quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Princesa Isabel: RC anuncia obras de abastecimento dágua

Já se aproximavam das 23h, quando o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o candidato a senador Lucélio Cartaxo (PT) chegaram à cidade de Princesa Isabel.

Na noite desta quarta-feira (24), conduzindo a Caravana do Trabalho, que partiu de São José de Bonfim por volta das 14h. Milhares de pessoas saíram às ruas e fizeram o maior comício da história política do município.

Na chegada à cidade, Ricardo e Lucélio foram recebidos pelo candidato a prefeito do município em 2012, Ricardo Pereira (PCdoB), e pelos vereadores Célio de Zé Biro (PMDB), Givaldo Morais (PCdoB), Irismar Mangueira (PCdoB) e Robson Matuto (PCdoB), além do suplente João Rosas (PMDB).

Em seu discurso, Ricardo anunciou o início das obras de ampliação do sistemas de abastecimento etratamento d’água do município. “Esse é um investimento de R$ 8 milhões, que garantirá água tratada e de boa qualidade para a população até o ano de 2030”, destacou o socialista.

Ricardo lembrou que na campanha de 2010 ficou envergonhado de ter que passar por Pernambuco para chegar a uma cidade da importância histórica e econômica de Princesa Isabel, devido às péssimas condições da estrada.


“A recuperação da PB-306, ligando Princesa a Matureia, foi uma das primeiras obras da nossa gestão. Hoje, tive o orgulho de percorrer toda a rodovia e ver os municípios integrados e se desenvolvendo”, enfatizou.

De acordo com Ricardo, em sua gestão, Princesa Isabel recebeu investimentos de mais de R$ 37 milhões em obras e ações, como a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que foi inaugurada na última terça-feira (23), e a aquisição de ambulância e equipamentos para o Hospital Regional.

“Mesmo sendo uma atribuição dos municípios, estamos fazendo UPA’s nas regiões (já temos oito), que estão evitando que muitos procedimentos de média complexidade tenham que ser feitos nos hospitais regionais. Com a UPA de Princesa, além de aproximar os serviços da população, estamos desafogando os grandes hospitais”, observou o governador.

Principal líder da oposição em Princesa, o empresário Ricardo Pereira disse que a população de sua cidade estava dando naquele instante uma grande demonstração de apoio às candidaturas de Ricardo Coutinho e de Lucélio Cartaxo. “O evento superou as nossas expectativas, com as pessoas vindo de forma espontânea para ouvir Ricardo e Lucélio”, disse. (Ascom)

Fonte: http://www.pbagora.com.br/

Saiba porque Após desentendimentos, família de Campos não apoia nome de Marina

Os depoimentos da ex-primeira dama de Pernambuco, Renata Campos, viúva do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), falecido em um acidente aéreo no dia 13 de agosto em Santos (SP), chamaram a atenção não apenas pelo conteúdo emocional e nem pelo fato de ter pedido votos para o candidato do PSB ao governo do Estado.

Paulo Câmara, ou para o postulante ao Senado pela legenda, Fernando Bezerra Coelho. Renata deixou uma lacuna ao não declarar apoio a Marina Silva, elevada à condição de candidata a presidente após a morte de Campos.

Nos depoimentos gravados durante o final de semana e levados ao ar nesta segunda-feira (22), Renata fala sobre a dedicação de Campos à política e ao povo pernambucano, além de afirmar que Paulo Câmara também um "líder" que foi identificado entre "os quadros" formados pelo ex-governador. Ela também disse "confiar na capacidade de Paulo".

Em discurso semelhante, ela também pediu votos para o candidato ao Senado Fernando Bezerra Coelho e voltou a dizer que confia no ex-ministro para ocupar a vaga na Casa Alta. Já sobre Marina Silva, nem uma palavra. Esta tarefa coube à Paulo Câmara. Após o final da fala da ex-primeira dama, o socialista apareceu em uma conversa com Marina para apresentar seus projetos ao eleitor.

"Não existe nenhum tipo de mal-estar. Renata tem um peso forte aqui em Pernambuco, mas em nível nacional este peso é pequeno. Marina tem pouco tempo no guia eleitoral e a avaliação é que colocar a Renata neste espaço não teria impacto algum", diz um integrante da campanha do PSB em Pernambuco.

As especulações de que haveria um mal-estar entre Renata e a direção do PSB ganharam corpo com o que seria uma tentativa de jogar para Campos a responsabilidade da tragédia ocorrida em Santos, que vitimou o próprio candidato e outras seis pessoas, além de provocar danos materiais em diversas residências.

Nos dias que se seguiram à tragédia, Renata mobilizou o PSB em torno da defesa da candidatura de Marina e cobrou apoio e engajamento dos aliados em torno da candidatura de Paulo Câmara.
"Isso não existe. Renata e Marina se dão muito bem. Ela também fala muito com a direção nacional. Ela não entrou no guia da Marina porque a coordenação não pediu.

Ela é importante para Pernambuco, pelo que ela representa para o Estado, para o próprio Eduardo Campos. Em nível nacional, ela não tem lastro capaz de mobilizar o eleitor como se vê por aqui", diz um outro interlocutor da campanha socialista.

Reforma Política: 97,05% votaram por Constituinte exclusiva

Participaram do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político 7,75 milhões de pessoas, segundo o resultado divulgado nesta quarta-feira (24). 

Desse total, 6,95 milhões votaram em urnas físicas e 1,74 milhão pela internet. As manifestações favoráveis à convocação de uma assembleia exclusiva para reforma política somaram 97,05% do total, as contrárias, 2,57% e 0,38% foram votos brancos e nulos.
                                       
A votação feita entre os dias 1º e 7 de setembro faz parte de uma campanha organizada por movimentos sociais para a convocação de uma assembleia constituinte para fazer alterações nas leis referentes ao sistema político. A votação, que na prática é apenas uma consulta, é uma forma de pressionar o Congresso Nacional para a convocação de um plebiscito com valor legal sobre o tema. 

“A estrutura do poder político no Brasil e suas 'regras de funcionamento' não permitem que se avance para mudanças profundas. Apesar de termos conquistado o voto direto nas eleições, existe uma complexa teia de elementos que são usados nas campanhas eleitorais que 'ajudam' a garantir a vitória de determinados candidatos”, diz o texto que explica a proposta na página do plebiscito popular.

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, disse que o resultado da campanha foi uma vitória para os movimentos sociais. “Nós acreditamos que esse resultado do plebiscito demonstra que há apoio popular para que possamos construir uma nova constituinte exclusiva”, ressaltou ao apresentar os resultados.

Segundo Rodrigues, a campanha conseguiu superar uma série de dificuldades. “Tivemos que lutar contra um boicote da grande mídia, que boicotou a comunicação do plebiscito durante todo o tempo. Tivemos que fazer a campanha durante um período eleitoral, quando outros temas estavam na pauta”, disse sobre fatores que contribuíram para que o movimento não tivesse uma adesão maior.

Fonte: Agência Bras

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Proposta de Lucélio para o Bolsa Família pode beneficiar mais de 30 mil em CG

Candidato vai lutar para que cada real pago pelo programa, o Governo Federal invista mais um real para criação de pequenos negócios

O candidato ao Senado pela coligação “A Força do Trabalho”, Lucélio Cartaxo (PT) apresentou em seu programa de propostas um projeto que poderá ajudar mais de 30 mil famílias que atualmente são beneficiadas pelo programa Bolsa Família em Campina Grande.

Para cada real pago pelo programa, o Governo Federal deverá investir mais um real em programas sociais voltados para capacitação profissional, empresarial e financiamento de pequenos negócios, conforme o projeto.

Segundo o candidato, as pessoas atendidas pelo programa Bolsa Família poderão ter uma nova expectativa de renda investindo em um pequeno negócio, na agricultura familiar ou em atividades que ajudem a complementar a renda.

“Tudo para diminuir as desigualdades existentes, promovendo a saída da pobreza e gerando desenvolvimento econômico”, explica Lucélio.


Para Lucélio, esse projeto deverá obter êxito em Campina Grande levando em consideração a vocação dos campinenses para o empreendedorismo e o trabalho. “Distribuir renda e investir nas pessoas é a melhor política econômica que se poder ter”, afirma o candidato. Renda

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que atende famílias pobres (renda mensal por pessoa entre R$ 77,01 e R$ 154) e extremamente pobres (renda mensal por pessoa de até R$ 77).

Ele possui vários tipos de benefícios, utilizados para compor a parcela mensal que os beneficiários recebem. Esses benefícios são baseados no perfil da família registrado no Cadastro Único. (ASCOM)

Fonte: http://www.pbagora.com.br/

Território Serra da Capivara se prepara para o IV Grito do Semiárido Piauiense

Elaine Dias - Comunicadora popular da Asa Brasil, São Raimundo Nonato – Piauí, IV Grito do Semiárido Piauiense será dias 16 e 17 de outubro. | Foto: Cáritas São Raimundo Nonato

Entre serras e rios, ecos jovens e adultos reproduzem-se fortemente, com poder de alcance para além das fronteiras do verde-cinza da caatinga. Ecoa na consciência dos povos do Semiárido que vão às ruas denunciar as injustiças sociais que ameaçam a soberania, a vida e seus direitos de cidadania.

Mazelas estas causadas pela ausência de políticas públicas efetivas que garantam a plenitude da cidadania desses povos. Eles dão o grito reivindicatório e de basta, o IV Grito do Semiárido Piauiense nos dias 16 e 17 de outubro, no município de São Raimundo Nonato. 

Participarão do 4º Grito do Semiárido trabalhadores e trabalhadoras da região de São Raimundo Nonato e municípios adjacentes no Piauí, e famílias das áreas atingidas em Dirceu Arcoverde e Dom Inocêncio, em  Juazeiro – BA.

 A ação é realizada pela Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) em parceria com o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, pastorais sociais da Diocese de São Raimundo e com apoio do Instituto Comrádio do Brasil.

O tema do encontro será “Política Pública para o Semiárido e a Intervenção da Mineração”. O Grito tem o intuito de pautar mais uma vez a problemática da mineração e a ausência de políticas públicas para o Semiárido. Dessa vez haverá um processo de informação e formação para empoderamento das famílias que estão nas áreas de atuação das empresas de mineração.

Essas comunidades participarão de encontros de formação nos dias 27 e 28, com a assessoria do advogado Lucas da Comissão Pastoral da Terra (CPT). O objetivo é criar subsídios para que eles mesmos possam falar, denunciar e ir à luta.

O IV Grito do Semiárido Piauiense configura-se em outra direção, na expectativa de desencadear uma agenda de esclarecimentos e providências relativas aos direitos das famílias das áreas atingidas e em prospecção. Neste sentido serão convidados para uma audiência os titulares do Ministério Público Federal e Estadual, incluindo a Promotoria Pública Ambiental sediada em São Raimundo Nonato. 

Os preparativos para o IV Grito contaram com visitas às famílias das comunidades do entorno do morro do mel ( corredor ecológico), onde os moradores foram ouvidos e gravaram depoimentos para a produção de um documentário. As famílias relatam que a mineradora São Camilo já comprou mais de mil hectares de terra, e até o momento nenhum diálogo foi estabelecido com as comunidades do entorno.

A visita também foi realizada às famílias do quilombo Lagoas, onde pesquisas estão sendo realizadas em áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, Bonfim, Várzea Branca, Fartura e São Lourenço.

Nesses municípios verificam-se grandes áreas de queimada de madeira, que segundo os executores está autorizada pela SEMAR, e isso dentro da área quilombola ainda sob responsabilidade do INCRA para regularização fundiária. Ao todo, 60 fornos funcionarão na comunidade quilombola Lagoa Nova, sendo que 42 já estão concluídos e 28 iniciados. Já há registro do início da atividade em um desses fornos. 

O IV Grito do Semiárido Piauiense é o encontro de várias lutas em defesa de uma política efetiva e permanente para o Semiárido piauiense e deve ser pautado e construído pelo estado piauiense.  Soma-se com a Campanha em Defesa das Terras, das Águas e dos Povos do Piauí. 

Retrospectiva da luta - A luta foi iniciada em maio de 2011, quando o Bispo Diocesano de São Raimundo Nonato, D. João Santos Cardoso convocou a representação das paróquias e dos setores pastorais, serviços e organismos da Diocese para discutir as consequências da seca na região. Dessa reunião, um documento foi elaborado e emitido às secretarias de Estado e ao gabinete do governador solicitando providências emergenciais e ações estruturantes. 

Nenhuma resposta efetiva foi encaminhada. Então, com base no documento outras organizações sociais como Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato e Comissão Pastoral da Terra (CPT) entenderam como necessário ampliar uma manifestação de denúncia da ausência de ações sociais, como de uma política pública para o Semiárido.

 Realizou-se, então, o 1º Grito do Semiárido Piauiense reunindo numa audiência pública, em São Raimundo Nonato, mais de mil trabalhadores e trabalhadoras e secretarias de Estado como Defesa Civil, SDR, SEMAR e INCRA. E novamente nenhuma agenda de compromissos foi assumida.

Atos - O II Grito do Semiárido foi reforçado pelo Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido – FPCSA e  realizado em Picos, em 2012. O III Grito aconteceu em 2013, novamente em São Raimundo Nonato, acrescentando a preocupação com o avanço das pesquisas de empresas mineradoras no território, que resultou no seguinte tema: “POLÍTICA PÚBLICA PARA O SEMIÁRIDO E A INTERVENÇÃO DA MINERAÇÃO”. 

Pautou-se mais uma vez a dificuldade do debate em torno desta política discutindo agora como implantá-la, considerando os impactos sociais e ambientais previstos com a intervenção das possíveis áreas de extração de minério, além das já definidas como a GALVANI, no limite do Piauí com a Bahia, já com registros de consequências nocivas constatadas pelas famílias do entorno.

A VALE, em Capitão Gervásio Oliveira, pronta para iniciar a atividade de exploração; e o processo de queimadas de madeira em mata virgem, dentro do Território quilombola Lagoas.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

Papa ordena primeira prisão de acusado de pedofilia

Decisão do Pontífice é inédita na história da Igreja Católica

O papa Francisco ordenou pessoalmente a detenção de um ex-arcebispo e ex-embaixador da Santa Sé acusado de pedofilia, no final da tarde desta terça-feira (23). É o primeiro caso de prisão no Vaticano de algum suspeito de cometer o crime.

O polonês Jozef Wesolowski, 66 anos, foi representante diplomático da Igreja Católica (núncio) na República Dominicana de 2008 a 2013. No entanto, no ano passado ele foi de volta ao Vaticano, após terem surgido acusações na mídia do país caribenho de que ele teria cometido abuso sexual em crianças.

Em junho deste ano, Wesolowski foi destituído do cargo de arcebispo por um tribunal do Vaticano. Desde então, ele viveu dentro de um convento na cidade-estado. Segundo um porta-voz da Santa Sé, o polonês será mantido em prisão domiciliar no mesmo local devido à fragilidade de sua saúde. Fato inédito

É a primeira vez que um prelado (indivíduo de alto escalão) da Igreja Católica é preso dentro do Vaticano. Em Roma, ele aguardava o julgamento de sua solicitação de imunidade diplomática por parte da Justiça dominicana e da Polônia, onde nasceu.

O arcebispo deve ir a julgamento no final deste ano também em um tribunal do próprio Vaticano. De acordo com o porta-voz papal, o padre italiano Federico Lombardi, o papa Francisco ordenou pessoalmente a prisão do prelado para que as acusações graves possam ser examinadas sem atraso.

Desde que foi escolhido para chefiar a Santa Sé, no ano passado, o pontífice argentino vem tentando estabelecer como uma das marcas de sua administração o combate às denúncias de pedofilia dentro da Igreja Católica. (IG)

Fonte: http://www.maispb.com.br/

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Agricultoras Experimentadoras, em Sergipe tem sim!

Daniela Bento - comunicadora popular da ASA, Simão Dias | SE; Renilda dos Santos participou do encontro de Agricultoras em Sergipe | Foto: Daniela Bento

Com o vigor de uma menina, mas com o acúmulo de uma senhora, a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), chega aos seus 15 anos. Nesse clima de debutante, tem buscado analisar sua trajetória sobre vários aspectos. 

Nesse sentido, debater o papel da mulher nessa caminhada, seus avanços e desafios têm sido o mote dos encontros estaduais preparatórios para o Encontro Nacional de Agricultoras–Experimentadoras que está sendo realizado em Lagoa Seca–PB.

