situação de insegurança alimentar e para uso na merenda escolar.

Neste mês, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) repassaram quase R$ 6 milhões a agricultores familiares que fazem parte do Programa de Aquisição de Alimentos.~

O PAA, do governo federal. As famílias do campo integram a modalidade Compra com Doação Simultânea. O pagamento realizado pelo órgão é referente aos produtos colhidos no mês de julho.

A ação beneficiou 3,8 mil famílias registradas por prefeituras e governos estaduais. Os alimentos produzidos por elas foram destinados às pessoas em situação de insegurança alimentar, bem como àquelas atendidas pela rede socioassistencial.

Pela rede pública e filantrópica de ensino, e nos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como restaurantes populares, hospitais públicos, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos.

O pagamento é depositado diretamente na conta bancária dos agricultores participantes do programa, que podem sacar o valor por meio do cartão bancário oficial do PAA. Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do MDS.

Fonte: http://www.luizcouto1345.com.br