sexta-feira, 29 de maio de 2015

Agora vem o drama: de quantos anos será o mandato?


Há muito tempo uma matéria não era aprovada por um placar tão expressivo na Câmara. O cheiro do plenário, como diz Eduardo Cunha.

Mostrava o desejo de acabar com a regra instituída pelo PSDB em 1997 para garantir a reeleição de FHC mas ninguém esperava um placar tão expressivo. Foram 452 votos a favor e 19 contra, além de 1 abstenção.

O governo ficou praticamente ausente deste debate. O PT ensaiou uma obstrução mas acabou votando majoritariamente a favor da proposta. O PSDB, que tanto fez para aprová-la no passado, enfrentando denúncias de compra de votos, votou maciçamente por seu enterro melancólico.

Com esta ousadia da Câmara, Eduardo Cunha retomou a ofensiva na reforma, depois de salvar com uma manobra o financiamento privado constitucionalizado. Rodrigo Maia também se inscreve como autor da proposta na condição de relator nomeado. 

Há um longo caminho pela frente – o segundo turno na Câmara e dois turnos no Senado – e agora um dilema a ser enfrentado pelos deputados: sem reeleição, de quantos anos será o mandato do presidente?

Quatro anos sem reeleição é um tempo curto demais. Políticas públicas não se consolidam em tão pouco tempo. Mas para ampliá-lo para cinco anos, não teremos a coincidência com as eleições parlamentares, o que forçaria a realização de eleições em dois anos seguidos. 

Dois anos depois viria a eleição municipal. Ou seja, haveria tres eleições a cada quatro anos. Uma das propostas que ainda serão votadas busca estabelecer a coincidência de mandato emparelhando a eleição de prefeitos com a de deputados e senadores. 

Para isso, os prefeitos eleitos em 2020 teriam apenas dois anos de mandato. E sem reeleição. Quem vai se interessar por tal disputa? O jogo segue, agora com estas questões sobre a mesa. por Tereza Cruvinel

Fonte: www.brasil247.com

Etapa Estadual do 5º Congresso do PT/PB acontece neste sábado, 30


Encontro será marcado pelo debate das teses das tendências que compõem o partido, por Dani Rabelo

Filiados, dirigentes, prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares, lideranças de movimentos sociais e sindicalistas, participam neste sábado, 30, da Etapa Estadual do 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Paraíba. O evento acontece no auditório da Fecomércio - SESC/SENAC, no Centro de João Pessoa, a partir das 9h.

Durante o encontro serão feitas as defesas e debates das teses sobre a atualização do projeto partidário, além de análises sobre os desafios e rumos do PT, as perspectivas de avanço do projeto político, a renovação do modelo de organização do partido, e o contexto político atual.

Para o presidente do PT, Charliton Machado, esse é um importante momento para que os posicionamentos internos sejam colocados: “O PT tem consciência dos desafios enfrentados pelo conjunto da sociedade brasileira, e particularmente o campo democrático e popular”.

O Sentido de alargar e consolidar as conquistas sociais desses últimos 35 anos por isso esta etapa cumpre um duplo papel: compreendermos de maneira aprofundada a nossa atual conjuntura política, e refletir as mudanças necessárias para o funcionamento e organização do partido neste próximo período”.

Fonte: Imagística Comunicação e Assessoria

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Brasil é elogiado internacionalmente pela FAO pelo combate à fome

Um Brasil desconhecido de grande parte da população é tratado pela FAO como um caso de relevância internacional no combate à fome. É um fato concreto que a versão veiculada pela mídia sobre o que acontece no país é totalmente desvirtuada e dirigida, segundo seus interesses empresariais e familiares.

Em relação às políticas públicas voltadas para o combate à fome e a produção de alimentos pela agricultura familiar, que engloba trabalhadores e trabalhadoras assentadas, quilombolas, ribeirinhos, indígenas e o povo marginalizado há décadas nos nove estados nordestinos e o norte de Minas Gerais, que formam o semiárido.