Com o tema: Celebrando conquistas na trajetória da ASA, esse encontro tem como um dos objetivos valorizar e dar visibilidade ao conhecimento e às capacidades das mulheres agricultoras e suas formas de inserção na organização do trabalho da agricultura familiar, além de construir coletivamente caminhos para superação das situações de desigualdade.

Foi com esse olhar que a ASA Sergipe realizou, no dia 16.09.2014, encontro com um grupo composto por 15 mulheres dos municípios de Gararu, Porto da Folha, Poço Redondo, Poço Verde, Monte Alegre e Simão Dias a fim de revisitar os passos dessa caminhada de mulher dentro da ASA sergipana.

Revisitar esse trajeto foi emocionante; um colher de almas e sentimentos trazidos em um lindo painel colorido com as cores da emoção e traduzido em frases simples de quem sabe a importância desse aconchego. Para Dona Josefa, da comissão municipal de Simão Dias, a ASA foi quem ensinou o povo a falar. “Antes eu era assim encabulada, não tinha coragem de abrir a boca nos cantos. Agora eu chego, eu falo, canto, a ASA foi quem me libertou”, afirma.

Um dos pontos marcantes do encontro foi a exibição do vídeo, Vida de Margarida, produzido pela AS-PTA. O vídeo retrata a história de Margarida e sua filha em total estado de submissão aos homens da casa, o esposo e o filho.

O vídeo propiciou ao grupo refletir questões como a relação entre homens e mulheres, o acesso às políticas públicas e como as desigualdades se reproduzem em seu cotidiano.

No geral, as mulheres não se reconhecem naquela realidade, mesmo considerando que ainda haja alguns pontos que precisem ser melhorados, elas já conseguiram estabelecer certo equilíbrio na execução de tarefas e papeis, assim bem como na gestão dos recursos financeiros da família, seja esse resultado de seus quintais, seja de outras rendas, existe muita combinação entre o casal.

Dona Luzia, da comunidade Colônia Governador Valadares de Simão Dias, trouxe para o grupo a seguinte reflexão. Essa coisa de homem mandar em mulher é coisa que não se alimenta.

“Eu nunca alimentei isso. Tenho 33 anos de casada, e graças a Deus num vivo de briga, e nem ninguém manda em ninguém. Lá em casa, é conversado, combinado as coisas. Mas logo no início do namoro, eu fui vendo que não queria um casamento igual ao das minhas irmãs mais velhas.

 Naquele tempo, as moças, com mais liberdade dos pais, usavam blusa de alcinha, e um dia ele disse que era pra eu não usar blusa de alcinha, fiquei calada, quando ele chegou lá em casa pra me ver eu tava com uma blusa sem alça, dessas tipo tomara que caia. “Eu sempre achei que a gente tem que viver a vida da gente e eu vivemos a minha”.

Cida Silva, da Comunidade de Lagoa da Volta da zona rural de Porto da Folha, traz a seguinte reflexão: “A ASA é um tudo, é ela que traz o desenvolvimento para o semiárido, pra nossas mentes, é ela que liberta a gente, e eu vejo os intercâmbios como uma coisa muita importante para o nosso fortalecimento.

E é bom quando os maridos também vão participar, porque eles sempre voltam mais animados. Se um não vai, mais outro vai, e a gente sempre aprende algo novo. Eu sempre defendo que os maridos têm que ir pros intercâmbios também”.

Outro vídeo trabalhado com o grupo foi Dona Caroba em não troque seu voto por água, o vídeo é parte integrante da campanha, “Não Troque seu Voto por Água. A Água é um Direito Seu” realizada pelo Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido (FCVSA). 

Como o vídeo apresenta uma mulher líder comunitária e conhecedora dos seus direitos, o grupo se reconheceu de imediato com Dona Caroba, o que possibilitou a reflexão sobre as formas de combater a politicagem nos municípios nos quais o grupo atua sobre a construção das cisternas de placas.

Para a assessora pedagógica da ASA-SE, Cidinha Amado, o encontro foi muito importante,  pois além de trabalhar temáticas a serem aprofundadas no Encontro Nacional, trouxe a possibilidade de se constituir um grupo permanente de estudos dentro da ASA e assim fortalecer o debate sobre feminismo dentro da ASA, uma vez que mesmo com o GT ainda há um grande esvaziamento desse debate. 

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/