Efeito Nadja: cientista
político decreta ‘implosão’ do Blocão e põe Cássio como divisor de águas
Bastante
atento aos desdobramentos da política local, o cientista político Ítalo
Fitipaldi concedeu entrevista nesta terça (10) e deu a sua opinião sobre o mais
novo fato na sucessão estadual: o lançamento da ex-deputada Nadja Palitot como
pré-candidata ao Governo do Estado representando o Partido dos Trabalhadores
(PT), fato que provocou amplo desdobramento no cenário político paraibano.
Segundo Ítalo Fitipaldi, a possível candidatura de Cássio Cunha Lima (PSDB) ao
Governo no próximo ano altera por completo as pretensões da oposição ao
governador Ricardo Coutinho (PSB). Inicialmente Fitipaldi mandou um recado para aqueles que pensam em brincar de
lançar candidatos: “O lançamento da candidatura do PT é um empecilho para
consolidação do Blocão, acredito que principalmente com os planos do ministro
Aguinaldo Ribeiro (PP, pelo menos se esperava num primeiro momento é que o
ministro saísse candidato para governador com o apoio do PT na vice ou pelo menos o apoio do
PT saindo com um candidato ao Senado e me parece na atual conjuntura essa
composição está comprometida e ao menos no primeiro turno acho que o PP e o PT
não estarão juntos”, previu Fitipaldi, acreditando na implosão do Blocão. Não satisfeito, o estudioso sentenciou um futuro
nada animador para a sobrevivência do Blocão: “O lançamento dessa candidatura
(Nadja) reflete numa falha e numa impossibilidade da consolidação desse
Blocão!’, disparou.Fitipaldi também enumerou a força política do senador Cássio
Cunha Lima (PSDB) “A eleição com Cássio Cunha Lima é uma coisa, sem Cássio é
outra coisa”, contou. No entendimento de ítalo Fitipalidi algumas barreiras de
Cássio precisam ser ultrapassadas:“A questão da candidatura de Cássio Cunha
Lima tem um aspecto muito mais jurídico do que político, é natural de quem já
foi governador deixe o Senado da República e se candidate novamente ao Governo
do Estado, a final de contas senador não tem poder de caneta!”, pontuou, acrescentando
que: “Acho que a vontade pessoal dele seja de uma candidatura, existe uma
questão legal “Que precisa ser resolvida para esta candidatura se consolidar ou
não”, pontuou. NADJA
NÃO! As
reações contrárias a pré-candidatura de Nadja provocaram grandes desdobramentos
no âmbito do PT, quem também não gostou nada da forma como a indicação foi
feita foi o deputado estadual Frei Anastácio, que é o líder do PT na Assembleia
Legislativa da Paraíba. “Não concordo com a forma como foi lançado o nome da
companheira, não tenho nada contra a companheira, mas vou exigir que o
diretório estadual seja convocado para discutir o assunto”, avisou o
parlamentar. Frei Anastácio acrescentou que em toda história do PT, na Paraíba,
nunca presenciou um ato semelhante. “No PT, as decisões são tomadas com
democracia, com discussão, ouvindo todas as instâncias. A forma como foi
lançado o nome da pré-candidatura não está de acordo com os preceitos do PT”,
destacou o deputado. Pelo interior do estado, os dirigentes locais também se
manifestaram, não contra o nome de Nadja, mas sim contra a forma imperativa com
que o nome da ex-vereadora foi colocado ‘de goela abaixo’ pela nova direção do
PT da Paraíba. A primeira a se posicionar contrária a movimentação foi à vice
presidente do PT na Paraíba, Giucélia Figueiredo, que disse na tarde de hoje,
terça-feira (10), em entrevista a uma emissora de rádio, que o nome da
ex-vereadora não representa a vontade de toda a executiva da sigla e sim apenas
de um seguimento. “Estou surpresa com esse movimento, esse não é um nome do
Partido dos Trabalhadores, até porque o nome sairá e será fruto de um processo
interno e que será homologado pelas instancias partidárias, e esse movimento de
hoje não reflete as expectativas da sigla”, disparou Giucélia. Ainda conforme a
dirigente, ela foi informada, através do presidente do PT de João Pessoa que o
nome a ser lançado hoje representaria a corrente que ele participa e não o nome
oficial escolhido pela legenda. “Nós não podemos sair com um nome de uma
corrente e que não seja fruto do debate interno, o que eu sei é que eu respeito
o nome de Nadja, mas ela é um nome de um seguimento”, asseverou. E completou:
“Onde foi que o nome dela foi sequer citado como opção, isso fere a democracia
do partido, isso agride o conjunto partidário que não participou desse processo
de debate”. E você amigo internauta, o que achou do nome de Nadja Paletot como
representante do PT na disputa eleitoral do próximo ano?Opine no espaço
destinado aos comentários. (PB
Agora)
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