No final do ano passado a FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, lançou pela primeira vez o relatório sobre Segurança Alimentar e Nutricional inteiramente sobre um país, no caso, o Brasil. O documento começou a circular este ano, e tem versões em português, espanhol e inglês. Internamente a notícia veiculada rapidamente dava conta que o Brasil tinha saído do Mapa da Fome.

A FAO monitora mais de 180 países nos quesitos sobre insegurança alimentar. E o Brasil, desconhecido de grande parte da população, é tratado como um caso de relevância internacional, que passou a ser um exemplo e copiado por muitos outros países por suas políticas adotadas no combate à fome e a produção de alimentos pela agricultura familiar. Como esclareceu o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic:

Prioridade para segurança alimentar é política; “A conjuntura do Brasil é caracterizada pela consolidação e institucionalização de políticas bem sucedidas de combate à fome e de promoção da segurança alimentar e nutricional (SAN), norteados pelo Direito à Alimentação Adequada, da ONU”.

“O Brasil cumpriu e ultrapassou os Objetivos do Milênio no que diz respeito à redução da pobreza e da fome”. A questão não é técnica e sim política, como define a própria Lei 11.346/2006, que é a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, onde está definido o significado de tudo isso:

“É a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde”.

Que respeitem a diversidade cultural e que sejam social econômica e ambientalmente sustentáveis. Não é um conceito técnico, é um conceito político, construído com intensa participação social”, escreve o dirigente da FAO no Brasil. Brasil referência internacional; Por que o caso brasileiro se destaca?, Pergunta Alan Bojanic.

Por vários motivos: combate à fome como prioridade de Estado, sistema de governança da SAN, perspectiva do Direito Humano à Alimentação Adequada, processo participativo e intersetorial, políticas públicas articuladas e programas bem desenhados, monitoramento da SAN e convergência com a discussão internacional.

As ações funcionam em rede, tanto os programas sociais como o Bolsa Família, que em 2013 alcançou R$ 25 bilhões e atendeu 13,8 milhões de pessoas, mas todas as outras ações de apoio à agricultura familiar, como o Pronaf e os Programas de Aquisição de Alimentos e da Merenda Escolar, que no total somaram R$ 78 bilhões em 2013. Segue outro trecho do relatório Segurança Alimentar e Nutricional – Um Retrato Multidimensional, da FAO:

“O Brasil já é hoje uma referência internacional de combate à fome”. As experiências exitosas como transferência de renda, compras diretas para aquisição de alimentos, capacitação técnica de pequenos agricultores, entre outras, estão sendo transferidas para outros países. Os gastos sociais aumentaram mais de 128% entre 2000 e 2012 e a parcela no PIB aumentou 31%.

O Bolsa Família que atingiu R$25 bilhões em 2013 e atendeu 13,8 milhões de famílias, sendo que o depósito é feito em nome da mãe preferencialmente e exige que as crianças permaneçam na escola e visitem os serviços de saúde.” Estrutura fundiária concentrada:

As famílias em situação de extrema pobreza, que foram o foco do programa Brasil Sem Miséria, lançado em 2011, e tornaram possível que estas famílias recebam um mínimo de renda per capita de US$1,25 por dia, segundo o relatório, retirou desta situação 22 milhões de brasileiros.

Os investimentos em políticas que apoiam os agricultores familiares aumentaram 10 vezes em 10 anos, caso do PAA chegou a R$1,3 bi em 2013 e o PNAE atingiu 43 milhões de estudantes, no mesmo ano. Outra política pública ressaltada pela FAO:

o acesso à terra, com a distribuição de 50 milhões de hectares a mais de 600 mil famílias nos último 10 anos, contando até 2012. Os números totais hoje em dia chegam a quase um milhão de famílias assentadas e 80 milhões de hectares.

Por fim, o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizado em conjunto com a sociedade civil, estão vinculado ao orçamento federal e um sistema bem estruturado de monitoramento multidimensional de segurança alimentar e nutricional.

O Brasil é um país mundialmente importante na produção agrícola e diversidade de alimentos. Por outro lado, aspectos como a estrutura fundiária concentrada e a sustentabilidade do sistema adotado e o equilíbrio entre produção de commodities direcionadas para o mercado internacional e de alimentos para o consumo interno têm reflexos importantes na Segurança Alimentar e Nutricional da população e alguns grupos específicos.

