Em Roraima, para convencer
300 mil eleitores, os quatro candidatos ao governo do Estado estimaram gastos
máximos na campanha que, somados, atingem R$ 27 milhões.
Isso
representa uma despesa de cerca de R$ 90 para cada voto, o
mais caro do país, segundo cruzamento feito pela Folha entre os limites de
gastos das campanhas e o número local de eleitores.
Na
média, cada Estado gastará R$ 17 nas campanhas a
governador. Roraima lidera, seguido pelo Distrito Federal (R$ 75 por voto) e
por Alagoas (R$ 71). “Candidato à reeleição em Roraima, o governador Chico
Rodrigues (PSB) afirma que a população local é muita pulverizada”, em
comunidades distante umas das outras, o que amplia as viagens e, com isso, os
gastos.
“Tem
lugares que não chega rádio ou televisão. Você precisa conhecer municípios. Tem
que alugar veículos,barcos,
aeronaves”, diz Rodrigues, que estima um teto de R$ 10 milhões na campanha.
A equipe de Angela Portela, candidata do PT com teto de campanha fixado em R$ 15 milhões, também cita a baixa densidade demográfica como um fator de influência nos gastos no Estado.
Portela e Rodrigues preveem gastos equivalentes aos de governadores que tentam a reeleição em Estados bem mais populosos, como Espírito Santo e Sergipe. No país, a média mais barata é a do Rio Grande do Sul, com R$ 6,42 por voto. Por regiões, o Centro-Oeste terá proporcionalmente a campanha mais cara (R$ 45), seguido do Norte (R$ 31).
Para o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-RJ, em localidades do interior e de periferia, cresce a importância dos cabos eleitorais na dinâmica das campanhas. Com o baixo desemprego e o aumento da renda e do salário mínimo, os gastos com a remuneração de pessoal tendem a subir na eleição. “Quanto mais corpo a corpo, precisa de mais mão de obra para abordar as pessoas e mobilizar”, diz Ismael.
Se todos os candidatos a governador gastarem o teto do declarado à Justiça Eleitoral, o valor atingirá R$ 2,48 bilhões, o que representa quase o custo médio de quatro estádios da Copa no país.
A equipe de Angela Portela, candidata do PT com teto de campanha fixado em R$ 15 milhões, também cita a baixa densidade demográfica como um fator de influência nos gastos no Estado.
Portela e Rodrigues preveem gastos equivalentes aos de governadores que tentam a reeleição em Estados bem mais populosos, como Espírito Santo e Sergipe. No país, a média mais barata é a do Rio Grande do Sul, com R$ 6,42 por voto. Por regiões, o Centro-Oeste terá proporcionalmente a campanha mais cara (R$ 45), seguido do Norte (R$ 31).
Para o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-RJ, em localidades do interior e de periferia, cresce a importância dos cabos eleitorais na dinâmica das campanhas. Com o baixo desemprego e o aumento da renda e do salário mínimo, os gastos com a remuneração de pessoal tendem a subir na eleição. “Quanto mais corpo a corpo, precisa de mais mão de obra para abordar as pessoas e mobilizar”, diz Ismael.
Se todos os candidatos a governador gastarem o teto do declarado à Justiça Eleitoral, o valor atingirá R$ 2,48 bilhões, o que representa quase o custo médio de quatro estádios da Copa no país.
Fonte: http://www.pbagora.com.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário