Na manhã desta quinta-feira, 6, a professora universitária e
jornalista Cilene Victor da Silva foi ameaçada de morte. De acordo com relato
dela em sua página pessoal no Facebook, duas intimidações foram feitas por
telefone, além de outras que recebeu pela rede social ou mensagens. A
profissional acredita que a violência é resultado de suas críticas ao trabalho
da apresentadora do SBT, Rachel Sheherazade.
Em conversa com o Comunique-se, Cilene fala que recebeu duas
ligações hoje de manhã com ameaças e intimidações. As vozes do outro lado da
linha, segundo ela, eram masculinas. A professora conta que não imaginou ser
intimidada e revela que a violência começou após um perfil no Facebook em nome
da Rachel divulgar sua página pedindo que denúncias fossem feitas.
"Segundos após o post, comecei a receber 10, 20, 50 recados com mensagens
de agressões à minha integridade física e moral".
Sobre a violência, ela diz não ter medo do que ouviu pelo
telefone. "As ameaças telefônicas não me assustaram, pois as ligações
vieram sem identificação, mas as que escreveram aqui (no Facebook) sim porque
tem nome completo das pessoas. Isso mostra que elas não têm nada a
perder".
O
caso: Nesta semana, Cilene falou sobre o
trabalho de opinião de Rachel exibido pela emissora de Silvio Santos no 'SBT
Brasil'. A professora repudiou o ponto de vista da apresentadora, que definiu
como "marginalzinho" um garoto de 15 anos que foi preso a um poste no
Rio de Janeiro.
Segundo Rachel, "num país que ostenta incríveis 26
assassinatos a cada 100 mil habitantes, arquiva mais de 80% de inquéritos de
homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos 'vingadores' é até
compreensível".
Docente da Cásper Líbero, a acadêmica questionou onde
"estão o Ministério Público do Estado de São Paulo, a Fenaj, o Sindicato
Jornalistas São Paulo, a direção de Jornalismo do SBT?" e sugeriu que uma
investigação fosse feita pelo Ministério Público. Escrito por Nathália Carvalho do Portal.comunique-se.com.br. Polêmica Paraíba
Fonte:
http://www.paraiba.com.br

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