Consumo excessivo de agrotóxicos e transição agroecológica; O relatório cita o fato do país ser líder na produção de laranja, cana e café, ocupar a segunda posição em soja, feijão e carne bovina, o terceiro em abacaxi e milho, o quarto na produção de leite de vaca e o quinto em limão e banana.

“Ao mesmo tempo ainda existe uma parte da população em situação de insegurança alimentar, o que mostra que a quantidade de produção de alimentos de um país não se configura como um fator determinante no combate à fome”.

O mesmo ocorre nos Estados Unidos, também entre os maiores produtores de alimentos, onde quase 15% da população está em situação de insegurança alimentar, sendo 5,7% em situação de insegurança alimentar grave”.

O relatório também registra que apenas metade das terras indígenas no país estão regularizadas e que apenas 10% dos quilombos identificados pela Fundação Palmares possuem título de terra. E faz o alerta para o consumo excessivo de agrotóxicos pela população brasileira.

“Um terço dos alimentos consumidos na mesa dos brasileiros é contaminado por agroquímicos, sendo que mais de um quarto com substâncias proibidas para consumo no Brasil.”

Os avanços na democratização do acesso à terra em determinadas regiões e os modelos produtivos e de promoção da transição agroecológica, além da importância econômica da agricultura familiar, são questões que o Brasil precisa avançar, ainda conforme o relatório. Dinheiro do Pronaf continuará o mesmo:

Na semana passada a Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (Contag) e seus quatro mil sindicatos espalhados no território brasileiro realizaram o 21º Grito da Terra com 80 mil pessoas mobilizadas.

Os representantes da Contag se reuniram com a presidenta Dilma Rousseff e apresentaram uma pauta com 170 itens que foi respondida pelo governo federal. Neste encontro, o presidente da Contag, Alberto Broch disse à presidenta:

“Não tenha medo de mexer no cofre dos grandes empresários, das mineradoras, mas não mexa nas populações rurais. Não mexa na reforma agrária”.

O Plano Safra da Agricultura Familiar será lançado no dia 15 de junho e deverá manter o patamar de R$25 bilhões para custeio e investimentos. O governo federal também se comprometeu a dirigir as compras públicas cada vez mais na direção da agricultura familiar. Também se comprometeu a entregar 10 mil moradias no Programa Minha Casa, Minha Vida Rural no próximo mês, uma das reivindicações da Contag.

Sobre a reforma agrária, a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Maria Fernanda Coelho esteve reunida no sábado, dia 23, em Recife, com os representantes da Federação dos Trabalhadores e trabalhadoras rurais – Fetape– e anunciou que o governo federal vai assentar 120 mil famílias até 2018 – em condições qualificadas de luz, água, moradia, crédito e assistência técnica.

100 mil mulheres em agosto na capital federal; Em Recife ocorreu uma das maiores manifestações do Grito da Terra com cinco mil participantes. Eles caminharam até a sede do governo estadual, pois desde 2013 existe uma lei no estado que define ações em apoio ao povo do semiárido que até agora não receberam nenhuma resposta ou iniciativa do executivo.

Os 179 sindicatos pernambucanos também reivindicam R$30 bilhões para o Pronaf e outros 20 bilhões para outros programas. Nas ruas da capital eles anunciaram o que a população brasileira precisa saber:

“Quem coloca alimento na mesa da cidade precisa de apoio da sociedade”. A FAO divulgou ainda nos últimos dias o relatório mundial sobre a fome, onde 805 milhões de pessoas passam por esse sacrifício todos os dias.

No caso da África, um em cada quatro habitantes. Entretanto, mesmo sendo referência internacional o Brasil segue um desconhecido para os seus habitantes, porque aqui o único problema existente é a corrupção. E

Mais nada. Também não ficará sabendo que na última semana deste maio de 2015 acontece a Semana dos Alimentos Orgânicos com ações oficiais em 20 estados. Mas certamente vai ficar sabendo quem nos dias 11 e 12 de agosto 100 mil mulheres desfilarão pelas ruas de Brasília na 5ª Marcha das Margaridas. Essa vai ficar difícil de esconder. Por Najar Tubino*

Fonte: Carta Maior

“Exemplo de Administrar bem”! “Prefeito entrega títulos de propriedade para 886 famílias”.

Foi em clima de emoção que 886 famílias moradoras do residencial Gervásio Maia se reuniram na manhã desta terça-feira (26) para se tornarem donas oficialmente de suas casas.

Elas receberam os títulos de propriedade de seus imóveis, que asseguram a posse das casas. A entrega dos documentos foi feita pelo prefeito Luciano Cartaxo, durante solenidade na Escola Municipal Jornalista Raimundo Nonato Batista.

Josenilda Almeida, de 38 anos, foi uma das beneficiadas. “Nós não tínhamos garantia nenhuma de que a casa era nossa e hoje eu tenho orgulho de poder dizer que tenho realmente uma casa, porque tenho os documentos que provam isso. Só podemos agradecer pela atenção que o prefeito e a gestão estão demonstrando”, declarou.

O prefeito Luciano Cartaxo afirmou que este é um momento especial para estas famílias, que podem bater no peito e dizer: “esta casa é minha e ninguém pode tirar de mim”. “Estas pessoas podem dormir tranqüilas, porque elas possuem um patrimônio, algo que pertence efetivamente a elas e que pode ser um legado para filhos e netos”, declarou.

O residencial Gervásio Maia foi entregue pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) no ano de 2008. As famílias ocuparam as casas e vivem lá desde então, mas ainda não possuíam a escritura dos imóveis. “Agora é só alegria”, afirmou Maria do Socorro Job, de 58 anos. “Já chorei muito de alegria porque eu sei que agora eu tenho um teto para mim e para os meus filhos. Que eles não vão ficar no relento”.

Luzeni Araújo, de 46 anos, recebeu sua escritura das mãos do prefeito. “Essa é uma benção de Deus e que veio no melhor momento possível. Já passei muita aflição na minha vida por não ter uma casa e hoje eu sei que o meu teto é meu mesmo”, afirmou.

O processo que viabilizou a ação vinha acontecendo desde o ano de 2012, por meio da Secretaria Municipal da Habitação. Primeiro, foi realizada toda a regulamentação fundiária do residencial, ação que culminou com a liberação dos títulos de propriedade e do termo de liquidação da dívida com os bancos.

“Trabalhamos bastante para resolver esta situação e garantir que eles possam receber toda a documentação registrada em cartório. Estas pessoas vão poder viver com mais tranquilidade com a certeza de que a casa em que vivem são realmente suas”, explicou a secretária da Habitação, Socorro Gadelha.

Fonte: http://www.pbagora.com.br

II Conferência de Segurança Alimentar de Serrinha pautou os desafios e avanços do debate sobre alimentação no município

Daiane Almeida - comunicadora popular da ASA; "Comida de verdade no campo e na cidade: Por direito e cidadania" foi o tema da conferência | Foto: Daiane Almeida/Acervo: Apaeb.

Com o tema “Comida de verdade no campo e na cidade: Por direito e cidadania” teve início a Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional no município de Serrinha (BA), na tarde do último dia 21, no prédio da Funasa.  Estiveram presentes representantes da sociedade civil e do poder público debatendo os seguintes eixos temáticos: eixo 1 :

Comida de verdade: avanços e obstáculos para a conquista da alimentação adequada e saudável e da soberania alimentar; eixo 2: Estratégias em andamento para a conquista da comida de verdade no âmbito local, estadual, regional, nacional e internacional e no eixo 3:

Aperfeiçoamento e ampliação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional: pacto federativo, participação social e intersetorialidade. O município de Serrinha tem avançado na constituição de espaços essenciais como o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional no ano de 2004.

Atualmente está em processo de adesão ao Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e formou o Grupo Governamental de Segurança Alimentar (GGSAN).

Durante o ano de 2011, foi realizado um curso de formação para agentes municipais e, no ano de 2012, um diagnóstico que identificou as irregularidades na forma como os alimentos eram expostos na feira livre. A partir de então a feira foi reorganizada.

Kamilla Santos, representante da ONG Movimento de Organização Comunitária (MOC) ficou responsável por abordar o significado da temática central da conferência. Em sua fala, Kamilla abordou as diferenças entre os níveis de insegurança alimentar.

O que podem ser leve, moderada e grave, levantou avanços importantes em nível nacional, como a saída do Brasil do mapa da fome, a inserção do direito à alimentação na Constituição, a criação programas como o PAA e PNAE, entre outros.

Desafios - A II Conferência foi um espaço importante para se reconhecer a necessidade de avançar em outros aspectos, como a construção do Plano Municipal de Segurança Alimentar, e consequentemente na dotação orçamentária do poder público municipal para executá-lo.

Há também avanços consideráveis no campo do armazenamento de água para a produção de alimentos através de tecnologias sociais de captação de água da chuva, como as cisternas, barreiros, barragens entre outros, construídos por entidades da sociedade civil como a APAEB Serrinha, através do Programa Uma Terra e Duas Águas, da ASA, e de parcerias com o poder público.

Nubia Silva, vice-presidente do Comsea refletiu sobre a alimentação no país e em Serrinha. “O governo Lula trouxe uma preocupação com a erradicação da miséria”. Já havia estudos como o mapa da fome, mas nenhum governo tinha pensado políticas e de lá pra cá só foi conquistas.

A gente já tem o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) no estado e em Serrinha podemos dizer que tem uma política pública que contempla o conselho e o grupo governamental.

Uma segunda etapa é a elaboração do plano. O nosso objetivo aqui é tratar estratégias para esse plano. “Todos têm que assumir o esforço para que toda a população que está aí tenha acesso a alimento em quantidade e qualidade.”

“O grupo governamental (GGSAN) está precisando correr atrás do tema. Vamos procurar, já na próxima semana, nos reunir e ver o plano municipal e buscar os aportes financeiros”, disse Jorge Gonçalves, secretário de Saúde do município e membro do GGSAN.

Silvaney Santiago, membro do Conselho e representante da sociedade civil, através da APAEB Serrinha, debateu o eixo 2. O debate girou em torno dos avanços e obstáculos para se atingir uma alimentação saudável.

Os três eixos foram debatidos e ao final os grupos levantaram propostas que deverão ser encaminhadas para as etapas territorial e estadual das Conferências. Também foram eleitos os delegados/as da sociedade civil e poder público que participam dessas etapas.

Entre as diversas propostas que surgiram nos três eixos estão a realização de um novo diagnóstico que identifique a situação da insegurança alimentar no município, a ampliação das tecnologias de armazenamento de água para produção de alimentos, regularização das terras das famílias agricultoras, produção de campanhas educativas, entre outras.

Durante os dois dias do evento, foi montado um pequeno stand onde as agricultoras, que participam da Feira Agroecológica do município, comercializaram seus produtos.

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

Brasil influencia redução da desigualdade na América Latina

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado pela BBC Brasil nesta quinta-feira (21), destaca o papel do Brasil na redução da desigualdade na América Latina na última década. De acordo com o documento, a maioria dos países da América Latina.

“particularmente o Brasil”, vem reduzindo de forma generalizada a desigualdade, desde o final dos anos 90. “Essa redução não ocorreu de forma tão acentuada em outras regiões”, afirmou à BBC o analista de políticas sociais da OCDE, Horácio Levy.

O estudo aponta uma queda na desigualdade de renda na região, enquanto nos países ricos continua em alta. “A trajetória da América Latina contrasta com as dos países da OCDE, onde a desigualdade de renda tem aumentado desde o início dos anos 80”, comparou o especialista.

A desigualdade de renda nesses países atingiu, em alguns casos, “altas históricas”, diz o documento denominado “Juntos nisso – Por que menos desigualdade beneficia a todos”. (tradução livre).

Os dados da OCDE indicam que os 10% mais ricos ganham 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres. Essa proporção vem crescendo desde a década de 80, quando era de sete vezes mais. Na década de 2000, subiu para 9,1 vezes mais, chegando aos 9,6 atuais.

Gini - O documento alerta, no entanto, para o fato de haver uma desaceleração na desigualdade latina a partir de 2010. Segundo a OCDE, o coeficiente Gini, que mede a desigualdade de renda, é de 0,32 na média dos países ricos da OCDE. O índice vai de 0 a 1 - quanto mais alto, maior a desigualdade. O Gini do Brasil é 0,55; do México, 0,48; e, do Chile, 0,51.

Em meados da década de 80, o coeficiente médio de 22 países da OCDE era de 0,29. O aumento de quase 11% no índice representa crescimento da desigualdade. No Brasil, o coeficiente Gini passou de 0,6, em meados dos anos 90, para 0,55 agora – queda de aproximadamente 8%.

Na América Latina, a redução das diferenças salariais aparece como principal fator para explicar a queda das desigualdades. Isso ocorreu, segundo o estudo, “em razão do maior acesso à educação nesses países” e aumento nos gastos  na área de saúde e educação”.

Proteção social - Economias emergentes como o Brasil, de acordo com o estudo, acertaram ao optar por medidas de reforço da proteção social e de redistribuição de renda para combater a redução da pobreza e da desigualdade.

A ampliação do acesso à educação e o aumento no salário mínimo resultou, no Brasil e em outros países analisados, na redução da desigualdade de renda no trabalho. A diferença salarial entre postos que exigem maior e menor qualificação diminuiu.

Além disso, a ampliação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, por exemplo, contribuíram para promover maior redistribuição de renda e, consequentemente, mais desenvolvimento.

Para reduzir a distância entre ricos e pobres e ampliar o crescimento, o relatório recomenda a promoção de mais igualdade entre homens e mulheres, ampliação do acesso a melhores empregos, mais investimentos em educação e formação e redistribuição de recursos, por meio de transferências de renda.

Sugere, ainda, que as economias emergentes avancem nas medidas de formalização da mão de obra e simplificação do sistema tributário. Citou a implantação do Simples Nacional, pelo Brasil, como exemplo de sucesso.

PT na Câmara com PT de Notícias e agências

Vereadores de João Pessoa visitam Couto na véspera de votação da Reforma Política

O deputado federal Luiz Couto (PT) recebeu na tarde desta segunda-feira, 25, em seu gabinete, em Brasília, a visita de uma comitiva de representantes da Câmara Municipal de João Pessoa. Os vereadores Durval Ferreira (PP), presidente do legislativo da capital; Benilton Lucena (PT).

Marco Antônio (PPS) e Bosquinho (DEM) estavam acompanhados da superintendente da Câmara, Vaneide Araújo e da secretária de Comunicação da Câmara, Rafaela Cristofoli.

Os vereadores foram buscar informações sobre a tramitação da Reforma Política e discutiram o assunto com o parlamentar. Eles convergem na rejeição ao distritão e defendem a existência de uma cota para mulheres nas eleições.

Além da unificação das eleições. O deputado Luiz Couto informou que a Reforma Política deve começar a ser analisada a partir desta terça-feira, 26.

É que os partidos aceitaram a proposta do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de votar a reforma política por temas. O presidente da Comissão Especial da Reforma Política, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), será indicado relator em Plenário e vai elaborar um parecer sobre o tema nesta terça-feira.

A votação vai ser por grupo de artigos, de acordo com os temas, e poderá haver mais de um destaque sobre o mesmo tema. Novos temas também poderão ser discutidos. Ordem de votação; A ordem de temas sugerida por Cunha e aceita pelos líderes foi:

Sistema eleitoral (inicialmente, será analisado o sistema de lista, depois o distrital misto, o distritão e o distritão misto); financiamento de campanhas (se público, privado – restrito a pessoa física ou privado-proibição ou não da reeleição; extensivo a pessoa jurídica).

Duração dos mandatos de cargos eletivos; coincidência de mandatos; cota para as mulheres; fim das coligações; cláusula de barreira; dia da posse para presidente da República; voto obrigatório. A votação sobre cláusula de desempenho (barreira) e fim das coligações dependerá do resultado sobre sistema eleitoral.

Fonte: scom do Dep. Luiz Couto